Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

24 de março de 2012

Metropolis

Por que você baixou esse filme?

Eu não baixei. Jordana me falou de um evento que rola toda sexta a tarde na UFRN chamado "Cinesophia". É um algum tipo de projeto do curso de Filosofia de assistir e debater sobre um determinado filme numa determinada temática. Mas as palavras-chaves que me conquistaram foram "tem certificado". E eu preciso de horas extras-curriculares agora que reingressei na licenciatura. Então fui lá ver.

(Esse é Metropolis de Fritz Lang, de 1927. Não confundir com o anime homônimo de Osamu Tezuka de 2011)

Mas e aí, do que é que ele fala?

Vamos ver o que a Wikipedia diz sobre Metropolis:

O enredo é ambientado no século XXI, numa grande cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. Os seus colaboradores constituem a classe privilegiada, vivendo num jardim idílico, como Freder, único herdeiro do dirigente de Metropolis.

Os trabalhadores, ao contrário, são escravizados pelas máquinas, e condenados a viver e trabalhar em galerias no subsolo. Num meio de miséria entre os operários, uma jovem, Maria, destaca-se, exortando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos através de um escolhido que virá para os representar.

Fiz várias anotações durante o filme. Algumas anacrônicas. Vamos a elas.

1. Antes de ver o filme, eu procurei uma sinopse do mesmo. Sem ver imagem ou nada, só consegui lembrar de Matrix, devido as maquinas escravizarem os homens. Não é bem assim no filme, mas a lembrança faz sentido.
2. O Freder, filho do dono de Metropolis, vive numa redoma, né? Até que ele é acordado para a realidade por uma mulher.
3. Lembrei do Mito da Caverna, só que da perspectiva de quem está fora dela. Afinal Freder não era um trabalhador que encontrou "a luz". A garota Maria seria essa pessoa, só que o filme não é visto da perspectiva dela, então...
4. A roupa branca dele denotava, pra mim, a questão dele ser o iluminado, o salvador. Ninguém mais vestia roupa branca no filme, nem mesmo a elite da cidade. Pensei que era um sinal de diferenciação, mas só vale para o protagonista mesmo.
5. Uma pergunta: por que ele acha que as crianças e os habitantes do subsolo são irmãos dele? De onde ele tirou isso? Apenas porque Maria falou?
6. O trabalhador que mexe naquelas maquinas semelhantes a relógios me lembrou aquela brincadeira... Twister.
7. Hel era o nome da esposa falecida do criador de Metropolis, Joh Fredersen. Ao que parece, ela foi pivô de uma crise entre Rotwang e Joh Fredersen. O porque disso não ficou claro.
8. A mão mecânica do cientista me lembrou Fullmetal Alchemist. Aquele principio da Touka Koukan, a Lei da Troca Equivalente, ou seja, para conseguir algo, é preciso dar em troca outra coisa de valor equivalente. Rotwang queria um robô perfeitamente humano e a mão foi um preço a pagar.
9. Quando falaram da Torre de Babel, disseram que todos falavam a mesma linguá e mesmo assim não se compreendiam. No sentido de não entrarem em comum acordo. Achei interessante isso. A história que conheço, a bíblica, disse que as pessoas "ganharam" outra língua justamente para evitar entenderem-se e finalizar a torre. Mas essa explicação de Metropolis faz sentido, né? Pensei nos problemas internos de um país, família, trabalhadores... todos falam a mesma língua, mas isso não implica concordância. Bem bolado.
10. Pergunta: por que havia estrelas na porta de algumas pessoas e na de outras não? Sim, eu sei que era para diferenciar algo, mas o que?
11. Pergunta: quando Freder passou mal, foi por ele ter realmente passado mal ou foi algum tipo de "magia" feita pelo robô?
12. Achei fantástico o raciocínio de Joh Fredersen permitindo que os trabalhadores ficassem sem vigília de modo a eles começaram primeiro os protestos. Isso daí legitimaria a violência que a elite iria praticar. Afinal, foram os trabalhadores que começaram primeiro, né?
13. Lembrei do "violência gera violência". Quase sempre verdade essa máxima. Seria ela uma ideologia?
14. A figura feminina é bastante proativa no filme. Na verdade, ela que faz tudo acontecer.
15. As crianças já eram vistas como simbolo de esperança e renovação.
16. O Marxismo presente na disputa de classes.
17. No final, a ideia que me veio a cabeça é que a responsabilidade é sempre das pessoas, não dos objetos.
18. "O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração".

Poderia me mostrar algumas imagens?



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