Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

9 de julho de 2017

LÉRY, Jean de. Viagem a terra do Brasil. Biblioteca do Exercito. Rio. 1961. págs. 155, 152 e 153.

O documento produzido por Jean de Léry tem como foco principal a exploração comercial da colônia brasileira através do pau-brasil, mostrando a relação entre o nativo e o português no sentido de mostrar os prós e os contras para cada grupo de suas “negociações”.

A principio, Jean de Léry mostra o fascinio produzido sobre os colonizadores pela natureza no Brasil e seu potencial economico. O que mais chamou a atenção foi o pau-brasil, devido a possibilidade de extrair tinta, enriquecendo assim os colonizadores e os negociantes que se utilizavam da matéria-prima para vender panos, facas, tecidos, tesouras, espelhos, entre outros acessórios.

O autor nos relata como era feito a derrubada e o transporte do pau-brasil para o navio: os europeus, com a ajuda dos nativos, “cortam, serram, racham, atocham e desbastam o pau-brasil, transportando-o nos ombros nus (...)”. Em troca do auxilio, os índios ganham “presentes” dos homens brancos.

A surpresa para com os europeus é mencionada quando os índios questionam o porquê deles virem de tão longe em busca de árvores. Perguntam se na Europa não havia árvores e descobrem que estas são de qualidade inferior ao pau-brasil (arabutan na língua indigena) no quesito produção de tintas.

O dialogo explicitado acima continua, mudando-se o foco para a questão do acumulamento de riquezas e da herança desta riqueza para os filhos dos negociantes. O índio nos mostra que a terra pode nutrir o homem, assim como o homem nutre a terra (quando morre) ressaltando assim sua visão de utilizar apenas o que é necessário para sobrevivência.
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