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9 de julho de 2017

Religião e arte funerária no Egito.

Havia no Egito a concepção de que o Faraó foi criado antes de todas as outras coisas, até mesmo da morte, concebendo-se assim a idéia de sua vida eterna.

Os Egípcios tinham uma noção de que o Ka (energia vital) e Ba (a alma) constituíam o ser humano. Quando alguém morria, o Ba deixava o corpo para vagar por locais que a pessoa conhecia e voltava ao tumulo ao anoitecer.  Ao mumificar um corpo, este passava a ser um Osíris, devido ao fato dele ser a representação divina que julgava os mortos através da pesagem do coração numa balança com uma pena. Caso tivesse o mesmo peso que a pena, seria considerado inocente. De outro modo, seu corpo seria jogado a um animal que estaria encarregado de devorar seu coração.

Todos os seres vivos eram classificados como deuses, deusas, espíritos (akh), morto (mut). Ao passar pelo rito de mumificação ressuscitava e passava a ser um akh necessitando assim das oferendas alimentícias deixadas na tumba.

Os Egípcios temiam a morte devido a possível destruição de seu tumulo, o que faria com que ele não pudesse regressar ao seu corpo. Alem disso, caso destruíssem sua boca, ele não poderia se comunicar dizendo seu nome no mundo dos mortos. Estes arrombadores de túmulos eram conhecidos como Adoradores de Seth, devido ao mito de que Seth tinha esquartejado Osíris.

Antes do período médio da história do Egito, não era comum que pessoas alem do faraó fossem mumificadas. Este costume caiu em desuso após o período médio, com a crença de que mais pessoas deveriam ter a vida eterna.

Após morte havia três concepções predominantes no Egito: o retorno do morto a tumba, a vida celeste e a vida no reino subterrâneo de Osíris.

A reforma religiosa promovida por Akenaton trouxe a idolatria a um só deus e o Osíris deixou de “existir” durante este reinado, fazendo com que os rituais funerários fossem prejudicados. Após sua morte, tudo foi restabelecido.

No período pré-dinástico, se enterrava o morto na própria terra. Depois vieram a enterrá-los em caixões para, tempos depois, mumificá-lo.

O termo múmia foi um nome dado pelos árabes (mummiya). O processo de mumificação demorava cerca de 70 dias e consistia em: desidratar a múmia com catrão retirar os órgãos da vitima por uma incisão em sua barriga e colocado em vasilhas especiais, seu corpo perfumado e preenchido com palha e pó de serra para ajudar a conservação e durante todo o processo de mumificação era seguido de orações dos sacerdotes. Depois seu corpo era transportado por todo o rio Nilo numa espécie de carreata para por ultimo ser sepultado.

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