Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

13 de outubro de 2013

Carlinhos

Dia desses me deparei com um dilema ético.


Carro daqui de casa resolveu dar problema nos pneus. Tivemos que repará-los e, após isso, era preciso fazer o alinhamento e balanceamento dos mesmos.

AMIGOR me indicou um local perto da casa dele. Fui lá. Contei o que precisava ser feito ao, suposto, dono do local e este me encaminhou a um dos rapazes que lá trabalhavam. O mecânico falou somente para mim que, além dos dois problemas no paragrafo anterior, era necessário fazer a cambagem. Ok, né? Se tem que fazer, faz lá então.

Enquanto o mecânico realizava seu trabalho, eu esperava aguardava em uma sala de espera (redundância mandou lembranças)  assistindo algum documentário sobre ALIENS na history channel.


Em torno de meia hora depois, o mecânico aparece na sala de espera, olhando para os lados, como se procurasse notar a presença de outra pessoa. Vendo só a mim, foi logo falando baixinho: "Ó, terminei o serviço. Só a cambagem é mais R$40,00. Vamos fazer o seguinte, só entre nós: você diz que só fez o alinhamento e o balanceamento e a gente resolve entre a gente por R$20,00, fechado? Não conta nada pra ele (o suposto dono)".

E aí que aconteceu o dilema ético. Deveria eu tornar-me um corrupto e pagar mais barato ou deveria ser uma pessoa honesta, não aceitar o acordo e contar ao dono da loja o que seu funcionário tentou fazer?

Claro que fui HONESTO.

Contei ao dono e ele, na mesma hora, numa cena de vergonha alheia e constrangimento para todos da oficina, demitiu o rapaz. 

Eu tinha destruído uma vida por R$20,00. 


Depois que visualizei este FUTURO ATERRADOR na minha cabeça, resolvi ser CORRUPTO. 

Dei R$15,00 e fui para casa.

Salvei um emprego.
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