domingo, 9 de julho de 2017
ALMADA, Sandra. Mídia e educação no Brasil. in: Cadernos do terceiro mundo, n. 166, 1993.
Contexto histórico da chegada da televisão ao Brasil. Conflito de mídia contra as escolas e a leitura. Sugestões para combater a ideologia de massa feita pela televisão. Diferenças entre os paises de 1º e 3º mundo em relação á chegada da televisão. Mostra-se o impacto causado pela TV a população iletrada, choque esse que vem da manipulação de imagens e sons. Critica a escolarização via veículos de mídia, onde se “acena com uma escolarização rápida e fácil”. Aponta a evasão escolar e ressalta a tensão entre escola e sociedade devido à crise que essa sofre. Explicação do maior contingente atingido pela mídia é a de que “a mídia penetra em lugares onde o livro não entra, porque a energia elétrica é ainda mais barata que o livro”. Revela a falta do habito de leitura entre a população. Mostram-se soluções para tentar combater o que à mídia impõe. Critica ao livro didático como guia fundamental a educação. Estimulo a leitura de ficção para habituar o jovem leitor. Falta de incentivo do governo como referência a cultura.
MEGGERS, Betty J. América Pré-Histórica. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. cap. 1
O Contraste entre velho e novo mundo é mostrado, destacando os ambientes diversos e a sua relação com o desenvolvimento cultural pré-histórico.
As dificuldades da arqueologia para a interpretação de dados acontecem devido às informações incompletas, o progresso na pesquisa e até mesmo com a abundância de evidências. Essa dificuldade também aparece na datação da escala de tempo, pois apesar da descoberta do carbono-14, este material não mostra uma data exata, mas sim um período de tempo.
Segundo a autora, “a generalização requer a eliminação de evidências conflitantes”.
As descobertas dos povos pré-históricos modificaram o mundo atual. Os exemplos citados são: a borracha no novo mundo, o chocolate na civilização asteca, milho, fumo e a batata “inglesa”.
Podemos estudar isoladamente a evolução entre o novo e velho mundo, entretanto suas histórias não são completamente independentes devido a falta de clareza quanto aos povos transpacificos terem causado ou não um grande impacto sobre o desenvolvimento cultural do novo mundo.
A Autora termina o capítulo com um aviso quanto as evidências que estão e podem ser eliminadas devido a problemas como a expansão das cidades, construções de casas e estradas, agricultura e barragens.
As dificuldades da arqueologia para a interpretação de dados acontecem devido às informações incompletas, o progresso na pesquisa e até mesmo com a abundância de evidências. Essa dificuldade também aparece na datação da escala de tempo, pois apesar da descoberta do carbono-14, este material não mostra uma data exata, mas sim um período de tempo.
Segundo a autora, “a generalização requer a eliminação de evidências conflitantes”.
As descobertas dos povos pré-históricos modificaram o mundo atual. Os exemplos citados são: a borracha no novo mundo, o chocolate na civilização asteca, milho, fumo e a batata “inglesa”.
Podemos estudar isoladamente a evolução entre o novo e velho mundo, entretanto suas histórias não são completamente independentes devido a falta de clareza quanto aos povos transpacificos terem causado ou não um grande impacto sobre o desenvolvimento cultural do novo mundo.
A Autora termina o capítulo com um aviso quanto as evidências que estão e podem ser eliminadas devido a problemas como a expansão das cidades, construções de casas e estradas, agricultura e barragens.
GIARDINA, Andréa (dir.). O Homem romano. Lisboa: Presença, 1991.
O Autor aborda a origem do termo humanitas, traduzido do grego paidéia e vindo também de outra palavra grega, philanthropia, distinguindo os homens dos bárbaros. Não há consenso entre humanitas ser sinônimo de progresso ou inquietação, mas ela corresponde ao que chamamos de civilização. Os povos greco-romanos não acreditavam que os bárbaros fossem apenas brutos e ignorantes, devido ao comercio sabiam que o mundo era vasto e que não eram os únicos civilizados.
O mundo que os romanos dominavam, oikoumene, era aquele que podiam explorar e vangloriavam-se por domina-lo. Os estóicos consideravam-se cosmopolitas, faziam parte da ordem dos fenômenos naturais em qualquer lugar que estivessem, sendo bárbaro ou não. O termo bárbaro é usado para designar os estrangeiros do império.
A philanthropia “consiste em ter um comportamento amigável com todos os homens e não apenas com os amigos políticos”. Segundo o autor, “ser homem significa renunciar cortesamente à sua própria superioridade”.
No aspecto bélico, os vencidos civilizados eram melhores tratados do que os considerados bárbaros e não tinham sua pena de morte decretada, eram exilados. A guerra era feita apenas se não houvesse mais nenhuma forma de negociação, segundo Cícero. A Roma republicana não se considerava um povo de raça superior.
Durante o período de paz no império de Augusto, acreditou-se em um “ontem bárbaro e um hoje civilizado”. Roma não tinha condições de romanizar os povos conquistados, entretanto estes o faziam espontaneamente. Havia um intercambio cultural entre gregos e romanos, onde adotavam os jogos olímpicos (os romanos) e os gladiadores (os gregos).
O aspecto jurídico mostrava que o direito romano era rigoroso com os mais fracos, não sendo tão “humano”. A aparente tolerância a cultura de outros povos, principalmente o aspecto religioso, era uma falsa impressão.
O mundo que os romanos dominavam, oikoumene, era aquele que podiam explorar e vangloriavam-se por domina-lo. Os estóicos consideravam-se cosmopolitas, faziam parte da ordem dos fenômenos naturais em qualquer lugar que estivessem, sendo bárbaro ou não. O termo bárbaro é usado para designar os estrangeiros do império.
A philanthropia “consiste em ter um comportamento amigável com todos os homens e não apenas com os amigos políticos”. Segundo o autor, “ser homem significa renunciar cortesamente à sua própria superioridade”.
No aspecto bélico, os vencidos civilizados eram melhores tratados do que os considerados bárbaros e não tinham sua pena de morte decretada, eram exilados. A guerra era feita apenas se não houvesse mais nenhuma forma de negociação, segundo Cícero. A Roma republicana não se considerava um povo de raça superior.
Durante o período de paz no império de Augusto, acreditou-se em um “ontem bárbaro e um hoje civilizado”. Roma não tinha condições de romanizar os povos conquistados, entretanto estes o faziam espontaneamente. Havia um intercambio cultural entre gregos e romanos, onde adotavam os jogos olímpicos (os romanos) e os gladiadores (os gregos).
O aspecto jurídico mostrava que o direito romano era rigoroso com os mais fracos, não sendo tão “humano”. A aparente tolerância a cultura de outros povos, principalmente o aspecto religioso, era uma falsa impressão.
Religião e arte funerária no Egito.
Havia no Egito a concepção de que o Faraó foi criado antes de todas as outras coisas, até mesmo da morte, concebendo-se assim a idéia de sua vida eterna.
Os Egípcios tinham uma noção de que o Ka (energia vital) e Ba (a alma) constituíam o ser humano. Quando alguém morria, o Ba deixava o corpo para vagar por locais que a pessoa conhecia e voltava ao tumulo ao anoitecer. Ao mumificar um corpo, este passava a ser um Osíris, devido ao fato dele ser a representação divina que julgava os mortos através da pesagem do coração numa balança com uma pena. Caso tivesse o mesmo peso que a pena, seria considerado inocente. De outro modo, seu corpo seria jogado a um animal que estaria encarregado de devorar seu coração.
Todos os seres vivos eram classificados como deuses, deusas, espíritos (akh), morto (mut). Ao passar pelo rito de mumificação ressuscitava e passava a ser um akh necessitando assim das oferendas alimentícias deixadas na tumba.
Os Egípcios temiam a morte devido a possível destruição de seu tumulo, o que faria com que ele não pudesse regressar ao seu corpo. Alem disso, caso destruíssem sua boca, ele não poderia se comunicar dizendo seu nome no mundo dos mortos. Estes arrombadores de túmulos eram conhecidos como Adoradores de Seth, devido ao mito de que Seth tinha esquartejado Osíris.
Antes do período médio da história do Egito, não era comum que pessoas alem do faraó fossem mumificadas. Este costume caiu em desuso após o período médio, com a crença de que mais pessoas deveriam ter a vida eterna.
Após morte havia três concepções predominantes no Egito: o retorno do morto a tumba, a vida celeste e a vida no reino subterrâneo de Osíris.
A reforma religiosa promovida por Akenaton trouxe a idolatria a um só deus e o Osíris deixou de “existir” durante este reinado, fazendo com que os rituais funerários fossem prejudicados. Após sua morte, tudo foi restabelecido.
No período pré-dinástico, se enterrava o morto na própria terra. Depois vieram a enterrá-los em caixões para, tempos depois, mumificá-lo.
O termo múmia foi um nome dado pelos árabes (mummiya). O processo de mumificação demorava cerca de 70 dias e consistia em: desidratar a múmia com catrão retirar os órgãos da vitima por uma incisão em sua barriga e colocado em vasilhas especiais, seu corpo perfumado e preenchido com palha e pó de serra para ajudar a conservação e durante todo o processo de mumificação era seguido de orações dos sacerdotes. Depois seu corpo era transportado por todo o rio Nilo numa espécie de carreata para por ultimo ser sepultado.
Os Egípcios tinham uma noção de que o Ka (energia vital) e Ba (a alma) constituíam o ser humano. Quando alguém morria, o Ba deixava o corpo para vagar por locais que a pessoa conhecia e voltava ao tumulo ao anoitecer. Ao mumificar um corpo, este passava a ser um Osíris, devido ao fato dele ser a representação divina que julgava os mortos através da pesagem do coração numa balança com uma pena. Caso tivesse o mesmo peso que a pena, seria considerado inocente. De outro modo, seu corpo seria jogado a um animal que estaria encarregado de devorar seu coração.
Todos os seres vivos eram classificados como deuses, deusas, espíritos (akh), morto (mut). Ao passar pelo rito de mumificação ressuscitava e passava a ser um akh necessitando assim das oferendas alimentícias deixadas na tumba.
Os Egípcios temiam a morte devido a possível destruição de seu tumulo, o que faria com que ele não pudesse regressar ao seu corpo. Alem disso, caso destruíssem sua boca, ele não poderia se comunicar dizendo seu nome no mundo dos mortos. Estes arrombadores de túmulos eram conhecidos como Adoradores de Seth, devido ao mito de que Seth tinha esquartejado Osíris.
Antes do período médio da história do Egito, não era comum que pessoas alem do faraó fossem mumificadas. Este costume caiu em desuso após o período médio, com a crença de que mais pessoas deveriam ter a vida eterna.
Após morte havia três concepções predominantes no Egito: o retorno do morto a tumba, a vida celeste e a vida no reino subterrâneo de Osíris.
A reforma religiosa promovida por Akenaton trouxe a idolatria a um só deus e o Osíris deixou de “existir” durante este reinado, fazendo com que os rituais funerários fossem prejudicados. Após sua morte, tudo foi restabelecido.
No período pré-dinástico, se enterrava o morto na própria terra. Depois vieram a enterrá-los em caixões para, tempos depois, mumificá-lo.
O termo múmia foi um nome dado pelos árabes (mummiya). O processo de mumificação demorava cerca de 70 dias e consistia em: desidratar a múmia com catrão retirar os órgãos da vitima por uma incisão em sua barriga e colocado em vasilhas especiais, seu corpo perfumado e preenchido com palha e pó de serra para ajudar a conservação e durante todo o processo de mumificação era seguido de orações dos sacerdotes. Depois seu corpo era transportado por todo o rio Nilo numa espécie de carreata para por ultimo ser sepultado.
CROUZET, Maurice. O Oriente e a Grécia. Tomo I. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1955.
A Mesopotâmia é a região banhada por dois grandes rios, Tigre e Eufrates. Dividida em alta, media e baixa mesopotâmia, apresenta terras férteis e terrenos montanhosos. Os povos que a habitaram recebiam influencias de outras civilizações e sua fragmentação em várias cidades-estados, precárias defesas naturais e conflitos internos, não permitiram que houvesse uma unificação duradoura na região. A cidade era a unidade política principal e cada uma delas “pertencia” a uma divindade diferente. O Soberano mesopotâmico tinha obrigações administrativas, militares e religiosas. No papel de representante dos deuses, intercedia a favor dos homens para garantir condições favoráveis à vida. Os Assírios são uma das civilizações que se destacam pelo seu poderio militar e o uso do cavalo como arma de guerra. O Código de Hamurábi revela a existência de uma guarda real permanente, enquanto o resto da população é mobilizada apenas em caso de necessidade e recebem um soldo por isso. Na reinado de Hamurábi houve certo controle sobre as comunidades mesopotâmicas, onde o mesmo designava governadores para gerenciar estas comunidades. O Palácio é o centro de organização administrativa da mesopotâmia. É lá que o soberano está e onde escravos, soldados, servidores e escribas exercem algumas de suas funções, todos sob a supervisão de um intendente. Ainda no palácio havia os armazéns onde era acumulada a riqueza do estado. Este capital podia ser emprestado a título de juros, tornando o rei uma espécie de banqueiro. Os templos eram inúmeros na cidade e obedeciam a uma hierarquia, na qual o mais importante era o que representava a divindade da cidade em questão. Neles eram realizadas as cerimônias ritualísticas promovidas pelos sacerdotes e todas as classes sociais estavam representadas no templo. Também funcionava como administrador das terras arrendadas e possuía armazéns, depósitos, tesouros e comerciantes. A sociedade, conforme o código de Hamurábi, é dividida em três classes: a dos cidadãos livres, a classe intermediária dos subalternos e os escravos como bens imobiliários. Estes escravos eram supostamente estrangeiros e com o tempo haviam nascidos escravos no próprio país, tanto por pais escravos, como de pais livres. A libertação de um escravo se dava em comum acordo com o senhor por meio de um pagamento. Depois haveria o ritual da “purificação” para que ele se tornasse realmente liberto. A mulher possuía autonomia jurídica e podia pedir a separação com um motivo válido. Entretanto, apesar da monogamia vigente, o homem poderia arranjar uma outra esposa caso a sua fosse estéril ou não arcasse com os deveres do lar. Entretanto, a primeira continuaria sendo a “oficial”. A Agricultura era uma tarefa economia essencial para o bom funcionamento da sociedade. A terra era preparada para o plantio, canais de irrigação e drenagens eram construídos, bem como reservatórios. A domesticação de animais exerceu um papel fundamental no trabalho de arar a terra, por exemplo. A região da mesopotâmia não era rica em recursos minerais. Estes eram importadas do exterior. Os comboios e os canais eram o meio de transporte para a importação e exportação de recursos.
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