Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

9 de julho de 2017

DIEHL, Astor Antônio. A Cultura historiográfica brasileira: do IHGB a 1930. Passo Fundo: EDIUPF, 1998. “Varnhagen e a história geral do Brasil”, p.36-52.

Diehl aborda a biografia do historiador Varnhagen, bem como suas influências, sejam elas pelo seu pai ou pelo contexto da sociedade em que vivia.
Sua escolha pela nacionalidade brasileira devia-se ao fato de querer participar da formação de uma nação em um mundo que estava em constantes transformações.
Sua posição como diplomata facilitou o acesso aos arquivos de diferentes paises que o auxiliariam na produção de suas obras.
Capistrano de Abreu indica que Varnhagen possuía limitações literárias, não tinha recursos para prender a atenção do leitor, pois sua linguagem demonstrava um distanciamento pelo fato de ser um erudito.
O foco principal das obras é o civismo e os papeis desempenhado pelo estado na formação de uma nação e do homem brasileiro. Seu conceito de nação branca e européia para o Brasil colonial é coerente com as tendências iluministas que visam remover um passado tenebroso, não podendo assim ser considerado como um preconceito. O Homem branco brasileiro teria vindo da miscigenação dos negros, escravos, índios, mulatos e homens livros e teria responsabilidade de dar conteúdo ao seu país, enquanto o estado tomava as rédeas da nação e do seu povo, amparava imparcialmente, sabia de tudo e estava em todos os locais.

A contínua conquista portuguesa no solo brasileiro legitimava esta nação branca européia e para o próprio Varnhagen este seria um processo natural. Varnhagen assumia que a construção de uma nação é uma tarefa racional e que o Brasil nada mais era uma continuidade do estado Português, pois não havia, para ele, descontinuidades históricas.
Postar um comentário