sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mundo sem fim, Ken Follett

Mundo sem fim é um livro de Ken Follett que trata de continuar a saga de outra obra sua, Pilares da Terra. Esta nova criação do autor se passa dois séculos após a construção da catedral de Kingsbrigde, no ano de 1327, durante a Idade Média: quatro crianças testemunham a morte de um dois homens por um cavaleiro e o enterro de um objeto que pode afetar o governo da Inglaterra. A trama se desenrola a partir destas quatro pessoas em um período de mais de 30 anos, afetando antigas e futuras gerações e envolvendo o governo inglês, a cavalaria, aristocracia e o clero.

Diferente de Pilares da Terra, que foi editado no Brasil em dois volumes, Mundo sem fim vem em uma única embalagem de 942 páginas. Pode parecer muito, mas se tiver um tempo disponível, a leitura não demora mais que três dias. Experiência própria. E, é claro, o livro torna-se mais barato.

Mesmo sendo a continuação de um dos primeiros livros que li (Pilares da Terra tem mais de 20 anos), a história não difere tanto da original: Os velhos conflitos entre a Igreja e o povo estão mais do que presentes, seja ao redor dos protagonistas, seja dos coadjuvantes; Aprofunda-se o conhecimento na relação entre o senhor e seus servos e vassalos durante o feudalismo; Mostra-se a busca por ascensão social através da cavalaria ou do mercado, opções disponíveis para o momento. É neste cenário de repressão que as ideias inovadoras vão surgindo, dando novos olhares para a trama e traçando uma ruptura com os antigos costumes.

Em relação aos protagonistas (as quatro crianças): novamente há um construtor renomado, Merthin, porem menos carismático que Tom e Jack de outrora. Seu romance insosso com Caris, cheios de idas-e-vindas chegam a chatear. Ela nunca sabe o que quer da vida. Cativante mesmo é a história de Gwenda e, por que não?, de Ralph. Estes sim, personagens determinados e que sabem o que querem.

No mais, Mundo sem fim é uma boa história para quem já leu os Pilares da Terra. Quem não leu, não ficará perdido, mas não perceberá as referências do livro anterior neste e não notará o tanto de coincidências entre as obras.

Chrome OS, o sistema operacional do Google

Pra quem achava que o sistema operacional do Google pudesse vir a concorrer com o da Microsoft, pode tirar o cavalinho da chuva. O Chrome OS funcionará através do sistema de cloud computing, computação nas nuvens. O que isso quer dizer? Simplesmente que todos os arquivos e aplicativos que o usuário for utilizar estarão disponíveis apenas na internet, nada mais. Não será possível instalar programas no sistema. Absolutamente nenhum. A bem da verdade, o Chrome OS nada mais é do que o Google Chrome (o navegador, browser) rodando. Só isso.

Se por um lado isso é ótimo, pois as tarefas de um usuário comum na internet estarão todas a mão, o fato de não poder instalar programas vai impedir muita gente de ouvir suas mp3 ou assistir seus filmes e seriados baixados por aí (teremos que esperar o SBT fazer sua famosa tradução de seriados, como transformar Smallville em Pequenopolis). Sem contar a questão da banda larga no Brasil que não é das melhores: não dá pra utilizar todos os recursos de aplicativos online com uma conexão de 1mb da Velox/Oi.

De todo modo, o Google caminha para um futuro que suspeitava: uma época em que a existência de um hard disk (HD) será apenas um acessório complementar. Teremos nossos arquivos salvos no Google Docs, assistiremos seriados online pelo YouTube, guardaremos nossas fotos em albums do Orkut ou no Picasa, conversaremos através do GTalk, criaremos sites no Google Sites. Tudo isso através do Google Chrome.

E diremos adeus a pouca privacidade virtual que nos resta.

Leia muito mais sobre o lançamento do Chrome OS no Meiobit

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AFK na vida real

(21:42:16) Fulano: o que ia falar
(21:42:21) Fulano: era sobre amigo meu no WoW
(21:42:38) Fulano: queria tanto ter a galera lá jogando
(21:42:40) Fulano: mas, porra, já tô arrependido
(21:42:48) Fulano: prefiro ficar só mesmo
(21:43:20) Júlio: UAHUHAUHAUAHU
(21:43:25) Júlio: indireta direta pra mim
(21:43:34) Fulano: porque tipo
(21:43:41) Fulano: ele fica la falando direto, chorando
(21:43:48) Fulano: qualquer coisa o bicho chora
(21:43:49) Fulano: ai é foda
(21:43:53) Fulano: eu la na boa
(21:43:56) Fulano: fazendo minhas coisas
(21:44:01) Fulano: ai lá vem bicho "viu ai na guild?"
(21:44:10) Fulano: "não sei quem reclamando de não sei o que"
(21:44:12) Fulano: porra
(21:44:14) Fulano: eu nem olho isso
(21:44:25) Júlio: é o que sempre te pede ajuda é?
(21:44:29) Júlio: "como eu faço pra andar?"
(21:44:30) Júlio: uahuahuaha
(21:44:43) Fulano: questao não é ajudar, eu ajudo sempre
(21:44:53) Fulano: paro tudo pra ajudar
(21:44:56) Fulano: mas é chato
(21:44:59) Fulano: to la na porrada e o bicho falando besteira sem parar
(21:45:05) Fulano: chorando
(21:45:15) Fulano: ai hoje entrei
(21:45:19) Fulano: e não só ele, mas uns 5
(21:45:23) Fulano: vieram falar comigo
(21:45:26) Fulano: eu sem saco já
(21:45:30) Fulano: monte de gente falando comigo
(21:45:33) Fulano: peguei e sai
(21:45:44) Fulano: fui lá fora assistir Donnie Darko
(21:45:59) Fulano: foda que lá não é MSN
(21:46:03) Fulano: lá dá pra ver que eu to andando
(21:46:07) Fulano: não dá nem pra fingir que tô afk


WoW significa World of Warcraft, jogo de RPG online. AFK é away from keyboard, longe do teclado, ausente.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Insensibilidade

(12:09:30) Júlio: http://img410.imageshack.us/img410/4631/090d.jpg
(12:09:36) Larissa: la vem você
(12:09:40) Larissa: com esses bonecos
(12:09:44) Júlio: sim
(12:09:50) Larissa: qual é o nome desse?
(12:09:59) Larissa: super armadura de que?
(12:10:20) Júlio: Perseu de Argol
(12:10:27) Júlio: representa a medusa
(12:10:29) Júlio: no escudo dele
(12:10:31) Larissa: hm
(12:10:33) Larissa: uau
(12:11:02) Larissa: e ele faz o que com o escudo?
(12:12:43) Júlio: o escudo faz com que as pessoas que olhem pra ele virem pedras
(12:12:51) Larissa: que legal
(12:12:56) Larissa: quando eu viro pedra?
(12:12:57) Larissa: :S
(12:13:02) Larissa: faz meia hora que tô olhando aqui...
(12:14:07) Júlio: ¬¬

quarta-feira, 11 de novembro de 2009