Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

14 de agosto de 2012

[REC]³ Génesis



Diferente dos espaços fechados dos prédios presentes nos filmes anteriores, nessa terceira parte de [REC] a ação se desenrola numa festa de casamento em uma espécie de buffet a céu aberto.

Os formatos das câmeras se modificam a medida que o filme se desenrola. Uma hora é o cinegrafista oficial da festa, outra um amador, certas vezes é uma criancinha, outra a própria câmera do filme. Cenas não-continuas (flashbacks) são inseridas no filme para explicar alguns pontos referentes a determinados personagens, mas no geral a história segue uma sequência linear.


[REC]³ é bem curtinho, quase não chega a uma hora e meia. Acho isso ótimo. Não tem enrolação nenhuma, a ação se desenrola sem parar e não há aquele suspense demorado. As coisas vão acontecendo tão rápido que só sobra tempo mesmo para tomar uns bons sustos.

Como mostrado no filme anterior, a explicação para a proliferação dos mortos-vivos é uma possessão demoníaca que foi transformada em vírus. Então o filme meio que deixa, por uns momentos, de ser sobrenatural para se transformar num mini Resident Evil. Alguns podem reclamar, mas eu não achei ruim, até porque o desenrolar da história mostra como será a fé a principal arma para derrotar os "zumbis"/"possuídos".


A ideia de usar a armadura de São Jorge foi épica. Nada como tornar o protagonista masculino um verdadeiro cavaleiro (com uma armadura e espadas baseadas na religião) para salvar sua amada. A alusão do zumbi com o dragão não é a toa. Um verdadeiro príncipe. Eu não vi os trailers, mas não duvido nada que tenham usado a expressão A MODERN FAIRYTALE (UM CONTO DE FADAS MODERNO) para descrever essa parte da saga.


(Não podemos deixar de destacar também a protagonista feminina. Com aquela serra elétrica em punhos e partindo pra cima dos zumbis... FODA!)


Um aspecto para ressaltar como os filmes estão intrinsecamente ligados é na cena em que Kaldo (o marido) chega na sala de controle e a TV atrás dele mostra imagens ao vivo da epidemia no prédio do primeiro filme.


O ponto cômico da história é o tal JOHN ESPONJA. Engraçado como repetir a piada toda vez, "houve um problema com os direitos autorais, esse não é o personagem que você está pensando que é", torna ainda mais engraçado o personagem fantasiado. THESE ARE'NT THE DROIDS WE'RE LOOKING FOR.

Falta mesmo saber o que ocorreu com o povo refugiado na capela e o padre, mas provavelmente isso será explicado no próximo filme. Tô ansioso!

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