terça-feira, 4 de setembro de 2012

Shame

Quer um ótimo filme para assistir com toda a família? Shame. Só que não.

Layza e Bianca, adoradoras de Red Bull.

A história é a seguinte: um cara, Brandon, vive a vida dele na boa, sexo toda noite, com prostitutas ou não. Tem um emprego é é bem-sucedido (leia-se: paga suas contas e sobra dinheiro para diversão). Sua vida de PROMISCUIDADE não afeta negativamente as pessoas ao seu redor.

Só que aí a irmã dele, Sissy (interpretada pela LINDA Carey Mulligan, que também fez Drive), aparece em sua casa de surpresa e muda sua vida, acabando com seu estilo de vida.


E é basicamente isso o filme. Acho que a polêmica toda é porque o Brandon tem algumas várias TARAS SEXUAIS consideradas bizarras pela sociedade. Mas e daí? Como falei acima, ele não tá prejudicando diretamente ninguém com isso. Só que ele precisa se adequar ao "normal" enquanto sua irmã passa uns tempos com ele. Isso inclui DESTRUIR toda a coletânea de pornografia da casa.

Sim! Why not?

Brandon também é uma pessoa avessa a relacionamentos. Não acredita que se possa passar o resto da vida com uma só pessoa. Para ele, monogamia rima com monotonia. Por isso ele tenta diversificar sua vida sexual.

Então tem as reflexões propostas pela história: tem o lance das taras sexuais, fetiches, que já disse que não vejo nada demais; tem a questão dos relacionamentos e do poliamor. Há também algumas perguntas nas entrelinhas como: o certo é viver sozinho ou ter uma única pessoa para compartilhar a vida? Preciamos de alguém para ser feliz? Brandon é um misantropo pelo estilo de vida que escolheu? Será que as loiras que o protagonista encontrava nos metrôs era uma forma de dizer que ele era apaixonado pela irmã (também loira)? Se sim, mais uma outra questão para divagar: o TABU do incesto.


Eu achei o filme bem bacana. Mas veja sozinho. Não assista com alguém cheio de pudores. Mariana que me indicou ele. Porque ela não tem pudor algum.

Abaixo cena na qual Carey Mulligan canta "New York, New York". Que mulher! Me possua!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fazer o migué


Bom mesmo eram os namoros de quando eramos crianças. Funcionava da seguinte maneira: uma menina, conhecida como INTERMEDIARIA, chegava e perguntava a você, conhecido como PRETENDENTE, se gostava de FULANA DE TAL. Caso a resposta fosse positiva, a intermediaria iria correndo contar sua resposta para fulana. Ela vinha, te abraçava, dava um beijinho no seu rosto e pronto. Tava namorando. Easy, easy.

Daí você cresce e cria problemas, vários obstáculos e etapas no meio do caminho, tornando tudo mais complicado.

Drive

Não sei o que vocês pensaram, mas a cena inicial de Drive me faz lembrar MUITO daquele jogo "Driver" para Playstation 1. Deu vontade de jogar.


Tá. Agora já sabemos que o filme fala de um motorista de fugas. Mas quem ele é? Qual seu nome? Como ele entrou nessa vida?

A história não gira em torno dos carros, mas sim do motorista. Não é como Velozes e Furiosos, por exemplo. Esse motorista (SIM, ELE NÃO TEM NOME) trabalha legalmente como mecânico e dublê em filmes, mas a noite realiza esse serviços de fuga. 5 minutos é tudo que ele precisa para salvar a pele dos bandidos. Ele não usa armas, apenas dirige.


Por que ele faz tantas atividades ilícitas? É pelo dinheiro? Se sim, para que? Ou é pelo prazer de correr riscos? Como ele consegue esconder sua identidade dos outros?


Certo dia o PILOTO esbarra na vizinha. Ele evitou esse encontro por dias (no supermercado, no elevador, etc), mas não pôde deixar de ajudá-la quando o carro da mesma sofreu uma pane. E com uma vizinha linda daquela, é difícil não se apaixonar. O motorista não queria, mas acabou se envolvendo. Tentou evitar, mas não conseguiu.


Irene, a vizinha, tem um filho. É mãe solteira. O pai da criança, Standart, está prestes a ser liberado da prisão, mas guarda débitos com alguns dos presos e pessoas vem cobrar essas dividas, pondo em risco a vida de Irene e do garoto. O motorista se prontifica a ajudar o marido da mulher pelo qual se apaixonou. Só que algo dá errado e... você precisa ver.


Drive é um filme intenso. Passa muito rápido. Ryan Gosling, o ator que faz o motorista, consegue expressar suas emoções sem falar muito. De fato, ele não fala quase nada. É um cara que age. A paixão que ele sente é inexplicável. Mas é assim mesmo, né? Um dia com alguém ja é suficiente para se apaixonar. Por isso que ele passa a se importar com ela. E isso porque eu só contei UM único beijo deles no filme inteiro. Numa cena completamente "FODA-SE ESTA MERDA, VOCÊS ESTRAGARAM TUDO" após a fuga que deu problemas.

O escorpião nas costas do macacão do motorista lembra aquela parábola do escorpião e do sapo. Nunca ouviu falar?

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza." (Fonte)

Gostei muito do final, mas sinceramente não entendo todo esse HYPE em torno do filme (vi muitas resenhas positivas na internet). Talvez eu tenha deixado passar alguma coisa. Sei lá. Recomendo mesmo assim. Penso em um dia, mais pra frente, rever.

American Horror Story (Primeira temporada)


8 de Novembro de 2011. Ariane me recomendou AHS. Assisti 20 minutos do piloto, achei um saco e desisti. 7 de Dezembro do mesmo ano, Juliana recomenda. Vejo o piloto completo e um pedaço do segundo... e desisto. Daí agora, sexta passada, Lissa fala da série. Três pessoas não podiam estar enganadas. Em dois dias terminei de assistir. E é muito bom! (O errado era eu).


A ideia que eu tinha sobre a série é que ela era de terror. Por causa do nome. Horror. Terror pra mim significa ter susto, medo ou suspense. Depois que terminei a série percebi que ela não tem os dois primeiros ingredientes, mas o suspense... sabe aquela ansiedade para descobrir alguma coisa? Quando você assiste algo e passa a teorizar sobre o acontecimento e a resposta não está explicita? Esse é o sentimento. Tipo, mas não igual, a Lost.


Tudo que acontece em American Horror Story é horrível, mas a série tem um mérito impressionante em nos instigar a favor dela. Não é – e agora percebo isso muito bem – uma questão de susto. É uma questão de angústia. De incômodo. De medo. Mas não do medo que faz você gritar por conta de uma sombra, mas o medo que te faz temer a dor, muito mais que a morte.(Fonte)


O enredo é clichê, mas não seja enganado como eu fui. Há um casal (Ben e Vivian) com sua filha (Violet). Ben traiu Vivian e, depois de muita insistência, de modo a tentar superar o ocorrido e começar do zero, resolveram se mudar para um novo lugar. Sempre há esperanças que as coisas melhorem em um local novo, né? É que nem formatar o computador. A gente sempre acha que vai ficar mais rápido, mas vai ser tudo como antes ou pior. Divago.


Esse novo local é uma mansão dos anos 1920. Um local muito aprazível. Só que tem alguns poréns. A casa é muito barata e o casal HARMON questiona a corretora o motivo. Ela explica que a última família que viveu na casa (um casal gay) morreu por lá. Assassinato seguido de suicídio. Por isso o imóvel vale tão pouco. OH, MAS NÃO TEM PROBLEMA SENHORA CORRETA, EU NÃO ACREDITO EM ASSOMBRAÇÃO/FANTASMAS/ESPÍRITOS/ETC. Bom pra você. Sua crença não significa nada.


(Outro paralelo que faço com LOST é a casa. Tudo gira em torno do local. Igual ao que aconteceu na ILHA. E, não, a série não é "dos mesmos criadores de LOST". É do criador de Nip/Tuck).


Ao longo da temporada vamos descobrindo que não foi só isso que aconteceu por lá. Isso já se percebe no episódio piloto, mas não posso estragar a surpresa de vocês.


SURPRESA. Isso mesmo. A principio todos os personagens que vão sendo inseridos na trama parecem desconexos, estão lá apenas por estar, mas será que é assim? O que eles tem em comum? As pistas são dadas na história e cabe ao espectador, em um primeiro momento, tentar desvendá-las. Um verdadeiro trabalho de detetive.


(Mais uma semelhança com Lost. Ben lembra muito Jack. A razão. Sempre em busca de explicação para tudo. Ele se esforça demais para dar sentido as coisas, não quer acreditar/aceitar o que seus olhos veem).


A série nos joga um monte de perguntas, mas boa parte delas são respondidas no episódio seguinte. E é tudo bastante CRÍVEL, sabe? Para uma série com elementos sobrenaturais. A história é bem montada, as coisas fazem sentido. Quando você terminar de ver a série, talvez até queira revê-la. Porque quando as respostas são mostradas, o seu novo olhar assistirá já sabendo de tudo e frases como "AH, ENTÃO FOI POR ISSO QUE FULANO FEZ ISSO" ou "AGORA FAZ SENTIDO PORQUE ELA AGIU ASSIM COM ELE" sairão de sua boca (ou da sua mente, se você não falar com seu monitor).


(Ainda Lost. A série se passa no presente, mas sempre há flashbacks dos moradores, antigos e atuais. Esse recurso é usado para "costurar" algumas pontas soltas na história).


Eu não tô contando muita coisa para não estragar a surpresa de vocês. Pode confiar e assistir que o final não vai decepcionar. Não conheço muitas séries de terror (pra falar a verdade não lembro de ter visto nenhuma). Recomendo.


Para mais imagens da primeira temporada, visite meu tumblr: http://DiasComuns.tumblr.com.

sábado, 1 de setembro de 2012

Loucamente Apaixonados (Like Crazy)

Um outro título em português apropriado para Like Crazy poderia ser "Namorinho de verão". Só que não faria jus a essência da história que, mesmo tendo começado assim, vai muito além.

A história gira em torno de dois adolescentes: Anna, uma intercambista inglesa, e Jacob, um estudante americano. Eles trocam olhares em uma aula na qual Jacob é o monitor e ela decide, com muita cara-de-pau, escrever uma cartinha para ele. Depois que a vergonha de dar o passo inicial é posta de lado, os dois começam a manter conversas diárias e ENAMORAM-SE.


Como toda paixão, o inicio sempre é mais divertido. Porque não se conhece o outro. Então há muitos assuntos a serem falados e nenhum é menos importante que o outro. E até quando ficam em silêncio, não há aquele clima de constrangimento ou a vontade de falar para quebrá-lo. O casal tem muita sintonia e estão sempre a vontade na presença do outro. A tensão amorosa está sempre no ar. Dava pra sentir!

Só que Anna, por estar no intercambio, precisa voltar a Inglaterra para renovar o seu visto, que está para expirar. Lembra aquela comunidade do Orkut "Só mais 5 minutinhos"? Pois é. Anna resolve prolongar sua estadia nos EUA e vivenciar ao máximo a experiência amorosa. Quando não há mais como adiar, ela volta ao seu país


Jacob vai visitá-la pouco tempo depois para matar as saudades. Fazem vários planos juntos. Só que quando Anna resolve voltar aos EUA... lembra o problema do visto? Pois é. Ela só poderia voltar para o país depois de 6 meses, como punição por ter infringido as leis. AÍ COMEÇA O DRAMA.

E é esse drama que vocês precisam assistir. Ficam as perguntas: Eles irão ficar juntos? Será que o amor resiste a distância? Como seguir uma vida em um lugar pensando na vida que poderia se estar vivendo em outro? Como os amigos podem auxiliar? E a família? E quando você conhece a "bagagem" amorosa do outro? Como lidar com os ciumes e todas as outras conjecturas que uma mente apaixonada e fértil pode imaginar? Por que se esforçar tanto por alguém de tão longe quando há alguém por perto que gosta de você?


O romance do casal lembra muito outros dois filmes que vi: Submarine e Paper Heart. Porque rola todos os conflitos "bestas" de um casal apaixonado. Outra coisa bacana são os presentes. Não se dá qualquer presente ao namorad@. Tem que ser algo especifico. Especial. E rola muito isso no filme. Jacob é um design de moveis e cria uma cadeira para Anna. Ela, em retribuição, escreve "O Livro do Amor", onde conta todos os bons momentos do casal desde que se conheceram, com fotos e tudo mais. É lindo. Todos vomitam arco-iris nessa hora.


Algo que achei estranho é que não são mostrados os amigos de Jacob. Ou mesmo sua família (sua mãe). É como se eles nem existissem. Por outro lado, Anna aparece ao lado dos pais, dos amigos, colegas de trabalho... e é estranho, sabe? Porque ela que aparentemente tem uma vida FEITA em Londres, uma rede de relacionamentos, e quer largar tudo para começar uma vida ao lado do namorado. Do zero. Só que Jacob nem cogita morar em Londres. Começou seu próprio negócio e não pretende sair de lá. O trabalho, de certa forma, prende as pessoas ao local de nascimento. Se não há perspectivas de prosperidade em outro canto, as pessoas desistem das mudanças. É o único argumento que utilizo para "defender" Jacob. Ser racional demais. Ou covarde.


Outra coisa que ficou faltando foi a comunicação do casal. Aconteceu muito por telefone e SMS, mas nem falaram da internet. Veja que eles tinham o problema do fuso horário e acredito que a internet serviria como ferramenta para manter o contato diário. Ou talvez isso só provocasse ciumes, sei lá.

Senti muita empatia pelos dois, dá pra perceber a dor deles quando estão longe e como se esforçam para tentar seguir com a vida. Mas é aquela coisa, né? Não dá para simplesmente esquecer o outro. Quer dizer, em outros filmes dá, como BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS ou VANILLA SKY, mas (in)felizmente não é o caso desse. Como lidar?


Por fim, mesmo sem você saber o final, a última pergunta que fica é: VALEU A PENA TODA ESSA PAIXÃO?

Recomendo muito assistirem. Já tá na minha lista de filmes favoritos. Obrigado por te recomendado, Yuffie!