Dias Comuns

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13 de junho de 2011

As cem melhores crônicas brasileiras


Esse é mais um dos livros que Tweek me emprestou. "As cem melhores crônicas brasileiras" da editora Objetiva tem 354 páginas e é uma seleção de crônicas brasileiras desde o ano de 1850 até os dias de hoje.

O grande barato do livre é que as mesmas são divididas por épocas, assim o leitor adquire um certo conhecimento sobre o que estava ocorrendo nos vários períodos da história. Ao fim do livro, há um índice por nome dos autores e as referências bibliográficas. O problema é que estas foram tiradas de outros livros e não do local onde foi publicada originalmente. Seria bom que o organizador tivesse ido atrás das fontes originais para, pelo menos, datar o ano das crônicas.

A maioria das crônicas são medianas, enquanto outras são fantásticas por tratar de temas atuais ou atemporais. Listei 10 como exemplos, mas há muito mais. Veja a lista.

Lima Barreto - Queixa de defunto: nada mais atual do que tratar sobre o problema da buraqueira nos asfaltos brasileiros. Quem mora em Natal convive bem mal com isso: tem até site relacionando os problemas! Veja!

Olavo Bilac - As cartomantes: é engraçado como o cronista consegue vê o papel da religião para tentar explicar nosso meio e como até os ateus possuem superstições.

Alcântara Machado - Genialidade brasileira: quem assiste futebol, fórmula 1 ou olimpíadas na voz APAIXONANTE de Galvão Bueno vai rir a beça nessa crônica. É uma crítica aquele ufanismo de se pensar que aqui, no Brasil, somos todos acima da média.

Nelson Rodrigues - Complexo de vira-latas: é, de certo ponto, um antagonismo ao ponto anterior. Compare!

Stanislaw Ponte Preta - O inferninho e o Gervásio: a primeira vez que li uma crônica de Stanislaw Ponte Preta foi em um dos livros - um da série "Para gostar de ler"- para o vestibular que fiz em 2005. Ótimo escrito, histórias engraçadíssimas!

Campos de Carvalho - Londres, Novembro de 1972: nessa nossa época, em que as pessoas gostam de se expor nas redes sociais, nada melhor do que ouvir as impressões sobre Londres em 1972!

Lourenço Diaféria - Herói. Morto. Nós: o que é um herói? a crônica aborda os heróis anônimos da sociedade.

Ricardo Freire - Para você estar passando adiante: telemarkerting, gerundismo. Uma ótima leitura.

Antônio Prata - Bar ruim é lindo, bicho: ótima texto acerca das "modinhas". Para aquelas pessoas que gostam de algo e isso se tornam popular, deixam de gostar. Faz sentido?

Luis Fernando Veríssimo - Grande Edgar: o que fazer quando uma pessoa vem falar contigo achando que te conhece, mas você não a reconhece? Veríssimo explica.

E agora, quer ler as crônicas? Então vá ao Google e cole o autor e título do tema que você mais gostou. De preferência procure por todos, porque são ÓTIMAS crônicas!
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