Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

9 de julho de 2017

PESAVENTO, Sandra Jatahy. Muito além do espaço: por uma história cultural do urbano. Estudos históricos. Rio de Janeiro, v.8, n. 16, 1995, p. 279-290.

O Objetivo de Sandra Jatahy Pesavento em seu artigo é “resgatar a cidade através das representações, entendendo o fenômeno urbano como um acumulo de bens culturais” ..
A autora inicia sua analise nos mostrando um novo tipo de temporalidade. Este tipo é caracterizado por um passado que se faz presente. Para chegar a este “passado no presente” precisa-se de um elemento evocador.
Logo em seguida, nos é mostrado que a história cultural é entendida como um desdobramento da historia social e que o sistema que oferece o suporte para os debates advêm do imaginário social.
Para “atingir o real através de suas representações” , precisa-se definir um campo teórico. Este campo é a representação. Esta “explica uma relação ambígua entre ausência e presença” e “trabalha com uma atribuição de sentido”. A seguir, são citados alguns autores (Chartier, Boutier D. Julia) e suas noções de representações.
Um outro conceito presente no texto é o de “passeidade”, isto é, o “real acontecido da história” .  A cidade se torna o espaço para a construção dos significados culturais. É o cruzamento do objetivo com o eu-subjetivo.
Marcel Roncayolo traz a distinção entre produtores e consumidores do espaço. Os primeiros são chamados de “Profissionais da cidade”, estão na elite e são os “arquitetos, urbanistas, engenheiros, médicos sanitaristas e os demais técnicos-burocratas” . Eles projetam a cidade que desejam.  É discutido se os consumidores seriam atores passivos das decisões dessa elite.  
A autora mostra que nós, historiadores, não devemos desconsiderar as produções dos homens comuns. Temos que “ler a história dos excluídos” através das fotografias, romances e crônicas urbanas.
Um outro ponto importante é a visão de Sennett sobre a cidade: “Trata-se da capacidade de oferecer a experiência da alteridade, dadas as condições diversas e múltiplas que a vida urbana oferece”.

A historiografia benjaminiana propõe uma nova construção ditada pelo tempo presente, “desmontando” e “destruindo” o passado. As técnicas usadas para essa construção seria a justaposição e o contraste.
Postar um comentário