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12 de junho de 2012

As contribuições de Vygotsky para a pedagogia

Esse texto foi feito para a disciplina de Fundamentos da Psicologia Educacional. Ficou bem conciso, acho, então tô postando aqui.

Dentre as inúmeras contribuições propostas na teoria de Vygotsky, a que mais se destaca é a interação entre os aspectos biológicos e culturais para mostrar como os seres humanos conseguiram se destacar das demais espécies.

Para Vygotsky, o biológico envolve as funções psicológicas elementares que estão presentes nas crianças e nos animais, caracterizando-se pelas ações involuntárias (reflexos), as reações imediatas (automáticas) e são determinados pelo ambiente externo. Contudo, sua teoria não se restringe apenas a isso: é aqui que entra a parte sóciocultural ou sociohistórico, também conhecida como funções psicológicas superiores. Elas estão presentes apenas no homem.


O que a caracteriza? A intencionalidade das ações do homem são resultados das interações entres seus fatores biológicos e fatores culturais que se modificam ao longo da história.

A mediação é um dos conceitos fundamentais da psicologia sóciohistorica. Por meio dessa mediação, o individuo se relaciona com seu meio ambiente, utilizando-se de sistemas simbólicos que representam a realidade (signos, símbolos, palavras, linguagem, instrumentos diversos e a própria cultura). Hoje podemos considerar o professor como um instrumento do processo de ensino-aprendizagem, pois o mesmo é o facilitador do individuo que está aprendendo e o meio onde está inserido.

Em relação à linguagem, Vygotsky considera-a com o principal instrumento de intermediação na formação e no desenvolvimento das funções psicológicas superiores, ou seja, uma mediação simbólica, um instrumento de comunicação e planejamento. É através da linguagem que o ser humano materializa e constitui as significações construídas no processo social e histórico.


A linguagem está associada ao fato de que ela consegue lidar com os objetos externos não presentes, abstrair, analisar e generalizar características dos objetos, situações e eventos, e tem sua função comunicativa.

Por fim, a aprendizagem, para o autor, é um processo que antecede o desenvolvimento do sujeito. Em outras palavras, aprendizagem e desenvolvimento se influenciam, gerando um quadro onde quanto mais se aprende, mais se desenvolve. Neste processo há dois níveis de conhecimento: o primeiro ocorre quando a criança realiza sozinha determinadas atividades e o segundo quando há o auxilio de outra pessoa. Na segunda situação é o que o autor chama de Zona de Transição ou Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP).
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