Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

20 de setembro de 2012

Educação (An Education)

An Education trata do amor juvenil. Do deslumbramento. Do encanto que uma pessoa pode exercer na outra, mesmo que essa outra a conheça apenas superficialmente.

Jenny Millar é uma garota de 16 anos que vive com a família no subúrbio de Londres, em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar na Universidade de Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece David Goldman, um homem charmoso e cosmopolita de trinta anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz descobrir o glamour da noite, deixando-a diante de um dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida. (Fonte)

Tudo começa com uma menina (Jenny) e seu violoncelo tomando um BANHO DE CHUVA. Bem, o filme mesmo não começa aí, mas a história sim. Então um ESTRANHO (David) oferece CARONA. "Ô, garota, você pode tomar banho de chuva, mas não queria que seu instrumento musical se danificasse". Danadinho, né? Com esse discurso, consegue se aproximar da menina e dar carona a mesma, mesmo que isso signifique levar o carro até a esquina mais próxima.


Como a história é em 1961, não havia celulares. O jeito era ele FLERTAR indo na casa da garota. Os pais queriam que ela estudasse para conseguir ser aprovada em Oxford. Ela até que queria isso, mas o surgimento do rapaz em sua vida faz as coisas mudarem.



Ao manter o relacionamento com David, Jenny acaba por adentrar seu circulo social, conhecendo assim o casal amigo do mesmo: Danny e Helen. Danny dá a impressão de ser um bon vivant, enquanto Helen é apenas o esteriótipo da loira burra. Pensei que fosse acontecer um conflito entre as duas, pois Jenny tem, o que se considera, bastante "bagagem cultural", mas não foi o que ocorreu.

Enquanto lida com todo esse novo mundo, cheio de experiências diversificadas, fazendo coisas de GENTE GRANDE, Jenny também tem suas obrigações como aluna. Ela ainda está no ensino médio, é bastante cobrada por seus professores e a escola é bastante rígida tanto na educação, como também quanto aos BOATOS que cercam a garota. A diretora fica preocupada com a REPUTAÇÃO do colégio ao ouvir que uma das suas alunas está saindo com um cara mais velho. Outros apenas creem que é um delírio juvenil e que esse rapaz sequer existe.


O filme também mostra aspectos da rivalidade entre Inglaterra e França. O pai de Jenny, Jack, parece considerar a Inglaterra o centro do mundo, sem fazer parte da Europa, pois toda vez que se refere aos planos de Jenny viajar, ele diz "Não vou deixar você ir ao continente. Você sabe como eles nos odeiam". Geralmente ele diz isso sempre que Jenny cita PARIS em suas conversas.

Outro conflito interessante da história é a questão do aprendizado. Da educação, como o próprio título do filme sugere. De um lado temos aquela educação formal, exemplificada pela escola, enquanto do outro temos a informal, a "universidade da vida", da qual David faz parte. De aprender a lidar com as pessoas foram desse ambiente rígido de regras acadêmicas. Qual  é a certa? Qual é a errada? Existe mesmo isso? Só consigo lembrar das minhas aulas nas disciplinas de educação na UFRN!


Ilustrando a sociedade da época, na segunda onda do movimento feminista (a partir da década de 1960), percebe-se que há o conflito de valores por parte da família. Se por um lado os pais (Jack e Marjorie) querem que a filha siga o caminho universitário, por outro aceitam de bom grado o relacionamento da mesma com aquele homem ENCANTADOR que é (ou aparenta ser) David. É como se a vida dela fosse uma estrada com uma grande bifurcação: casar (caso encontre alguém) ou continuar os estudos? Bem, pelo menos agora as mulheres tinham essa opção.


Na minha concepção, os sentimentos de David por Jenny são genuínos. Porem ele é um covarde. Nao posso mais falar sobre o filme para não correr o risco de dar spoilers, mas ele me lembra bastante Like Crazy no sentido de questionar as ações feitas no calor do momento. Tudo que foi feito, as experiencias vivenciadas, valeram a pena? Parece que a resposta está sempre sendo SIM.


P.S.: A música após o final do filme, nos créditos, combina PERFEITAMENTE com a história. Smoke Without Fire da Duffy. Conhecer a música é um SPOILER. Então não ouça.

Por fim, o trailer:

Postar um comentário