Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

3 de setembro de 2012

Drive

Não sei o que vocês pensaram, mas a cena inicial de Drive me faz lembrar MUITO daquele jogo "Driver" para Playstation 1. Deu vontade de jogar.


Tá. Agora já sabemos que o filme fala de um motorista de fugas. Mas quem ele é? Qual seu nome? Como ele entrou nessa vida?

A história não gira em torno dos carros, mas sim do motorista. Não é como Velozes e Furiosos, por exemplo. Esse motorista (SIM, ELE NÃO TEM NOME) trabalha legalmente como mecânico e dublê em filmes, mas a noite realiza esse serviços de fuga. 5 minutos é tudo que ele precisa para salvar a pele dos bandidos. Ele não usa armas, apenas dirige.


Por que ele faz tantas atividades ilícitas? É pelo dinheiro? Se sim, para que? Ou é pelo prazer de correr riscos? Como ele consegue esconder sua identidade dos outros?


Certo dia o PILOTO esbarra na vizinha. Ele evitou esse encontro por dias (no supermercado, no elevador, etc), mas não pôde deixar de ajudá-la quando o carro da mesma sofreu uma pane. E com uma vizinha linda daquela, é difícil não se apaixonar. O motorista não queria, mas acabou se envolvendo. Tentou evitar, mas não conseguiu.


Irene, a vizinha, tem um filho. É mãe solteira. O pai da criança, Standart, está prestes a ser liberado da prisão, mas guarda débitos com alguns dos presos e pessoas vem cobrar essas dividas, pondo em risco a vida de Irene e do garoto. O motorista se prontifica a ajudar o marido da mulher pelo qual se apaixonou. Só que algo dá errado e... você precisa ver.


Drive é um filme intenso. Passa muito rápido. Ryan Gosling, o ator que faz o motorista, consegue expressar suas emoções sem falar muito. De fato, ele não fala quase nada. É um cara que age. A paixão que ele sente é inexplicável. Mas é assim mesmo, né? Um dia com alguém ja é suficiente para se apaixonar. Por isso que ele passa a se importar com ela. E isso porque eu só contei UM único beijo deles no filme inteiro. Numa cena completamente "FODA-SE ESTA MERDA, VOCÊS ESTRAGARAM TUDO" após a fuga que deu problemas.

O escorpião nas costas do macacão do motorista lembra aquela parábola do escorpião e do sapo. Nunca ouviu falar?

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza." (Fonte)

Gostei muito do final, mas sinceramente não entendo todo esse HYPE em torno do filme (vi muitas resenhas positivas na internet). Talvez eu tenha deixado passar alguma coisa. Sei lá. Recomendo mesmo assim. Penso em um dia, mais pra frente, rever.

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