16 de outubro de 2015

Aulas imaginárias #1: A escrita não foi criada para comunicação

Quando comecei a cursar história, muito se falava da dificuldade dos historiadores quanto ao acesso a determinados documentos. Não bastava você querer pesquisar um determinado tema: era preciso conhecer as pessoas certas para ter acesso a algumas informações. Um negócio bem conspiracionista mesmo!


Pensei "ah, mas hoje não deve ser assim, temos a internet, podemos encontrar qualquer coisa". De certo modo estou certo, mas ainda vejo resquícios dessa guarda de informações.

Quando penso no inicio da criação da escrita, regras, normas, alfabeto, etc, e em quão poucos  teriam acesso a isso, via de regra pessoas com posses, tenho quase certeza de que agrupar letrinhas e dar significados a ela não foi um gesto pensando nas benesses da comunicação: saber ler e escrever possivelmente tinha a finalidade de ocultação! Apenas poucos escolhidos detinham o poder de decifrar o que tais traços significavam e, com isso, perpetuavam sua hegemonia até que outro tomasse seu lugar.

Hoje fico pensando em quão resistentes algumas instituições são em relação a digitalização de livros. Claro, há o "problema" do copyright, mas será só isso? Não há um meio termo que permita a digitalização da informação e os direitos do autor?

Divago.

Um artigo interessante: o futuro das bibliotecas pós-Google Books

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