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5 de setembro de 2012

John Carter - Entre Dois Mundos (John Carter)

Curiosidade: o nome de Marte para os Marcianos é Barsoom. E o nosso planeta Terra é chamado de Jasoom.

John Carter é a história do rapaz que dá título ao filme. Um homem que serviu ao exército americano e que deseja fazer riqueza na corrida do ouro nos EUA. Só que o exército ainda o quer, então ele vive se esquivando das suas supostas responsabilidades. Certo dia ele é pego, mas consegue fugir. Nessa fuga, acaba parando numa caverna que serve como uma espécie de portal para Marte, O Planeta Vermelho.


Em Marte há alguns problemas políticos. Zodanga rouba o LIFESTREAM da terra (a terra no sentido de solo, não de planeta). Algo parecido com o que acontece na história de Final Fantasy 7, onde a Shinra rouba a energia do planeta. Helium é a cidade opositora a Zodanga. Lembrei logo de Atenas e Esparta.

John Carter aparece nesse cenário e acaba sendo feito prisioneiro por uma raça de cor verde. Não lembro o nome. Irrelevante. Alguns ACASOS do destino permitem que John se encontre com a princesa de Helium, Dejah. Por causa da gravidade (maior ou menor, não lembro), John Carter se torna um ótimo guerreiro (ele consegue dar SUPER PULOS, além do que fazia parte do exército, logo possui um conhecimento BÉLICO) e a princesa logo o chama para ser seu aliado.

E essa é a história que vocês verão: como John Carter mudará (ou não) os rumos da Guerra Civil Marciana.


Algumas observações a seguir.

Os 3 caras carecas (veja, não sou bom de lembrar os nomes dos personagens ou das coisas) parecem os GORGONS de Kamen Rider Black. Além disso, parecem também com os observadores de Fringe. Não só pela careca RELUZENTE, mas também pelo jeito fatalista e pessimista, de quem desejar controlar os mundos porque as pessoas só fazem merda e nunca são boas umas com as outras.



Outro ponto super positivo do filme foi a presença dos atores Ciarán Hinds e James Purefoy como os lideres políticos de Helium. Comecei a ver o filme com outros olhos depois que os percebi em cena. Para quem não sabe, os dois atores interpretaram Julio Cesar e Marco Antonio no seriado ROMA da HBO. Acho muito massa o trabalho dos dois. INCLUSIVE o Ciarán será o REI ALÉM DA MURALHA na terceira temporada de Game of Thrones. É bom que os produtores de GoT arranjem um papel pro James!



A questão da família também está presente no filme. Lembra o povo verdinho que falei? Então. Lá não há esse conceito de família que temos. As criaturas-fêmeas põe seus ovos em conjunto em um local especifico, tornando impossível distinguir quem são os pais ou as mães. E mesmo assim eles conseguem viver em sociedade. Que curioso, né? É como se todos fossem iguais. Não há nepotismo! Será que funcionaria pra gente, uma sociedade que determina a quantidade de oportunidades de muitos logo no nascimento, de herança em herança?


Os deuses que os Marcianos acreditam são impostores (os espectadores descobrem isso posteriormente). São deuses feitos da maquina (Deus ex machina). Só que rola aquele questionamento: mesmo eles não sendo EFETIVAMENTE deuses (na concepção cristã de deus), as pessoas acreditavam neles. Então eles, de certa forma, continuam sendo deuses. Espero que não tenha ficado confuso esse trecho.


Por fim, uma coisa que me lembrou Avatar (mas que na verdade é o contrario, pois John Carter vem muuuuuuuuito antes de Avatar: John Carter foi escrito em 1912), é a questão do lar. O que é um lar? O lar de John carter é na Terra ou em Marte? E a resposta parece ser a mesma de Avatar. O lar é onde seu coração está.

Se eu gostei? Não achei ruim. O problema do filme é que nós não temos nenhuma antipatia com os vilões que surgem (eu nem mencionei eles nesse texto porque são irrelevantes). Eles só estão no caminho do HERÓI, nada além disso. As motivações "MALIGNAS" não são muito embasadas. É um filme que pode esperar para ser assistido dublado na TELA QUENTE.
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