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9 de julho de 2017

A Expansão Árabe na Península Ibérica

A tomada da península ibérica, no que os historiadores chamam de Expansão Árabe, aconteceu entre os anos de 711 e 716 depois de Cristo. Essa expansão só pôde ocorrer devido à unificação do Islã na península arábica. A partir dela, a idade medieval ocidental ganhou toques orientais e influenciou, principalmente, os povos da região ibérica.
A divulgação da cultura islâmica e suas conquistas territoriais são chamadas de “Milagre Árabe”. A península ibérica foi a região mais avançada na idade media. Foi na península que o período das grandes navegações iniciou-se. O contratempo maior no desenvolvimento da região foi a Santa Inquisição, mas com a chegada dos árabes, deixou de ser um impecilho.
A história da expansão começa, como já mencionado, na unificação da religião islâmica, ligando os povos árabes. Os sucessores de Maomé (Califas Perfeitos, 632 a 660 d.C.) são responsáveis pela pacificação da Arábia e pelas primeiras conquistas em nome do Islã. Detinham um papel mais religioso e levaram sua fé para diversos lugares, entre eles Pérsia, Egito e Síria.
A dinastia Omíada (660 a 750 d.C.), que vem a suceder os Califas, é a que traz o islamismo para o norte da África e para a península Ibérica, ocupando-as. Após uma revolução, os Abássidas (750 a 1258 d.C.) tomam o poder e perseguem os remanescentes da dinastia Omiáda. “Um destes perseguidos achará refugio na península ibérica e lá dará continuidade ao poder dos Omíadas”
A chegada árabe da península, contudo, não se dá por acaso. Além do enfraquecimento do poder político e as disputas internas do reino visigótico, a morte do rei Vitiza em 710 catalisa a vinda árabe. A eleição de um rei que não era partidário de Vitiza desagrada a alguns que pedem auxilio aos muçulmanos. Berberes (população africana islamizada) e Árabes são enviados, liderados pelo tenente Tarik e derrotam as tropas do novo rei, Rodrigo. A falta de resistência facilita as empreitadas e, o que era para ser apenas um auxilio, torna-se uma invasão organizada.
Ao dominar a península, os árabes não impõem sua religião. Respeitam a livre-pregação, desde que paguem impostos ao governo. Apenas muçulmanos podiam ascender ao poder. A expectativa de melhorar de vida fazia as classes mais humildes converterem-se.
A resistência porem aconteceu; ao norte, uma parcela da aristocracia goda dirige-se as montanhas. Pelágio lidera uma vitória contra os muçulmanos e serve de base tanto para a futura guerra da Reconquista como para a criação do mito de Pelágio.
O período de ocupação da península divide-se em vários períodos: entre 716 e 756 há a “Época dos Governadores”, onde fortalece-se a ocupação através de conflitos étnicos-tribais e territoriais; entre 756 e 926 surge o “Emirato de Cordova”, no qual o processo de “orientalização” se intensifica  e o novo poder é consolidado; o período entre 926 e 1031 é estável e próspero, conhecido como “Califado de Cordova”. (Esse período de paz, contudo, é um dos motivos para o inicio do enfraquecimento árabe, pois refreou os impulsos expansionistas, estagnando-o).
As “primeiras Taifas” (Pequenos Reinos) surgem em 1031 e duram até 1090. Estes pequenos reinos descentralizam o poder e favorece o inicio da guerra de Reconquista pelos cristãos; A “época Almorávida”, que tenta socorrer as primeiras Taifas, recoloca a península na rota do ouro. Caracteriza-se pela intransigência religiosa; Corrupção e a evasão moçarabe (cristãos sob domínio muçulmano) dividem Al-Andalus, surgindo assim as “segundas Taifas”, entre 1145 e 1170.

Os cristãos continuam avançando e os “Almoadas” (1070-1231) tentam detê-los. O apoio do Papa e a coalizão entre franceses e reinos unidos cristãos derrotam os muçulmanos que se dividem novamente e formam as “terceiras Taifas”; Esta dura apenas por um breve período e resta apenas o reino de Granada, que sucumbe definitivamente em 1492 para a reconquista.
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