Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

15 de março de 2012

Yesterday

Todo dia verei um filme. Por que? Porque eu quero. Porque meu HD está lotado, eu só faço baixar e nunca assisto nada. Porque eu esqueço os motivos que me levaram a baixar um filme e quando vou vê-lo, dias, semanas, meses, até anos depois, esqueço porque eu queria ver. E aí tudo perde o sentido. Então tracei isso como meta.

(Outra meta é ler um livro por semana. Breve resenha do primeiro livro desta empreitada)

Por que você baixou esse filme?

Estava conversando no IRC e alguém perguntou se o povo do canal já tinha assistido ao filme "O último rei da Escócia" (eu já, na disciplina História da África). Daí o pessoal começou a citar outros filmes que se passavam na África. Googlei um pouco e descobri sobre esse filme. Inclusive, foi na mesma época em que o vídeo do Kony começou a rolar nos youtubes da vida.

Mas e aí, do que é que ele fala?

Yesterday é um filme que se em alguma tripo do continente africano, não prestei atenção em qual. Yesterday também é o nome da protagonista do filme. Aparenta ser uma mulher comum em um vilarejo comum. Mas logo ela se descobre fraca, abatida, cansada e vai procurar um hospital. Que fica a duas horas de distância da casa dela. A pé. Ela vai lá duas vezes e sempre tem uma fila imensa e quando é o momento dela ser atendida... o homem que controla a fila diz pra voltar no outro dia, pois não há mais espaço.

Yesterday consegue com uma colega uma carona para chegar mais cedo, a médica a examina e pergunta sobre camisinhas. A borrachinha. Preservativo. "Ahhhh, mas eu sou casada, não preciso dessas coisas!". E aí o filme aborda a questão da infidelidade, né? Do marido. E a ingenuidade da moça, que acreditava na monogamia. E também a submissão da mulher. São tantos temas que me vieram a cabeça... isso tudo fica implícito na história.

A médica diz para o marido dela fazer os exames para detectar o H.I.V no marido. Lá se vai a garota para Joanesburgo (eita, descobri onde o filme se passa! África do Sul) para ver o marido. Ele trabalha debaixo do chão. Nas minas. Ela conta as noticias e o marido simplesmente ESPANCA-A. O supervisor na sala ao lado faz um FACEPALM, suspira e continua lendo o jornal. É bem triste essa parte porque ao mesmo tempo em que há a violência, Yesterday começa a rememorar as boas coisas do relacionamento.

Yesterday resiste bravamente. Ela fica cansada, mas a doença não a atinge completamente. Ela tem uma meta. Ver a filha dela na escola. É a preocupação com a educação, né? De ver os filhos se encaminhando na vida. Então ela diz, num exame posterior com a médica, "não vou morrer até ver minha filha na escola". Seria o primeiro dia da sua rebenta, Beauty.

O marido acaba voltando pra casa, todo triste e adoentado. Pede desculpas a mulher, conta o que houve, a mulher diz que entende... Parece que é difícil mesmo romper os laços de união. Também há toda a ignorância (entenda como falta de conhecimento) do vilarejo em relação a transmissão da AIDS. Eles nem sabem o significado da palavra transmissão. A colega que deu carona a Yesterday tenta explicar as pessoas, mas as mulheres da vila não querem ver o marido da protagonista por lá.

Poderia me mostrar algumas imagens?



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