Dias Comuns

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9 de julho de 2017

“A formação em pesquisa do professor de história” de Crislane Barbosa Azevedo


O artigo aborda o novo papel que o professor de história precisa desempenhar em sala de aula, o de professor-pesquisador. Esta incumbência vem romper com o professor-expositor. O novo docente precisa ter consciência da sua profissão, promovendo o estimulo a reflexão da sua parte (através da pesquisa) e dos seus alunos, não sendo meramente um repassador dos conteúdos presentes nos livros didáticos.
É preciso romper com a postura de aulas expositivas tradicionais dadas pelos recém-formados professores. Nas novas discussões acerca da profissão, o docente deve ser também orientador, viabilizando posturas investigativas por parte dos seus alunos.
É necessário que os novos professores possam articular a teoria com a prática
Em relação aos estágios obrigatórios referentes a formação do professor, estes são quatro e podem ser subdivididos, grosso modo, desta maneira: 1) projeto de pesquisa, onde o aluno levanta uma problemática após observação de uma escola 2) intervenção, onde o discente desenvolve ações para melhorar a vida escolar 3) docência e pesquisa de campo, onde o futuro professor põe em prática sua pesquisa 4) docência e trabalho monográfico, onde é apresentado as conclusões obtidas após a coleta de dados obtidas na escola.
Cabe ao novo docente:
“Observar uma realidade escolar em seus aspectos administrativos e pedagógicos; redigir um relato de tipo etnográfico com os resultados da sua observação; levantar uma questão de pesquisa sobre a realidade escolar observada e descrita; apropriar-se de uma bibliografia sobre a problemática de pesquisa por ele levantada; definir objetivos para o trabalho de investigação; apresentar meios para a obtenção de respostas à questão de pesquisa; aplicar o projeto de pesquisa durante uma unidade de ensino, correspondente em geral a um bimestre de aulas; coletar, sistematizar e analisar informações; redigir relato sobre os resultados da aplicação do seu projeto de investigação; e, propor novas estratégias metodológicas para um efetivo e contextualizado ensino de História”
Em relação a pesquisa e coleta de dados em si, a autora aborda alguns pontos importantes. A descrição, por exemplo, precisa ser bastante clara para um leigo e não se limita apenas a enumerar características. O caráter da pesquisa etnográfica pressupõe um contexto histórico e o contato prolongado entre o pesquisador e objeto de sua pesquisa. É necessário análise e interpretação profunda do que se vê para não cometer erros de julgamento.
A elaboração do problema da pesquisa deverá vir da vivência do professor-pesquisador em relação ao seu objeto de estudo. A autora argumenta não há uma “formula mágica”, mas há caminhos possíveis, baseado em experiências anteriores, que possibilitam que o pesquisador consiga efetuar sua pesquisa de modo satisfatório.
Por fim, como objetivo final proposto pela autora:

“O que buscamos é a iniciação dos futuros professores no desenvolvimento de práticas de investigação acerca do cotidiano escolar dentro de uma preocupação didática com a formação de profissionais da educação.”

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