20 de fevereiro de 2013

Se enlouquecer, não se apaixone (It's Kind of a Funny Story)

Assisti esse filme enquanto ZAPEAVA nos canais da tv a cabo. Pelas propagandas que o canal mostrava, dava a impressão de ser uma comédia romântica ambientada num hospital.

Me enganaram. Era um drama!


Ok, talvez, tivesse um pouco de comedia, mas o tema era sério. Depressão e vontade de se matar.

A história é sobre Craig. Um garoto aparentemente comum, mas que tem um problema de depressão que o leva a ter tendencias suicidas. Sabendo disso, o mesmo procura ajuda em um hospital. O que é uma ótima ideia!

(Será que é comum isso na vida real? Procurar ajuda?)

Craig é apaixonado pela namorada (Nia) do seu amigo (Aaron). Esse é um dos motivos da depressão, mas há outros. A pressão dos pais em relação aos estudos, uma irmã mais nova CDF...


Craig é admitido no hospital e alocado na ala de psiquiatria, junto a pessoas (adolescentes e adultos) em diversos tipos de situação mental. Quando ele percebe que o pessoal tem problemas piores que o dele, já quer DAR NO PÉ, mas os pais deixam a decisão a critério dos médicos e estes acreditam que o ideal é esperar cinco dias, no mínimo, para terem uma avaliação completa do paciente. A história do filme ocorre durante esses dias.

Aos poucos Craig vai conhecendo esses outros pacientes, interagindo principalmente com a gatinha (Noelle) e o barbudo (Bobby). Noelle, aparentemente, se cortava muito, dada as marcas em seus braços. De Bobby nada sabemos, além de que ele tem um filhinha chamada Veronica e problemas com a mãe da mesma. As vezes Bobby acredita que sua presença não é necessária na vida de sua filha.


Rolam vários questionamentos e ideias interessantes no filme. Um deles: alguém julgar que depressão não é doença, é "só tristeza". Ou dizer que não é doença. Por exemplo: no começo do filme não dá pra saber se o garoto só quer atenção ou está deprimido. Mas como eu, um leigo, saberia? Talvez seja essa a sensação de que o filme queira passar. De alguém que só quer chamar atenção das pessoas ao redor. Vale ressaltar que Craig já tomava remédios antidepressivos (Zoloft) antes de procurar ajuda.

Outro ponto do filme é que as pessoas podem aparentar estar bem, mas isso são só... aparências! Diferente de um acidente onde você quebra o braço, é impossível dizer, só de olhar, como alguém se sente de verdade quando tem problemas psiquiátricos  Algumas pessoas não conseguem extravasar suas emoções e guardam-nas todas até que, cedo ou tarde, explodem.


Outra coisa interessante é aquela comparação esdrúxula que diz algo como "você não deveria estar deprimido por isso, há tantas pessoas em situações piores que as suas". Como se alguém pudesse ser o INMETRO da sua vida, como se só porque outros estão em estados lamentáveis, você não deva se sentir mal.

Sendo assim, de certa forma o hospital serve como um isolamento do mundo. Sem problemas exteriores, sem interferências externas, onde o paciente pode fazer introspecção e pensar sobre a vida sem distrações dos problemas mundanos.


Como deu pra perceber, há várias coisas que podem ser extraídas e discutidas do filme. Acho que foi por isso que gostei (sim, inclui na minha lista). Ah, tem a trilha sonora, né? A parte boa foi tentar lembrar que música instrumental famosa estava sendo tocada em determinada cena. Cantei mentalmente até chegar no refrão e descobrir que era WHERE IS MY MIND?. 



P.S: Por algum motivo tive a sensação de que o Bobby poderia fazer parte da imaginação do Craig. Mas passou.
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