Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

24 de agosto de 2012

Sword Art Online

Imagine que você, assim como eu, se diverte bastante jogando jogos (EU NÃO SEI COMO SUBSTITUIR ESSA EXPRESSÃO) online. Junta seus coleguinhas da cidade e da internet, escolhem um jogo e vão desbravá-lo (no caso dos MMO). Tudo é muito interessante, esse novo mundo tem animais exóticos, itens estranhos, você tem missões a realizar, faz novas amizades... bacana, né?


Acredito que muita gente, se tivesse oportunidade, passaria horas e dias a fio se divertindo assim. Não há nenhum revés nesse mundo virtual, seu personagem nunca morre pra valer.

Aproveitando esse contexto da nossa sociedade, onde uma boa parcela das pessoas querem permanecer 24h online, seja com celular, smartphones, tablets, porque temem perder A NOVIDADE que nunca chega ou a conversa que nunca acontece ou sei lá o que, foi lançado o anime Sword Art Online.


A história é a seguinte: um jogo para computador muito aguardado, no estilo MMO (tipo World of Warcraft ou Ragnarok), está para ser lançado. Os jogadores fazem fila na porta das lojas para comprar o jogo (que coisa antiga, né? não tem Steam no anime!), porque é um produtor famoso que ajudou a elaborar o sistema. Os jogadores que usufruíram do BETA dizem que o jogo é perfeito.

O diferencial do Sword Art Online (esse é o nome do jogo e do anime) é a tecnologia de imersão. Os players usam uma espécie de capacete que fica plugado na cabeça. Essa é a deixa para os acontecimentos subsequentes.


A história é contada a partir da perspectiva do protagonista, Kirito, um experiente jogador de MMO que participou do BETA de SAO, conhecendo assim muitos lugares do jogo de antemão (em relação aos novos players). A partir do momento que todos os jogadores estão conectados, o jogo começa. Depois de um certo tempo, alguns jogadores tentam fazer o logoff/logout, pois já estão cansados de jogar. É aí que a história inicia: é impossível se desligar do jogo. O capacete é conectado ao cérebro e se alguém no mundo real tentar removê-lo, a pessoa morre. Essa é a grande DESCULPA para o desenrolar da trama (será que não há nenhum ENGENHEIRO capacitado capaz de remover o capacete sem provocar danos aos jogadores?). Quando você aceita que NÃO HÁ, tudo faz sentido (eu aceitei).

Nessa hora o GM (Game Master, o moderador do jogo e também seu produtor, o famosão que falei há alguns parágrafos atrás) aparece e dá as "boas-vindas" aos jogadores. Explica que as pessoas irão morrer DE VERDADE caso morram no jogo, diz que a única maneira de escapar disso é zerando superando os 100 andares do mundo virtual), dá boa sorte e some.

Daí é aquele REBULIÇO. "FODEU, FODEU" seguidos de "só pode ser mentira". Mas como não conseguem deslogar, não há outra coisa a fazer, exceto continuar jogando até que apareça alguma solução. Concomitante a isso, aparecem noticias no mundo real sobre o que está acontecendo em SAO e as milhares de pessoas que morreram só na primeira semana de jogo. Um grande barato que ocorre logo após o sumiço do GM é a transformação que ocorre nas pessoas. Explico: imagine que você criou uma personagem feminina toda KAWAII, mas você é um homem. Então, graças ao aparelho lá (o capacete), sua fisionomia é inteiramente reprogramada. Agora você é realmente VOCÊ no jogo. Isso gera situações como essa:


Kirito, por já conhecer alguns cenários, parte numa aventura SOLO. Outros jogadores do BETA fazem o mesmo só que em GUILDAS. São conhecidos como A LINHA DE FRENTE. É o pessoal que será responsável por abrir caminho para os jogadores mais NOOBS (novatos). No andamento da história acontecem alguns EMBATES entre os noobs e os mais experientes, onde o primeiro grupo se queixa do segundo por eles terem completado as áreas com itens raros, não deixando nada para trás.

A medida que a história se desenvolve, Kirito vai conhecendo mais pessoas e sua ideia sobre viajar sozinho começa a se modificar. Ele é um personagem (personagem?!) muito forte dentro do jogo, mas não conhecemos nada sobre sua vida real, exceto que ele possui uma irmãzinha.


A questão da morte é interessante. Será que as pessoas morrem mesmo? Até agora o jogo não permitiu a entrada de novos jogadores, então é impossível para os players saberem o que está acontecendo no mundo real.

Outra pergunta que fica é: por que o produtor do jogo fez isso? Ele alegou que foi para privilegiar a experiência e imersão, mas é só isso mesmo? Sempre há algo mais nessas histórias.


Assim como na vida "real", no jogo há pessoas que fazem o mal. Os personagens que cometem assassinatos no game são identificados com um ícone vermelho acima de sua cabeça. Fazem essas ações reprováveis para conseguir itens raros ou mesmo a mando de alguém.

Outro ponto interessante é a questão da limitação física. Quero dizer... as pessoas, eu incluso, tendem a separar o mundo "real" (palpável) do "virtual", mas essa diferença é tão grande assim? Escrevi um texto há um tempo sobre esse tema: A limitação física não diminui os sentimentos das pessoas. Acredito que possa ser aplicado também para esse anime, afinal o que as pessoas sentem no jogo são os verdadeiros sentimentos dela. Não há fingimento. As emoções são reais. E nesse caso, não é apenas um jogo!


Sword Art Online ainda está em exibição no Japão, mas já considero um dos melhores animes que já vi (Estevam e Danilo, morram). É baseado em uma light novel escrito por Reki Kawahara. Posteriormente a novel (que ainda não terminou), foi criado um mangá baseado na mesma. Recomendo muito o anime para quem já vivenciou a experiência de jogar algum MMORPG. Há MUITOS elementos com os quais você vai se identificar. A abertura é bonitinha, o desenho dos personagens também e, até agora, não há nenhum CHORÃO dentro da história. Não criei antipatia por ninguém!

Existem uma dezena de fansubs legendando-o, então você vai encontrar fácil o resto dos episódios por aí.

Abaixo o primeiro episódio da série, para quem se interessou.

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