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22 de dezembro de 2013

Por que compro jogos se não os jogo? - Parte 3

Nessa terceira parte da série "Por que compro jogos se não os jogos?", vamos falar um pouco sobre o TEMPO. Ou a falta dele. Será que falta mesmo? Antes de começar a leitura, relembre do que já abordamos: de inicio mostramos as vantagens que o Steam oferece para que usemos jogos legalizados ao invés dos piratas e em seguida tratamos da questão da propaganda e do consumismo.


Para começar, o tempo que me refiro é o cronológico, aqueles dos minutos, horas e dias. Aquele do nosso cotidiano.

Vamos lá: queria argumentar que a falta de tempo é um dos motivos para não jogar, mas isso seria uma grande mentira. Como apenas estudo, isso não é um problema. Disponho de boa parte das 24 horas diárias. Mesmo assim ainda precisamos falar do tempo. Por que? Devido a maneira que organizamos ele.

Quem reclama da falta de tempo, trabalha e/ou estuda, realmente tem poucos horários disponíveis para a jogatina. A questão é que o gerenciamento das nossas atividades envolve um processo particular de seleção: certas pessoas priorizam uma ocupação em detrimento de outra. Bater bola, beber cerveja, passear pela cidade, sair com os amigos, com a namorada, dentre outras coisas são mais importantes do que jogar.

No meu caso, qualquer barulhinho no facebook ou whatsapp tira minha concentração do que estiver jogando e já vou dando ALT+TAB (na vida real também) pra ver quem falou. Dependendo do que for, ignoro, mas o mais comum é prestar atenção. Isso já me faz deixar de lado os jogos, mesmo que por um breve momento (nunca é breve, essa é a verdade).

Outro argumento para não jogar os jogos que tenho é que, e essa justificativa é bastante FORTE, outros jogos são melhores (lembrando que, nesse caso, ser melhor é relativo).

No próprio facebook jogo Dragon City, uma mistura de Age of Empires com Pokemon. No Steam, jogo de tempos em tempos o MMO infinito Rusty Hearts; Fora dele há o League of Legends, onde tenho mais de 4000 partidas. É tempo demais!


Já cheguei a acreditar que possuía algum DEFICIT DE ATENÇÃO, FALTA DE FOCO, mas pensando melhor, percebi que minha concentração é bastante direcionada ao que estou fazendo: se é algo que me sinto bem, então vou até o final (independente do que seja). Talvez os jogos não me entretenham tanto quanto acreditei que eles assim o fizessem ou então não dei uma chance merecida a eles, dispensando uma quantidade de horas maior que fariam ter uma opinião mais embasada do jogo (e assim poder desistir dele ou continuar).

No próximo post, o último, teremos a conclusão dessa reflexão e algumas das respostas a pergunta que norteou esta série: por que compro jogos se não os jogo?
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