10 de maio de 2012

Os 10 melhores livros Best Seller (que eu já li, claro)

E terminando a série das três listas de livros (Brasileiros e Não Best Seller), aqui vai a lista dos livros que gosto e que são Best Seller.

10. Linha do Tempo - Michael Crichton


Michael Crichton é o mesmo criador do Parque dos Dinossauros (Jurassic Park). É um livro, não sabia? Comprei este livro porque era apenas R$10,00 no sebo e pelo tanto que gostei do primeiro Jurassic, achei que outros livros do autor também fossem bons. E é. Pelo menos esse é. Dias depois de terminar de lê-lo, fui ver o filme, mas... deixa pra lá! O livro é bom demais.

Em Linha do tempo, o autor parte destas formulações rigorosamente científicas para construir o que fez em O parque dos dinossauros: gente deste século "viajando" ao século XIV para uma tremenda aventura. Um gênio não muito escrupuloso nem muito prudente monta o computador quântico e graças a ele consegue programar viagens ao "universo paralelo" medieval. Um professor de História faz a viagem, é aprisionado no século XIV e o gênio manda uma equipe de universitários para resgatá-lo. São todos envolvidos numa guerra medieval, com todos os seus horrores. A partir daí, Crichton costura uma aventura bem ao seu estilo, com um ritmo de enlouquecer, episódios de arrepiar. Só para dar idéia: valendo-se apenas dos seus conhecimentos de História, Marek, o herói do grupo, enfrenta e vence dois cavaleiros superfortes e supertreinados. O livro traz revelações que devem estar preocupando os atuais magnatas da informática, principalmente Bill Gates. Os computadores em seu estágio atual, à base de chips, estão tecnicamente perto do fim. Serão superados pela tecnologia quântica, que, nota Crichton, "contradiz frontalmente nossas idéias comuns a respeito de como o mundo funciona. Ela postula um mundo onde os computadores operam sem ser ligados e onde os objetos podem ser achados sem que se procure por eles". E mais: "em 1998, o teletransporte quântico foi demonstrado em três laboratórios ao redor do mundo". O físico Jeff Kimble, líder da equipe americana Cal Tech, não chega a sugerir que no momento um ser humano possa ser teletransportado. "Mas poderíamos tentar com uma bactéria."

9. O caso dos 10 negrinhos - Agatha Christie


Dá pra notar, pela capa, que o livro é bem velho, né? Eu o li ainda quando era criança, devia ter uns 8 ou 9 anos e, por algum motivo, ficou marcado. Talvez fosse essa aura de mistério e de descobrir quem é o assassino. Eu gostava de prestar atenção pra tentar descobrir com antecedência. Não lembro de ter acertado nenhuma vez em nenhum livro, mas...

Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.

8. Os Pilares da Terra - Ken Follett


Outro livro que li quando garoto. Aliane me emprestou. Minhas tias não acreditavam que eu iria ler aqueles dois volumes num total de mil páginas. Mas li. E gostei bastante. Reli depois de grande e continuei gostando. Tratava de uma trama de conspiração. Vários personagens, vários destinos, várias pessoas a quem se afeiçoar. Ken Follett é um dos meus autores preferidos e tenho outros livros dele em alta conta, porem escolhi este por ser o meu primeiro. Os livros foram tão bons que renderam um seriado (ótimo)!

Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, 'Os pilares da terra' traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. A figura que melhor expressa os ideais que inspiraram Ken Follett a escrever este livro é Philip, prior de Kingsbridge, um homem que luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. Mas a galeria de personagens que gravitam em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma. Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes. Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, 'Os pilares da terra' é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.

7. Caim - José Saramago


Convenhamos, o jeito que Saramago escreve é um porre. Mal tem parágrafos, pontos finais, o texto é cheio de virgulas e se você piscar, se perde na leitura. Por outro lado, as ideias que ele tinha... poxa vida! Li "O Ensaio sobre a Cegueira" e "As intermitências da Morte" e é fantástico como ele pega um elemento que está presente em demasia, retira-o e mostra as consequências disso. No caso de Caim, ele mostra o que aconteceu ao irmão de Abel depois do assassinato. Por tanta coisa ele passou.

Neste novo romance, o vencedor do prêmio Nobel José Saramago reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu irmão, trava um incomum acordo com deus e parte numa jornada que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins da criação.

Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, José Saramago nos deu sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente.

Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogênito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também seus principais protagonistas, dando a eles uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irônica, cujo tom de farsa da narrativa só faz por acentuar.

6. Juízo Final - Sidney Sheldon


Se há um autor bastante presente nas minhas leituras, esse era Sidney Sheldon. Minha tia tinha alguns livros dele e eu lia rapidinho. Só quando cresci que percebi que a literatura dele é igual a Dan Brown: há uma formula, troca-se apenas nomes e situações. Mas e daí? Eu ficava entretido do mesmo jeito. A história de Juízo Final é a mais diferente de todos os livros dele porque a narrativa se foca em um homem, bem diferente dos outros livros nos quais ele retrata predominantemente as mulheres. Deveria ter virado filme!

No começo, parecia mais uma missão secreta, dessas que já haviam virado rotina na vida do oficial da Marinha americana Robert Bellamy. Mas as sucessivas mortes - todas em circunstancias misteriosas - das testemunhas da queda de um balão meteorológico que continha informações militares sigilosas colocam o agente diante de um inimigo muito mais poderosos e imprevisível do que qualquer outro que enfrentara antes. Mas do que seu país, Bellamy precisa defender seu planeta.

5. Anjos e Demônios - Dan Brown


Contrariando a suposta maioria, Anjos e Demônios é o meu livro preferido de Dan Brown. Tá certo que ele ousou muito em Código da Vinci, mexendo com a cabeça do povo e essa história de um herdeiro de Jesus, mas mais legal que isso é misturar ciência e religião. Tudo que envolve conspirações me atrai.

Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.

4. a série Harry Potter - J.K. Rowling


Na edição da Pedra Filosofal que tenho, o personagem está datilografado como DRAGO Malfoy e não Draco. Desde pequeno lendo Harry Potter não tem como deixá-lo de fora da lista. Noites e noites em claro lendo os primeiros livros da série e depois, já com a popularização da internet, lendo as traduções dos livros feitas por fãs, já que o original demorava meses para chegar ao Brasil.

A história começa com o mundo dos bruxos, que tenta manter-se secreto dos Muggles - termo traduzido para o Brasil como "Trouxas" (aqueles que não são bruxos). Por muitos anos este mundo foi aterrorizado por Lord Voldemort (Tom Marvolo Riddle). Na noite da sua queda, Voldemort encontrou o esconderijo da família Potter, e matou Lilly e James Potter (Lílian e Tiago Potter, no Brasil). Entretanto, quando voltou sua varinha contra o bebê dos Potter, Harry, o seu feitiço voltou-se contra ele. Voldemort só não morreu por causa de suas Horcruxes, porém com o corpo destruído, Voldemort tornou-se um espírito sem poder, procurando refúgio em lugares escondidos do mundo; Harry, enquanto isso, foi deixado com uma cicatriz em forma de raio em sua testa, o único sinal físico da maldição de Voldemort. Harry tornou-se conhecido como "O Menino que Sobreviveu" no mundo dos feiticeiros, por ter sido o único a sobreviver a maldição da morte e por ter derrotado Lord Voldemort.

Em seguida, o órfão Harry Potter é criado pelos seus tios, os Trouxas Dursley. Porém, quando o seu aniversário de onze anos se aproxima, Harry tem seu primeiro contato com o mundo mágico quando recebe cartas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que são roubadas pelos tios antes que ele possa lê-las. No seu décimo primeiro aniversário, Harry é informado por Hagrid, o guarda-caças de Hogwarts, que ele é um bruxo e por isso tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Cada livro registra uma ano da vida de Harry em Hogwarts, onde ele aprende a usar e controlar a magia e a fazer poções. Harry também aprende a ultrapassar muitos obstáculos mágicos, sociais e emocionais que enfrenta em sua adolescência e na segunda tentativa de ascensão de Voldemort ao poder.

3. O Silmarillion - J.R.R Tolkien


Todo mundo conhece Senhor dos Anéis e, talvez, O Hobbit, mas e O Silmarillion? São tantas histórias dentro desse livro, tantas tramas bem boladas que, se deixassem, Peter Jackson provavelmente botaria todas elas na telona. Lembro que ele foi o primeiro livro que ganhei do Tolkien. Tudo porque um colega me passou uma música chamada "Lord of The Rings" da banda Blind Guardian. Nessa época ouvia muito Heavy Metal e esse lance de personagens poderosos, magias e animais fantásticos eram uma constante nas letras. Sempre que releio este livro, tenho que ouvir o album "Nightfall in middle-earth", totalmente baseado nas histórias que o livro conta. Senhor dos Anéis é apenas a ponta do iceberg.

O Silmarillion descreve acontecimentos da Primeira Era da Terra-média, e é dividida em cinco partes: Ainulindalë (A música dos Ainur), que fala sobre a criação de Eä, o mundo por Ilúvatar; a Valaquenta (Relato dos Valar), fala sobre a natureza e as atribuições dos Valar e os Maiar, os seres poderosos que moldaram o mundo, bem como a relação destes com Morgoth, o Inimigo, e seu servo Sauron; o Quenta Silmarillion (A História das Silmarils), relata a criação e o roubo das Silmarils, que provocou a guerra dos elfos contra Morgoth; Akallabèth (A Queda de Númenor), fala sobre o esplendor dos humanos do reino de Númenor (Os Dúnedain) e sua queda, causada pelo orgulho de seus habitantes e pelas mentiras de Sauron, o Senhor do Escuro; e, finalmente, Dos Anéis de Poder e da Terceira Era, conta brevemente como Sauron criou os Anéis do Poder num plano para estender seu domínio na Terra-média e como os Povos Livres, ajudados pelos Istari (os Magos) puderam resistir ao poder do Senhor do Escuro e destruí-lo (esse relato é detalhado pelo autor na trilogia O Senhor dos Anéis).

2. O Vendedor de Histórias - Jostein Gaarder


Quando era pequeno, li O Mundo de Sofia e não entendi nada do meio pro final. Achei que fosse só uma história, mas é um CURSO DE FILOSOFIA para leigos. Não tinha maturidade pra acompanhar isso na época. O nome do autor, contudo, ficou na cabeça. Numa das idas ao sebos encontrei este livro e o comprei. Bia sempre fala bem do autor, especialmente do "O Dia do Curinga" (nunca li, pois ela não me empresta). Quando comecei a ler, só fui parar no outro dia. São histórias dentro da história. O autor tem ideias fantásticas. Esse livro é tão bom que eu empresto-o de bom grado. Daniel, Anderson, Daniela, Igor e agora, acho, Fernanda, estão lendo. Todos gostaram. Até peço que assinem. Fiquei até em duvida se deveria botar ele em primeiro, mas...

Inspirado nas suas idas ao circo em companhia do pai, o pequeno Petter inventa um conto de fadas: Panina Manina, filha do dono de um circo, desaparece num rio e é dada por morta, mas acaba resgatada por uma cigana. Anos mais tarde, a menina vira trapezista e vai trabalhar no circo do próprio pai, porém sem que ambos saibam ser pai e filha. Certo dia, Panina cai durante uma apresentação e é socorrida pelo dono do circo. Ao ver o colar de âmbar no pescoço da moça, ele percebe que a artista é sua filha desaparecida. O conto é mais uma das inúmeras fantasias que povoam a imaginação sem freios de Petter, um menino precoce que se torna um adulto solitário. Sua única companhia é o Homem-Metro, um personagem que saiu de seus sonhos para a realidade. Mesmo quando Petter encontra Maria, mulher por quem se apaixona, a relação não dura: termina após um estranho pacto. Para garantir sua subsistência, Petter torna-se o Aranha, uma espécie de ghost-writer que vende os frutos de sua imaginação para escritores sem idéias. Avesso à fama, ele parece ter encontrado a forma ideal para viver do seu talento. No entanto, uma série de conflitos com seus clientes e o retorno de fantasmas do passado colocam sua vida em perigo - e mostram que fantasia e realidade nem sempre correm paralelas. Assim como o trabalho da mente de seu protagonista, O Vendedor de Histórias é um vôo de imaginação. Jostein Gaarder convida mais uma vez a enxergar o mundo com um olhar extraordinário e a refletir sobre o poder da memória e da fantasia sobre o dia-a-dia do leitor e do homem comum.

1. a série dO Guia do Mochileiro das Galaxias - Douglas Adams


Não saia de casa sem ele! Douglas Adams foi um visionário. Já falava sobre tecnologia sem fio, tablets, wikipedia, tradutores automáticos em 1978... sim, o livro é desse ano! E não deixa de ser uma obra bastante atual. O livro é fantástico, os conceitos abordados nele - como o presidente não tem poder, mas sim seu dever é desviar o poder - são geniais. Meu vocabulário não tem muitos adjetivos para definir os livros que não estes megalomaníacos. Mas não é exagero. Não entre em pânico, o livro é perfeito e lembre-se que a resposta para a Pergunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais é 42.

O livro conta a história de Arthur Dent, um típico inglês que, num dia que pode ser considerado tudo menos típico, descobre não só que Ford Prefect, um de seus melhores e únicos amigos, é um extra-terrestre, mas também que a Terra está prestes a ser destruída pelos Vogons (uma raça alienígena extremamente burocrática e mal-vista em toda a Galáxia) para dar espaço a uma nova via hiperespacial intergaláctica.

Com a ajuda de Ford, Arthur foge momentos antes da demolição do planeta, pegando carona clandestinamente em uma das espaçonaves Vogons. Quando a presença indesejável dos dois é detectada, o comandante da Frota de Demolição Vogon, Prostetnic Vogon Jeltz, não hesita em expulsar e abandoná-los à deriva no espaço. Mas, em um incrível golpe de sorte, a dupla é resgatada pela nave Coração de Ouro, comandada por Zaphod Beeblebrox, presidente da Galáxia e Trillian, a terráquea que fugiu com Zaphod, logo depois de tê-lo conhecido em uma festa, seis meses antes da demolição da Terra. Outro personagem de destaque na trama é o robô Marvin, o robô maníaco-depressivo, cujo desprezo pela vida só não se compara à sua depressão crônica e ao tamanho de sua inteligência.

Assim começa a jornada de Arthur Dent e Ford Prefect pelo Universo em busca da Pergunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais, sempre guiados por um fantástico livro de viagens: O Guia do Mochileiro das Galáxias.
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