29 de julho de 2011

A viagem para o castelo Zé dos Montes em Sitio Novo (com uma passada em Santa Cruz para ver a estatua de Santa Rita, maior que o Cristo Redentor e a Estatua da Liberdade)

Domingo tava conversando com Cíntia sobre uma viagem que fiz para o Instituto Ricardo Brennand em Recife ano passado. Ficamos conversando sobre castelos e lembrei que aqui no estado existe um, o Di Bivar. Pesquisando mais a fundo no Google, porem, descobri que existia um outro castelo localizado em Sitio Novo, na Serra da Tapuia, chamado de Zé dos Montes. Especificamente foi com essa reportagem aqui que descobri mais sobre o castelo. Em minha SEDE DE CONHECIMENTO, decidi que deveria conhecê-lo. Chamei Breno e Carol e eles toparam. Faltavam dois elementos para completarem a viagem, pois muitos não queriam ir ou não podiam devido a trabalho ou qualquer outra desculpa esfarrapada. Depois de muitos percalços, PV e Túlio se juntaram a nossa PARTY para realizar esta QUEST.

Combinamos de sair de Natal as 9 horas da quarta-feira, mas isso só se realizou lá pras 10 horas. O tempo estava nublado, mas não chovia. Breno era o motorista PILOTO em seu Sandero 1.0. Não utilizamos nenhum mapa. Todo nosso trajeto envolveu o FEELING de Breno e perguntas a transeuntes antecedidas do pronome de tratamento "Mestre".

Nosso primeiro contratempo foi uma rotatória. Quase iriamos parar em outra cidade se um pedestre não tivesse nos alertado do caminho correto. Já durante a viagem, cada ultrapassagem de Breno era comemorada como uma vitória, tão árdua era conseguir uma.


Outro fato curioso que ocorreu no caminho foi o ATROPELAMENTO de um pássaro. O carro ia tranquilamente na estrada quando, ao som da buzina, uma ave fez um rasante em frente ao parabrisas. Nossa sorte foi que não aconteceu nada ao carro. O pássaro ficou meio zonzo e vimos pelo retrovisor que ele aterrissou no acostamento para se recuperar do choque. Um pouco mais a frente, havia OUTRA ave, só que esta estava no MEIO da pista. Parecia coisa de filme de terror, tipo PREMONIÇÃO. Depois desse fato, uma borboleta se espatifou no vidro. Tenso.


Ao chegarmos em Sitio Novo, perguntamos aos NATIVOS onde ficava o castelo. Uma moça disse para seguir as SERTAS até encontrar a PRACA apontando para o castelo. Perguntamos a vários transeuntes e cada um deu uma resposta diferente. Depois de aprender que não devemos confiar nessas informações e nos perdemos depois de tanta informação desencontrada, resolvemos seguir o que a mulher das SERTAS disse. Detalhe: em Sitio Novo, a água de lá é diferente. Todos os cachorros que víamos pela cidade, e eram muitos, estavam sempre dormindo, preferencialmente no meio do asfalto onde os carros passavam.


No meio do caminho havia uma estrada que se assemelhava a uma ponte, tendo em vista que passava um rio por baixo da mesma. Só havia espaço para um carro e uma moto lado-a-lado. Era MUITO estreito. Após essa ponte, chegamos a uma ladeira com quase 90 GRAUS DE INCLINAÇÃO. O carro não tinha potência para subir com as 5 pessoas. Simplesmente parou de andar. Tivemos que descer e empurrar até chegar numa parte com uma inclinação menor.


Continuamos seguindo as setas pintadas nos poucos postes da região. Em determinada parte do trajeto havia uma bifurcação, com três setas apontando para o lado direito e nenhuma para o esquerdo. Seguimos o FEELING de Breno e fomos pelo direito, óbvio. Só que o caminho ficava cada vez mais estreito e perigoso. Pedras gigantes começaram a aparecer no caminho, buracos enormes e lama tornavam o percurso cada vez mais periculoso. "Essa estrada não pode ser a certa" pensávamos, porem estávamos seguindo o caminho indicado. O que poderia dar errado? Afinal estávamos vendo o castelo!


Havia uma pedra no meio do caminho. Na verdade, dava para contorná-la, mas a estrada era muito estreita, só dava para passar a pé ou de moto. Decidimos voltar para tentar o caminho pela esquerda. Nisso aparece atrás de nós um homem dirigindo uma moto. Com um olhar inexpressivo ao nos ver, o mesmo dá a volta com seu veiculo e segue caminho. MEDO. "Então, o homem volta ao vilarejo e avisa os nativos, seus companheiros, que os humanos estavam exatamente onde eles queriam" (LESNYAK). Essa foi a sensação.

Ao chegarmos de volta a bifurcação, o homem estava em pé ao lado da moto. Logo se apresentou como o filho do dono do castelo e guia. Após fazer merchandising com o seu site, nos levou até o local. Que não era seguindo as setas. Ao questionarmos sobre isso, o mesmo respondeu "Essas setas foram usadas para o RALLY de MOTOS, ensinaram o caminho errado a vocês". MOTOS. RALLY DE MOTOS. Breno foi muito INTRÉPIDO e OBSTINADO.


Sobre o castelo: É SENSACIONAL. É enorme, cheio de labirintos, faz MUITO frio lá dentro, as escadas são íngremes, algumas passagens são bem estreitas, tendo que se abaixar para atravessá-las, a visão lá do topo é FANTÁSTICA... é difícil descrever. Vale muito a pena conhecer o local. Segundo Neguinho (o guia e filho de Zé dos Montes), talvez o castelo sirva como locação para as filmagens do longa "Nova Amsterdam – Terra do Sol Banhada de Sangue", uma produção norte-rio grandense que tratará da época em que os holandeses estiveram no estado.


Terminada essa etapa da viagem, já que estávamos nas redondezas, Breno decidiu ver A SANTA. Eram pouco mais de 30km de distância até o município de Santa Cruz. Seguimos pela estrada de barro, pois havia um temor em descer aquela ladeira íngreme onde o carro teve problemas para pegar a BR. A aventura O RALLY continuava. Sentimos sede e paramos para abastecer em uma casa, mas ficamos com pena dos moradores locais não terem mais água após compartilharem a deles conosco. Ainda havia o mito da água que dava sono! Lembra dos cachorros? Mesmo assim, aceitamos de bom grado a água oferecida e continuamos nossa viagem. Chegamos em um determinado local onde haviam duas porteiras, daquelas de fazenda, sabe? Pensamos: "E agora? será que erramos o local? Por que teria uma porteira no meio da estrada?". Não sabíamos responder a tais questões, mas uma camionete vinha logo atrás de nós e conhecia o caminho. Mandou que nós abríssemos uma das porteiras e seguíssemos por ela. Túlio se dispôs a abrir. E o deixamos para trás. Por um breve momento e uma longa distância. Trollagem. Minha risada se destaca. Pela vergonha.


Logo em seguida tivemos mais um contratempo. Havia um RIO no meio do caminho. Sim, um rio. Fora a correnteza do mesmo, ele desembocava em uma cachoeira. E havia pedras escondidas no rio, prontas para destruírem o Sandero (que agora já era um legitimo 4x4). DESTEMIDO, Breno ousou mais uma vez e foi. Segurou na mão de deus e foi!


Cada grito nosso no vídeo corresponde a uma das pedras que bateu no carro. Saímos da estrada de terra e chegamos no asfalto. Já víamos a Santa.


É dito que ela é maior que o Cristo Redentor e a Estatua da Liberdade. Não sei não, as informações que vi no Google são conflitantes. A impressão que tenho é que o Cristo é maior. Talvez por estar em um local bem mais alto, tendo uma base para seus pés e tudo mais. Sem contar que a SANTA está usando GAMESHARK (trapaceando), afinal esse arranjo na cabeça faz aumentar o seu tamanho. É besteira discutir sobre isso. O que vale é a visão.


Claro que tiramos uma foto lá. Eu e Mighty Pevas God of Trovão fizemos poses de acólito, mas os outros não entraram na onda.


Por fim, tivemos nosso momento ROCK BAND.


A chuva começou a cair e decidimos que era hora de voltar. Breno disse que dessa vez não pediria auxílio de mais ninguém e acabou se perdendo dentro de Santa Cruz, sem encontrar a estrada para a BR. Resignado, foi prontamente socorrido pela sua namorada e finalmente seguimos nosso rumo de volta para Natal.


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