Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

16 de fevereiro de 2014

Pequena impressão de um casamento

Se bem me lembro, só fui a três casamentos na minha vida. O último foi ontem e nele fui me tocando dos diversos detalhes que envolvem-na e de como o casamento é percebido por uma parcela da sociedade. Falarei  hoje sobre um dele, que diz respeito a imagem abaixo. Procurei por CASAMENTO no Google imagens e ela apareceu, daí você reflete.


Uma das percepções que se tem do casamento é essa: de que o homem está AMARRADO a esposa, como se estivesse casando (e me refiro a casar não no sentido de morar junto, mas sim da cerimonia religiosa/civil) a força. Da forma como entendo o mundo, creio que o mais provável que aconteça é o da mulher ser pedida em casamento e não o contrário. Todos os filmes românticos apontam pra isso. Se o homem tomou esta decisão, que ótimo, certamente não foi repentino e obviamente houve diversos fatores e opiniões que o mesmo considerou. MESMO ASSIM HOUVE AUTONOMIA. Ninguém vai tomar uma decisão como essa de modo relapso. Por isso considero essa imagem ridícula: fala-se tanto em união e as pessoas pensam em dominação e imposição. 

Na cerimonia que fui uns rapazes escreveram num pequeno cartaz: "corre que ainda dá tempo" e "game over". Sério? Como será que a noiva se sente? Será que vai internalizar essa ideia? Vai levar na brincadeira e fingir que nem viu? E só de ver a reação da plateia, nos risinhos, achando graça, é que você toma ciência que elas concordam com a ideia. É uma piada? Pode ser, mas é tomada com verdade, como opinião, caiu no senso comum.

"Mas é uma brincadeira!", repetem. E é mesmo, mas acredito naquele ditado popular que diz que ela tem "um fundo de verdade" e com isso serve para perpetuar uma ideia (neste caso a de, supostamente, tolher a liberdade masculina). Pensem na frequência de demonstrações semelhantes vindo das amigas da mulher para com o homem. Num casamento!

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