Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

6 de junho de 2012

A Internet é democrática, não anárquica (ou conheça algumas figuras da internet que vão contra as regras sociais virtuais)

Muito se vem discutindo acerca de legislações que coíbam a pirataria na internet. Já fecharam o MegaUpload e outros sites do gênero e a CAÇADA não tem data para acabar. Há um senso bastante comum em conceituar a internet como uma terra sem lei, sem dono.

Isso não é bem assim.


Por romper com os paradigmas da sociedade, a Internet AINDA é um espaço novo onde a sociedade atua. É verdade que não há um consenso sobre leis (ou até mesmo leis!) que regulem as relações sociais ocorridas nesse ambiente. Por ser um espaço desterritorializado, fica difícil apontar um culpado. Exemplo: uma empresa com sede no Rio de Janeiro (Brasil) oferece um site para hospedar arquivos. Um garoto em Pequim (China) transfere as MP3 de seu computador este site, de modo a torná-las acessíveis onde quer que esteja. Algumas dessas músicas possuem copyrights. Uma jovem em Miami (Estados Unidos) faz o download de uma dessas músicas protegidas por direitos autorais. Detalhe: o servidor da empresa carioca está localizado em Frankfurt (Alemanha). Os advogados da banda querem iniciar uma ação, mas contra quem? A empresa? A pessoa que hospedou? A que fez o download? Ao local onde estavam hospedadas? TODOS ELES AO MESMO TEMPO? Essa última opção parece ter sido a habitual, mas será a correta?

Isso mostra como não há ainda um consenso e que as empresas estão atirando para todos os lados de modo a reaver o suposto lucro perdido. Não é a toa que a SOPA, PIPA e outros leis estão sendo discutidas nos EUA e suas aprovações podem gerar um EFEITO DOMINÓ ao redor do planeta. Quando há interesses financeiros envolvidos, todo mundo quer a sua fatia.


Vamos sair um pouco desse plano econômico e tentar pensar apenas no social. Lembra do Orkut? Tá, muito velho, mas havia COMUNIDADES por lá. Ok, ok, o Facebook tem os tais GRUPOS, mas isso não é nem de longe tão organizado como eram/são as comunidades. Esqueça essas duas redes sociais e pense nos FORUNS ou nas LISTAS de e-mail. O que todas elas têm em comum? Um líder ou um grupo de liderança.

Cada um desses grupos possui regras singulares para gerenciar o comportamento de seus membros. São, geralmente, proibidos SPAM, ofensas pessoais, divulgação de links que não envolvam a temática da comunidade, flamewar, demonstrações públicas de discriminação, pornografia, religião, política e outros assuntos de teor que possa vir a ser ofensivo.
As pessoas que vão de encontro a estas “leis” são bastante conhecidas e recebem diversas denominações:


Hater: é aquele que odeia e fala mal de tudo. Está em vários grupos para dizer como tal banda é ruim, tal ator é uma farsa... ETC. Hater vem do inglês Hate, cujo significado é Ódio. "Um hater não tem opinião, ele simplesmente é contra o que é certo, ou a favor do que ninguém é".

Troll: é quem inicia um debate usando um argumento completamente errôneo ou falacioso de modo a gerar revolta por parte dos conhecedores do tema. Em outras palavras: aquele que gosta de ver o circo pegar fogo e faz questão de começar o incêndio. Lembram-se daquele print screen de uma comunidade no Orkut de um cara dizia que a indústria hollywoodiana era aproveitadora por querer fazer um livro pegando carona no sucesso do filme SENHOR DOS ANEIS? Vale salientar que o Troll tem a COMPLETA NOÇÃO do que está fazendo. Caso contrário é apenas uma pessoa ingênua. Acredito que haja uma divisão: pode ser um troll “do bem”, fazendo as pessoas verem que seus argumentos são idiotas ou um troll “do mau”, onde age apenas para causar polêmica.


Spammer: é o divulgador de links. Geralmente trata-se de um perfil falso divulgando sites de como aumentar seu pênis, sua libido, sua conta corrente, como ganhar dinheiro, como trazer seu amor em uma hora... Contudo, também pode ser uma pessoa real que faz SPAMS pontuais, seja divulgando seu próprio site, seja pedindo para as pessoas clicarem em determinado link para ajudá-lo a ganhar uma promoção, seja pedindo para repassar uma corrente por ter medo de ficar solteiro para sempre.

"É fake": Acreditam que tudo é fake. Nada é real. O homem não foi a lua, e tudo é uma questão de efeitos especiais. Sempre justificam as informações, principalmente as imagens, com a seguinte trindade: Adobe After Effects, Photoshop e Sony Vegas. Ninguém o leva muito a sério.

Perfis falsos (fake): Diferente do item anterior, os perfis falsos são criados por dois motivos distintos: o primeiro é acessar uma determinada rede social pelo conteúdo que ela contem, mas não necessariamente manter relacionamentos na mesma. Podem também ser usados para stalkear (seguir obsessivamente) determinadas pessoas. O segundo motivo para criar um perfil falso é promover intrigas.

Cheater: esse tipo se encontra mais no âmbito dos jogos. É banido por usar códigos de trapaça de modo a se sobressair em relação aos outros jogadores. É quem estraga a brincadeira.

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