Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

29 de outubro de 2008

As crianças pedintes nos ônibus de Natal

Esse post é para quem pega ônibus e mora em Natal. Meu caso.

Eu acho engraçado os moleques que vendem balinhas e similares nos ônibus. Ultimamente houve uma padronização no discurso deles. Creio que algum líder totalitário esteja recrutando esse povo para algum fim maior e, nisto, eles tem que adquirir uma habilidade de retórica. Vai saber né?

Repare que o discurso sempre começa com o garoto (ou garota) desejando "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite". Sempre acompanhado pelo "pessoal" ao fim da frase. "Bom dia, peeeeeeeeessoaaaaal". É, eles tem este ritmo arrastado para pronunciar as frases. Bem mecânico, robótico mesmo. Depois de desejar que o passageiro passe bem, eles pedem desculpas por interromper sua viagem e justificam o motivo de estarem gritando. Qualquer drama familiar serve: pai preso, mãe solteira, cuidando de vários irmãos, pagar o gás, etc. E então chega a melhor parte: o oferecimento do produto.

Geralmente em forma de balinhas, chicletes ou pípoca bokus, eles ditam um valor para, logo em seguida, emendar um "você também pode contribuir com cinco, dez, vinte e cinco ou cinquenta centavos". As vezes exageram e chegam a pedir até 2 reais.

Por fim, temos a "promoção": "um é 50, dois é um real".

P.S.: Segundo Thayse, há também o caso dos surdos. Estes jogam canetas, escapulários, doces, salgados, chaveiros, panfletos, entre outras bugigangas. Talvez achem que por não poderem falar, não possam ser educados também.
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