Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

7 de dezembro de 2011

A Usina de Belo Monte e outras ideias

Leiam este texto aqui primeiro. Quem me mostrou foi Patrícia Kelly.

"Para a vida neste planeta, gente é pior que plutônio, amerício, iodo 131, estrôncio 89, césio 137 e os irmãos plutônio 238, 239, 240 e 241. "

"Olhando a biodiversidade, fica claro que o impacto de uma usina nuclear que deu tremendamente errado pode ser muito menor do que o de uma usina hidrelétrica que dá certo. Porque usinas hidrelétricas efetivamente matam tudo que existia nas áreas inundadas. E essas não voltarão a ser o que eram"

"Reatores nucleares são imbatíveis no quesito energia produzida por km2 detonados, mas tem um problema de relações públicas. No ano retrasado, quando o rompimento de um duto de vapor causou vítimas em uma usina japonesa, a imprensa falou em acidente nuclear, embora não tenha havido vazamento radioativo. Quando dois operários foram triturados por uma turbina da usina hidrelétrica de Boa Esperança ninguém falou em acidente hidrelétrico"

"Parte do movimento ambientalista tem a tendência de colocar questões em termos absolutos, pelo menos perante o público. Índios sempre são defensores da natureza. A energia nuclear é sempre ruim. A realidade tem muito mais cinza do que preto ou branco. Chernobyl mostra isso."

Agora vejam esse vídeo


Minha opinião: infelizmente não creio que o Brasil tenha condições de discutir sobre energia nuclear porque iriam fazer sensacionalismo e aumentar os fatos do que aconteceu recentemente no Japão, por exemplo. Segundo, por todos os problemas envolvidos na questão de Angra 1, 2 e 3. Diriam que iriamos repetir os erros (como se não aprendêssemos, né?). Por fim, iriam propagar mais ainda essa onda de pânico ao lembrar do "apagão" (que aconteceu justamente por falta de chuvas. do que adianta ter hidrelétrica se não tem água?).

Posto isso, sou contra Belo Monte e a favor da energia nuclear ou de algum tipo de subsidio do governo para implantação de painéis solares domésticos. Penso que a discussão não é sobre o impacto que Belo Monte vai causar, mas sim sobre o que pode ser feito com a máxima eficiência, menos danos e mais barata. O fato é que nós precisamos de energia. Então temos que escolher a que melhor se adeque no momento. S ea energia solar fosse mais barata - os equipamentos necessários e a capacidade de gerar energia fosse equivalente - seria a primeira opção, né? Acho que ainda não é o caso.


Porque, veja bem, a menos que aconteça alguma cataclismo ou uma guerra, a população só tende a aumentar ou, no minimo, se manter. Quanta mais gente no mundo, mais gente usando recursos e mais energia sendo gasta.

Tava discutindo com o MESTRE PEVAS e pensamos que seria bastante extremista e totalitária impedir que as pessoas procriem. Mas vejam a ideia: algo como um BOLSA-VASECTOMIA ou BOLSA-LIGA-TROMPAS. A pessoa ganharia dinheiro para NÃO ter filhos. Pelo menos não é aborto, né? E seria opcional. Menos gente no mundo, menos recursos para serem gastos, menos energia, talvez mais postos de trabalho, menos pessoas ociosas, menos crimes, menos lixo, menos trânsito... é meio que um raciocínio utópico, ainda mais por estar vendo só os lados positivos (ou menos negativos). Mas é uma ideia engraçada.

Outra ideia é a de enviar pessoas de pais populosos para os menos populosos. Só que isso já tá acontecendo na Europa e dá muito problema, né? Choque de cultura, preconceito, etc. Mas alguns países poderiam adotar isso. Daí você desafoga um lugar e injeta pessoas em outro que precisem e, principalmente, QUEIRAM os estrangeiros.

E aí?
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