Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

1 de agosto de 2013

Por que usamos os bancos?

Vi a seguinte imagem e texto sendo compartilhado por vááááárias pessoas no facebook e fiquei MATUTANDO: será que é verdade? Que tipo de cálculos foram utilizados para medir o rendimento da poupança?


Então fui atrás de respostas. Me baseando unica e exclusivamente no site do BANCO CENTRAL DO BRASIL, tornando meu argumento frágil ou forte demais, fiz a conta citada:



Errr.... má-fé, burrice ou pura mentira esse compartilhamento?

O que mais me incomoda nisso é que as pessoas que INVENTAM essas histórias pegam argumentos FURADOS para criticar os bancos. Ora, não precisa disso! Já é senso comum que os bancos lucram MUITO. É notório também que a poupança comum rede NADA. Só não acho necessário inventar factoides para que o povo acredite nisso.

Porem quem inventa isso sabe que não é todo mundo que checa as informações ou tem um minimo de senso crítico, então...


Isso, contudo, me fez pensar. Por que usamos os bancos? Por um momento eu acreditei que fosse só para ver o dinheiro rendendo QUASE NADA na poupança, mas não é só por isso.

 Pra quem desconhece, os bancos foram criados na idade média. Uma pequena aula de história:
Na medida em que ocorreu o surgimento da moeda no período das grandes civilizações, o ato de emprestar, tomar emprestado e guardar dinheiro de outros foi algo quase inevitável. Acredita-se que as primeiras operações bancárias da história tenham sido desenvolvidas na civilização fenícia. Entretanto, o nome banco foi concebido pelos romanos: significava a mesa em que eram realizadas as trocas de moedas.

Com o florescimento do comércio no fim da Idade Média, a função de banqueiro se tornou algo muito comum na Europa. Nas feiras da Europa Central, quando as pessoas chegavam com valores em ouro para trocar com outro produto, era o banqueiro quem fazia a pesagem de moedas, avaliação da autenticidade e qualidade dos metais, em troca de uma comissão.

Com o passar do tempo, os banqueiros passaram a aceitar depósitos monetários e, em troca, o banco emitia uma espécie de certificado. Todavia, foi após a percepção de que nem sempre as pessoas retiravam tudo o que haviam depositado, ou seja, sempre haveria dinheiro para circular, que surgiu a ideia de conceder empréstimos mediante o pagamento de juros. Esta foi a base para o enriquecimento dos banqueiros, que deixaram de ser simplesmente “cambistas”. Contudo, a cobrança de juros era algo de total desaprovação da Igreja, aspecto que explica o porquê da existência de muitos judeus no ramo bancário naquela época.

Foram os negócios das famílias de banqueiros que resultaram no surgimento da maioria dos bancos europeus a partir do século XV. Com a queda do feudalismo, os banqueiros passaram a receber muitas porções de terras oriundas de dívidas dos senhores feudais, aspecto que os transformaram em uma classe muito poderosa: a burguesia. (Fonte)
E então, discutindo O ÓBVIO com amigos, percebemos mais alguns aspectos dos motivos que nos levam a usá-los ATUALMENTE:

- Geralmente, se você não for um traficante de drogas, a empresa paga através de depósitos bancários e não com dinheiro vivo;

- Possibilidade de acessar seu dinheiro em qualquer canto através dos caixas eletrônicos. Imagine fazer AQUELA viagem e ter que levar contigo uma dinheirama. Não dá, né?;

- Cartão de crédito, para comprar algo que você não tenha o dinheiro em espécie NAQUELE momento;

- Não deixar em casa. Isso significa que alguém (o banco) tá tomando conta do seu dinheiro e ele (o dinheiro) estará, teoricamente, num canto seguro;

- Diminuição da probabilidade de ser assaltado e perder TUDO;

- Possibilidade de financiar uma compra mais dispendiosa (uma casa, um carro) ou abrir seu negócio.


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