Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

11 de novembro de 2013

Ouro V

Recentemente obtive uma conquista de algo há muito almejado por mim: tornar-me ouro nas ligas ranqueadas de League of Legends. Pra você ter uma ideia, jogo este game desde a época que o Xin Zhao foi lançado. Na verdade foi antes disso, mas o lançamento desse campeão ficou marcado na minha cabeça porque ele era MUITO forte naquela época (13/07/2010) e demorou a ser nerfado (diminuição dos seus atributos)

Não era muito fã de partidas competitivas. Há, para quem não sabe, o modo de jogo normal. Porem, pelo que me lembro, foi só a partir da segunda temporada que começaram a dar recompensas por isso. Queria muito ter sido ouro naquela temporada, pois foi dada a skin da Bianca "Janna Vitoriosa". Infelizmente eu só comecei a jogar partidas ranqueadas no momento em que soube das recompensas. Minhas habilidades não foram suficiente para conseguir.


Nessa terceira temporada, evolui bastante. Eu, que era muito ruim e não sabia para onde ir quando comecei a jogar, tinha uma proporção de derrotas bem maior que a de vitórias. Eram mais de oito mil umas 40 derrotas a mais. Tive como meta ficar POSITIVO. Consegui alcançar isso no dia 2 de Maio deste ano. Atualmente continuo positivo.

 Ainda nos primórdios...

Ainda negativo...

Finalmente positivo no Normal Game.

Depois desse objetivo primário, passei a considerar as partidas ranqueadas. Queria ver se conseguia ficar positivo nelas. Como a cada temporada os números são resetados, era algo bem mais fácil. E foi mesmo. Fiquei positivo logo de cara. 

Diferente da segunda temporada, na terceira foi criado um sistema de ligas. Antigamente seu desempenho era medido pelo ELO, uma forma de calcular o quanto você era bom, baseada em diversos aspectos que não cabem eu vir explicar. Na nova temporada, foi introduzido o sistema de ligas. Segundo a própria Riot:
Decidimos mudar para um novo sistema de ligas por alguns motivos. Para começar, ter somente um ranking com todos os jogadores ranqueados não dá muito incentivo ao avanço. Quando você está na posição 290.000 e tem 289.999 oponentes a passar rumo ao topo, este processo pode parecer sem sentido e interminável. Tiers e divisões também oferecem marcos e objetivos alcançáveis que você pode se esforçar para conseguir em seu nível de habilidade. Por meio das ligas, podemos nos afastar do foco de um número simples como principal indicativo da habilidade de um jogador, e em vez disso seguiremos para algo mais envolvente: competição em um ranking pequena com um número relacionável de oponentes.
Meu objetivo então passou a ser Ouro. Não pela recompensa que seria oferecida (Elise Vitoriosa), afinal eu (ainda) não sei jogar direito com ela, mas sim porque boa parte dos meus amigos que jogam o são (e os que não são, deveriam, pois jogam muito melhor do que eu).

Para alcançar este objetivo, resolvi aprender a jogar em todas as lanes, exceto ADC, pois sou péssimo nessa função. Foquei em campeões que farmam com facilidade e que não são, geralmente, banidos durante a seleção de campeões: Malzahar (Mid e personagem favorito), Vladimir (Top), Fiora (Top), Malphite (Top/Jungle), Rammus (Jungle), Nunu (Jungle), Leona (Suporte), Lulu (Suporte), Blitzcrank (Suporte) foram as escolhas que fiz, priorizando mais as funções de Mid e de Suporte (a mais almejada e a mais odiada respectivamente, baseado em dados empíricos).

E, depois de muito tempo, muito rage, muitos jogadores mutados, reports, problemas de conexão, gritos e desespero, finalmente consegui. A história completa dos últimos dois meses jogando LoL, caindo do prata 1 para o 3 e GALGANDO degraus novamente eu relatei no facebook.


Então parabéns para mim. Mas caso você pense "grande merda, poderia ter se esforçado em outra coisa". Bem, você tem razão. Os próximos parágrafos servem para explicar, em parte, porque as pessoas se sentem bem jogando. Recomendo que VOCÊ leia.

Essa mulher do vídeo a seguir, Jane Mcgonigal, acredita que os videogames, por trazerem recompensas diretas pelos seus sucessos, podem ajudar a melhorar o mundo. E que devemos torná-los parte do nosso dia-a-dia, não só no mundo virtual, mas sim no real, para cooperarmos uns com os outros. Um trecho dessa palestra abaixo ela diz o seguinte: 
Nós sentimos que não somos tão bons na realidade quanto somos nos jogos.E não quero dizer 'bom' como em bem-sucedido, embora seja parte disto. Nós de fato atingimos nossas metas mais no mundo dos jogos. Mas eu também quero dizer 'bom' como em motivado para fazer algo que realmente valha a pena, inspirado para colaborar e cooperar. E quando estamos no mundo dos jogos eu acredito que nós nos tornamos a melhor versão de nós mesmos, mais inclinados a ajudar em um momento de atenção, mais inclinados a parar e pensar sobre um problema pelo tempo que precisar, para levantar depois de um fracasso e tentar novamente. E na vida real, quando enfrentamos o fracasso, quando nos deparamos com obstáculos, nós frequentemente não nos sentimos desta maneira. Nós nos sentimos derrotados. Nós nos sentimos dominados. Nos sentimos ansiosos, talvez depressivos, frustrados ou pessimistas. Nós nunca temos estes sentimentos quando estamos jogando, eles simplesmente não existem nos jogos. 
Portanto, assista ao vídeo completo. Eu já comprei o livro dela! Chama-se "A Realidade em Jogo - Por que os games nos tornam melhores e como eles podem mudar o mundo". A leitura é bem interessante.

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