4 de março de 2013

Histórias do Direito [1]



Na cadeia, Suzane virou pastora evangélica e se tornou amiga de Anna Carolina Jatobá, acusada da morte da enteada, a menina Isabella Nardoni. (Fonte)
Colei essa notícia e uma pessoa pública me contou a história abaixo. A frase em itálico foi a minha pergunta.

Como um advogado aceita defender gente assim? Não consigo me imaginar fazendo isso. Deixaria pro defensor público que tem essa OBRIGAÇÃO. 

Dinheiro. Tem gente que não tem pudor algum de nada. Quase chorei numa audiência contra uma empresa fornecedora de água. Gente que mora num bairro carente e há 20 anos não recebe água em casa. Que, quando recebe, só recebe na torneira que fica no chão, nunca na caixa.

A pessoa enche o tanque com baldes e toda manhã os vizinhos vão lá buscar água, porque na casa deles não chegou. Essa pessoa que consegue receber água vive na maior felicidade do mundo: "lá em casa é uma fartura, chega água todo dia!". Dá baldes pros outros, porque se um dia precisar, sabe que eles vão ajudá-la. E olhe que eles nem colaboram com a conta que chega a dar uns 100 reais por mês.

E quando a pessoa diz "fartura", significa não ter água em chuveiro, torneira da cozinha, nada... só no tanque. O advogado que defende a empresa falava das dificuldades da engenharia em fornecer.

EM ROMA, 3 MIL ANOS ATRÁS, BOTAVAM ÁGUA NAS 7 COLINAS E AGORA ELE DIZ "DIFICULDADES DE ENGENHARIA PORQUE É UM LOCAL ALTO". VAI TOMAR NO CU!

Os depoimentos foram bem mais "chocantes" que o advogado dos proprios autores esperavam. Ele havia pedido uma perícia pra avaliar quantos metros cubicos de água chegavam, etc. Explicaram que a água chegava como chegava e, ainda por cima, BARRENTA. Então foi solicitado uma perícia para avaliar a QUALIDADE da água também.

O advogado da empresta fornecedora virou SUPER SAIYAJIN. FICOU IRADO!

"É UM ABSURDO, UM IMPROPÉRIO! VOCÊ NÃO COLOCOU ISSO NA PETIÇÃO INICIAL! ESSA PERÍCIA NÃO PODE SER REALIZADA DE FORMA ALGUMA!"

Era uma ofensa, para ele, avaliar a qualidade da água.

A juíza disse que se ele quisesse ser juiz, fizesse o concurso, porque quem decidia se ia ou não fazer perícia era ela. Apesar disso, nada foi decidido na ocasião para evitar confusão. E foi mandado se fazer a perícia, incluindo a qualidade.

COMO É QUE ALGUÉM PODE DEFENDER A EMPRESA NESSA SITUAÇÃO?
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