Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

4 de junho de 2012

Algumas notas sobre a compra de produtos exclusivamente virtuais

Cada vez mais as pessoas estão conectadas a internet. Celulares, tablets, computadores, smartphones, note e netbooks, sei lá, mil formas.

Um dos pontos que acho fantástico nisso é a capacidade de comparar preços de centenas de lojas simultaneamente, encontrando e adquirindo aquela peça com o melhor custo/beneficio. Ainda há, claro, aqueles que tem medo de efetuar compras online, mas ainda assim se valem do preço encontrado na internet para pechinchar no "mundo real".


Excetuando os produtos de necessidades básicas, os físicos (geladeiras, fogões, vasos sanitários, etc), nós humanos somos bastante voltados para o entretenimento. Gostamos de TER livros, música (cds/vinis), filmes, séries, jogos de videogame... mas a internet já está modificando os hábitos dos consumidores. Penso que o FETICHE de possuir algum desses objetos está diminuindo, em razão da praticidade e do minimalismo das pessoas, aliado aos suportes tecnológicos que permitem armazenar bibliotecas inteiras num aparelhinho do tamanho de um livro.

Tudo começou com aquele tocador de músicas da MAÇÃ. O pessoal passou a deixar os CDS de lado e escolher, faixa por faixa, o que iria comprar e, consequentemente, o que iria ouvir. Nada de comprar um album por causa de duas ou três canções.

Daí vieram outros rompimentos. No mundo dos games, por exemplo, o STEAM é o principal exemplo. Jogos super baratos que podem ficar armazenados na nuvem ou serem baixados para o seu computador. Geralmente, quanto mais antigo o jogo, mais barato se torna. E ele está lá a sua disposição, apenas esperando o seu LOGIN no aplicativo.

O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas x ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet - daí a alusão à nuvem


No campo das séries de TV e filmes temos o Netflix, que cobra uma mensalidade de R$15,00 por mês e oferece um amplo catalogo de obras que podem ser assistidos quantas vezes quiser.

Em relação a leitura temos como preponderante o site da Amazon, vendendo milhares de e-books e criando o seu próprio e-reader (aparelho para ler os e-books), o KINDLE.


Esses quatro exemplos são fundamentais para mostrar que é possível combater a pirataria através de um preço bacana. Se o valor for convidativo e o tempo escasso, as pessoas estarão dispostas a pagar por um serviço "original" ao invés de burlar a lei.

Mas esse não é meu ponto.

O que eu estava pensando é que com a gradual substituição dos suportes físicos para suportes virtuais, um mercado irá ficar bastante abalado: o dos sebos, dos produtos usados e seminovos.

Não será mais possível trocar com seu amiguinho algum jogo, a não ser que você ofereça sua senha para o mesmo LOGAR em sua conta na nuvem; Os livros vendidos em sebos se tornarão mais escassos, pois não haverá motivos para sua impressão: é mais prático, menos empoeirado e mais organizado catalogá-los em seu tablet. Se você tiver a oportunidade de criar uma biblioteca, HOJE é a sua chance. Os livros comprados em sebos se tornam mais baratos a medida que vão passando de mão em mão. Não será o caso dos e-books; O mesmo caso valerá para a música, filmes e séries.


Era só isso. Uma constatação bem óbvia. Isso se o mundo seguir sem nenhuma grande ruptura tecnológica em relação ao presente ou um acontecer algum desastre apocalíptico e ficarmos sem energia.
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