Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

4 de julho de 2012

Sakamichi no Apollon (Kids on the Slope)

Quem não tem um AMIGO de verdade, né? Quem nunca fez AMIZADE instantânea com alguém em 5 minutos de conversa e que dura até hoje?


Comecei a assistir Sakamichi no Apollon somente pela sua sinopse. Mencionaram animes musicais como Nodame Cantabile e Beck, os quais adorei. Acrescentaram que o responsável pela direção era o mesmo roteirista e diretor de Cowboy Bebop, Shinichiro Watanabe, um anime fantástico. Por fim, o estilo musical é Jazz, que é algo super bacana. Comprei essa ideia.


Sakamichi no Apollon NÃO É UM ANIME MUSICAL.

Tampouco um  Shounen (anime de luta, tipo Dragon Ball ou Cavaleiros). Te peguei, né?

Ele tem, sim, muitas músicas. O título de cada episódio faz referência a uma delas, mas a história da animação não foca na musica. Sakamichi no Apollon é um anime sobre companheirismo, amor, amadurecimento, solidão, relacionamentos e, principalmente, amizade.


No início do verão de 1966, Kaoru sai de sua cidade costeira e se transfere para a escola secundária de uma cidade provincial de Nagasaki. Graças a sua família, que vive em um ciclo quase constante de mudança de cidades, Kaoru só conhece as escolas como lugares de difícil adaptação. No entanto, em seu primeiro dia na nova escola, ele encontra Sentarou, um valentão da turma, e toma um novo rumo na vida.

Kaoru é o menino de óculos nas imagens. Sentarou é o loirinho. A história é trabalhada em cima desses esteriótipos: o "nerd" recem-chegado na cidade, com uma certa fobia social e tendências ao isolamento acaba por TOPAR, por assim dizer, com o valentão BULINADOR do colégio. Tudo porque Kaoru estava passando mal e queria respirar um pouco de ar e Sentarou tinha a chave que dava para o terraço, mas só daria se ele pagasse. O famoso BULLYING FINANCEIRO.


Depois dessa primeira má impressão e alguns outros acontecimentos, Kaoru, um apreciador de música (clássica), pergunta a uma das alunas da sala, Ritsuko, onde o mesmo pode encontrar alguns vinis para comprar (lembre-se, o ano é 1966). Ela indica a loja do seu pai. Kaoru vai lá todo empolgadão, mas não encontra BEETHOVEN, MOZART OU BACH. Dá de cara com milhares de disco de JAZZ.

"Quero música clássica", ele diz. "Ah, música de piano!", ela responde. E indica a ele uma sala onde há um piano, caso ele queira tocar. Kaoru vai lá e... quem está lá? Sentarou. Tocando bateria. Jazz. Daí rola todo aquele conflito, bla bla bla, só que "O AMOR ME PEGOU, TENTEI ESCAPAR NÃO CONSEGUI", cantarola Kaoru e... bem, ele acaba voltando a loja de discos vária vezes para tentar tirar uma casquinha de Ritsuko, por quem se apaixona. E é bastante difícil saborear essas casquinha, já que ele é MUITO tímido, tendo dificuldades tremendas em tomar iniciativa (ele é tímido, mas não promove vergonha alheia).


Em uma dessas idas e vindas ao porão, acaba que ele faz um DUETO com Sentarou, já que o mesmo o provoca, dizendo que ele não tem a GINGA, o SWING, a DESCONTRAÇÃO para tocar JAZZ. Querendo responder as provocações e se exibir para a garota (tudo se resume a sexo), Kaoru aceita o desafio e... já sabe, né? (se você respondeu, "NÃO, NÃO SEI", tenho pena).

Sakamichi tem uma história bastante consistente sobre o nada, e isso não é uma ofensa, mas sim um elogio. Dizer que os temas são batidos seria estupidez. São temas que se referem aos seres humanos, então mesmo que você tente encaixar um pouco de ficção aqui e ali, não tem como sair dessa rotina. NÃO TEM COMO. LOST É UMA SÉRIE SOBRE PESSOAS!


São 12 episódios, cada um contendo 22 minutos em média. Curtinha, gostosa de assistir, trilha sonora bacana. Gostei bastante, principalmente do final e do que poderia acontecer com os personagens. De 0 a 10, daria nota 8.

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