Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

23 de janeiro de 2008

Eu sou a lenda (I'm a legend)

Este texto tem revelações sobre o enredo.

Sabe quando um filme caminha muito bem, mas quando se aproxima do final, desanda tudo? Pois é. É assim que é "Eu sou a lenda".

A premissa é interessante: a cura do câncer, a partir da modificação de um vírus, foi criada. Anos depois descobre-se um efeito colateral (subentendido no filme): as pessoas sujeitadas ao remédio tornam-se mais agressivas. A contaminação se espalha pelo ar. Das 6 bilhões de pessoas no mundo, 90% morrem. 9% tornam-se "zumbis". 1% restou. Imune. Robert Neville (Will Smith) faz parte desta minoria.

As reflexões que o filme aborda também são interessantes: a) até onde o "Homem" pode brincar de "Deus"? b) Manipulação genética c) Efeitos colaterais de "remédios" (Quem toma Roacutan entende) d) Livro do Apocalipse da Bíblia: em determinada parte da bíblia (Gênesis) se fala do dilúvio, no qual deus teria enviado as chuvas e escolhido pessoas para povoar a terra. No Apocalipse, fala-se em uma chuva de fogo e enxofre. No filme acontece isso (sem o fogo, só com manipulação genética), os tais 1%.

Se quiser saber mais, veja o filme. Não recomendo pelo final.

Provavelmente deve ter sido culpa da greve dos roteiristas. Fizeram um trabalho decente, mas ao chegar no final do filme, entram em greve e pensam o seguinte: "Pronto, pra finalizar o filme, jogamos uma granada e BUM!".
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