Dias Comuns

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9 de julho de 2017

Marxismo, Positivismo e Annales


Marxismo: Sua influência está baseada na história da economia dos diversos povos, através da divisão da sociedade em classes sociais onde uma sempre é explorada pela outra.... ao longo da historia se vê claramente:reis, sacerdotes, generais comandando, súditos trabalhando, amos e escravos, nobres e servos, patroes e empregados.

O marxismo abre a visão para mostrar a exploração do homem pelo homem, a concentração de riquezas na mão de poucos privilegiados, a espoliação e a humilhação da maioria privada de um minimo de dignidade que deveria receber de seu trabalho, etc

Positivismo: Na história ele se restringe,à chamada “História Oficial”, à “História de Segundo Grau”, à alguns historiadores regionais, a certa mentalidade, mas não gerou uma tendência coerente e forte, não gerou uma História, mas tão somente desvios.

Sua aplicabilidade seria estranha a todas as concepções de História.

Sua concepção geral é a de que a sociedade é regulada por leis naturais que são imutáveis e não dependem do arbítrio; a conseqüência é a de que os métodos e técnicas aplicados no estudo da sociedade devem ser os mesmos das ciências naturais, o conhecimento objetivo que estabelece o que é Ciência, científico, metodológico, possível e impossível, real e irreal; a metodologia da História não apenas seria a mesma das Ciências Naturais como também deveria estudar seu “objeto” da mesma maneira, sem “juízos de valor”, com a esperada neutralidade (o passado já passou, nada temos que nos inserir nele), dissecando os “fatos” como se fossem objetos; a separação entre Juízos de Valor e Fatos é imprescindível; sem implicações políticas, a finalidade da Ciência (da História) é constatar, descrever e prever.

A descritividade descompromissada, reproduzindo a realidade, torna-se o estilo preferido e necessário. Com isso o sujeito encontra o objeto, desencava, escava e o traz a luz. A separação entre o cientista e seu “objeto de estudo” é condição inescapável.

Já os Analles abriram uma nova visão sobre a importância de se estudar o cotidiano das pessoas ao longo dos tempos: como viviam? o que comiam, bebiam e vestiam? onde moravam? como namoravam? como era o dia a dia?

Isso representa para o estudo da História uma ruptura com o relato enfadonho sobre guerras e heróis do Positivismo e com a análise reducionista economicista do Marxismo.

Valorizam o quotidiano, o imaginário, o conjuntural, o longo do tempo e o estrutural para a interpretação dos fatos históricos. Sua repercussão na prática de sala de aula privilegia a pesquisa, a possibilidade do aluno identificar-se enquanto sujeito e objeto da História.
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