28 de novembro de 2013

Evoland

Há muito tempo atrás, por volta de junho ou julho, aconteceu uma promoção de férias no Steam. Aproveitei para ver como era comprar jogos OFICIALMENTE, tendo em vista que os únicos que adquiri dessa maneira remontam a época do lançamento do NINTENDO 64. Comprei pelo menos uns 5, cada um por, no máximo, 10 reais cada. Entre esses jogos encontrava-se um RPG genérico chamado Evoland.

Até recentemente não tinha jogado NENHUM dos que comprei. Sim, puro consumismo (em minha defesa posso alegar que "estava tão baratinho, nem ia fazer falta!"). Então, 5 dias atrás, com as férias em vias de chegar, fui testar cada um deles. Bem, essa era a ideia, porque não consegui! Viciei em Evoland!


E por que me viciei tanto? A medida que joguei os primeiros 15 minutos do jogo, percebi que este nada mais era do que uma HOMENAGEM aos famosos RPG. O próprio game vai evoluindo conforme a historia avança, saindo de gráficos preto-e-branco pixelizados para formas coloridas e em 3D.

(Tenho esse problema de baixar jogos a partir das screenshots e do gênero. Por exemplo: nunca vou baixar um FPS, também conhecido como "jogo de tiro", ou algum MMORPG, aqui descrito como "jogo infinito que consome minha vida". Hack'n'slash e RPG sempre serão minhas escolhas principais)


Eu só exclamava "que massa!", "que irado!", "essa cena lembra muito..." e todos os RPGs que joguei vinham na cabeça. O jogo torna-se mais e mais divertido a medida que o player (jogador) vai desbloqueando as novas features (recursos) da história. Por exemplo nessas duas imagens abaixo:


Você tem 256 cores exibidas. Bem parecido com gráficos reais, né?


"Você  obteve a habilidade de entrar nas casas: agora podes invadir livremente a privacidade das pessoas!"

Ri alto nessas cenas. O jogo reflete, de forma cômica, diversos aspectos: se por um lado mostra como nós, jogadores, nos deslumbrávamos com as tecnologias da época ("Parece real!" e apontávamos para um gráfico, hoje, tratado como inferior), por outro foca a questão antropológica (Invadir casas de estranhos não é visto com bons olhos em nossa sociedade. Tampouco quebrar os vasos da casa de alguém em busca de itens poderosos).

E eu continuava rindo!

Além disso, o jogo também conta com várias referências a cultura pop: ora através de frases de Shigeru Miyamoto (criador de Mario, Donkey Kong, Zelda, entre outros) dentro das casas de certos personagens, ora com isso:


Que, pra quem não percebeu a referência, é a frase que Gandalf fala para o Balrog em Senhor dos Aneis:


Tá claro que tô apaixonado pelo jogo, né?

Tenho ciência de que a narrativa é totalmente genérica, focando na jornada do herói que, ao longo do seu caminho, encontra outros companheiros com diferentes motivações, porem com o mesmo objetivo: lutar contra o mal. Mas e daí?

As referências pop são o grande charme e diferencial de Evoland para outros jogos do gênero: brincar e rir de si mesmo. Sem os clichês, o jogo passaria totalmente despercebido!


E é por isso que me diverti tanto jogando-o! Certamente o jogo não impactará a todos pelo apelo emocional: é um game de NICHO. Apenas quem teve a oportunidade de vivenciar as evoluções dos RPGs poderá experimentar, em sua totalidade, o sentimento de nostalgia que Evoland proporciona.
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