Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

4 de outubro de 2011

A mudança nos paradigmas dos jogos de Video Game

Este post contem um pouco de choradeira.

Não é nostalgia nem nada, mas os meus jogos preferidos estão se tornando uma espécie de curso profissionalizante.

 FIFA e PES, por exemplo: a cada edição que passa, se torna mais difícil vencer um jogo. Até em um nível intermediário é uma tarefa árdua. Qual a graça de jogar contra o computador se você não pode nem ao menos vencer uma partida? Até nas partidas online, contra outros seres humanos, tem-se relatado muitos abandonos de jogos após um dos times levar um gol, justo pela dificuldade de fazer o mesmo. Claro que em FIFA/PES, ninguém irá se tornar um bom jogador de futebol na vida real caso seja bom no videogame mas...

Em F1 2011 ou em um rFactor da vida, se desejar sentir a experiência completa do jogo, terá que aprender para que servem dezenas de botões no painel do carro. Isso te levará ao ponto de ou comprar um volante e acoplá-lo ao computador/videogame ou desativar todas as funções e jogar apenas virando, acelerando e freiando (é o que eu faço). Nessas horas as pessoas começam a repensar o conceito de "F1 é esporte?". No caso de jogos de corrida, pelo menos nestes jogos existe a possibilidade de desabilitar os modos e correr normalmente.

Já em Rocksmith, da mesma criadora de Guitar Hero, não. Rocksmith não será apenas um jogo. É um curso de guitarra completa. De verdade. Plugar-se-a a guitarra em seu console e começará o dedilhado. Acho isso ótimo para quem quer aprender, mas isso é realmente videogame? E quem não tem guitarra? No Wii, há toda uma série de apetrechos que você pluga no controle (seja uma arma, uma espada, raquete, etc), mas nada REAL.

Meu ponto na discussão é que se critica tanto os jogos casuais (até nas redes sociais), mas estão criando dois lados bem extremos. Ou é tudo muito real (mais real que a realidade, segundo tweek) ou é tudo muito fantasioso. Não sou contra jogos realistas demais ou fantasiosos demais, acho que devemos repensar o conceito de jogos, já que o que havia há 10 anos atrás não é nada parecido com o que está acontecendo hoje em dia.

Abaixo trailer do Rocksmith.

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