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20 de junho de 2012

O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum)

Ação, ação, ação. Depois de quase 5 meses, finalmente vi o último filme da trilogia Bourne (os dois primeiros vi nas férias em Búzios). Suposta trilogia, pois parece que haverá um novo filme. Tão querendo transformá-lo em algo semelhante a James Bond. Acho valido. Jason Bourne, James Bond, J.B, as inicias são as mesmas. Marcus que me atentou pra isso (ele também que recomendou os filmes, há mais de um ano).

Sobre a história dessa "última" parte:

Jason Bourne é uma arma humana criada e perseguida pela CIA. Após sua última aparição, ele decidiu sumir definitivamente e esquecer sua antiga vida de matador. Entretanto, uma matéria em um jornal de Londres especulando sua existência, faz com que ele se torne um alvo outra vez. O projeto Treadstone, que deu origem à Bourne, já não existe mais, porém serviu de base para um novo projeto: o Blackbriar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa. O Blackbriar desenvolve uma nova geração de matadores treinados, o governo acredita que Bourne é uma ameaça e deve ser eliminado imediatamente. Ao mesmo tempo, Bourne vê neles a oportunidade de descobrir quem realmente é e o que fizeram com ele enquanto o Treadstone esteja ativo. Agora, Bourne conta com a ajuda de Nicky Parsons e Pamela Landy para isso.


Quando fizeram este filme, provavelmente pensaram ser o último, logo deveria mostrar ao espectador a origem de Jason. E é exatamente isso durante TODO O FILME. Sequência de ação em cima de sequência de ação, com espaços mínimos para absorver o que estava acontecendo na tela. A única coisa que me veio a cabeça para escrever esta resenha foi no tocante a solidão.

Irônico que, apesar de tantas identidades falsas, Jason Bourne não sabia quem era e o espaço que pertencia. Um verdadeiro homem sem a MEMÓRIA da sua vida (anterior) que subitamente foi resgatado em alto mar (no primeiro filme). Deve ser triste demais.


Essa busca incessante pela ORIGENS é o norte do filme. "Quem me transformou no que eu sou?", "Por que isso aconteceu COMIGO?", "Qual era o objetivo de quem fez isso?" são perguntas respondidas ao longo da história.

É apenas quando BOURNE encontra essas respostas que ele consegue ficar em paz. Só que muitas outras questão são levantadas e essas... bem, essas ficam no ar. O final fica em aberto.

(Outro ponto curioso é o nome do personagem: Jason Bourne. Jason pra mim não significa nada, mas a pronuncia do nome Bourne lembra outra palavra inglesa, Born, na qual a tradução seria "nascido". Mostra o cuidado na escolha do nome do personagem. Afinal é uma nova vida que nasce. E se você forçar bem a barra, dá pra pensar também em Burn, "queimar", que é a tarefa da vida dele, "queimar" pessoas, no sentido de apagá-las, matá-las. Não são todos os autores [o filme é baseado em uma série de livros] que tem esse cuidado na composição).

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