Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

13 de agosto de 2015

O valor das cartas nas análises de jogos do Steam

Um dos critérios que uso para comprar um jogo é: tem cartas Steam? Se não tiver, provavelmente nunca entrará na minha lista de desejos, a não ser que seja muito foda. Por exemplo: Child of Light.

No geral, contudo, prefiro jogos que tenham Steam Cards. Por que? Porque fiquei viciado nisso quando descobri todo o mercado, toda a BOLSA DE VALORES, que rola nas negociações dessas cartas.

Quero "lucrar" com as cartas. Sei que não é exatamente um lucro, tendo em vista que, pra começo de conversa, já gastei com jogos e acho bastante improvável que o dinheiro de todos estes somados superem o investimento em games. Ainda assim os pequenos centavos adquiridos a cada transação mexem com meu espirito empreendedor (cof cof cof).

Só pra você ter uma ideia, já cheguei a elaborar planilhas para ver quanto poderia ganhar vendendo carta X, transformando o papel de parede Y em gemas, convertendo as gemas em pacotes de cartas e vendo a variação de preços para saber se seria melhor vender o pacote ou as cartas individualmente. Depois de muita tentativa-e-erro, muitos erros, tenho tudo planejado.

Não é sobre isso que queria falar, mas serve como preambulo para o verdadeiro questionamento: será que as analises positivas em determinados jogos são assim pelo simples fato do jogo possuir Steam Cards? Jogos como Bad Rats, BEEP, The Howler, Defy Gravity Extended, Millie, Journey of a Roach são alguns dos jogos SUPER BARATOS que comprei por menos de R$1,00, a maioria por menos de R$0,50, exclusivamente pelo fato de terem cartas. Antes de comprá-los, claro, olhei no YouTube o gameplay para ver se ao menos pareciam divertidos. NÃO me arrependi da compra de nenhum deles!

Mas teria eu ido atrás de jogos tão INDIES, mesmo baratíssimos, se os mesmos não tivessem cartas Steam? Minha resposta é: provavelmente não.

Minha hipótese, para responder minha própria perguntar, é que outras pessoas pensam do mesmo jeito. A proliferação de analises que consistem basicamente em dizer quanto o jogo vale e quanto ganharam vendendo as cartas reforçam meu raciocínio.





Muitas analises positivas poderiam vir a ser negativas ou os jogos sequer seriam analisados se não possuíssem cartas. A crítica que faço desse sistema, mesmo gostando, é que fatores cosméticos, extra-jogo, que não tem impacto diretamente na criação, influenciam a opinião das pessoas que deveria ser, num mundo perfeito, relativamente exclusivamente ao jogo.

A não ser, claro, que se considere as cartas como parte da experiência de jogo.

Não é o meu caso.
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