domingo, 9 de julho de 2017

Arqueologia no Nordeste Brasileiro

O Atual nordeste brasileiro foi ocupado em sua pré-história por grupos de caçadores estabelecidos próximo aos rios e fontes de água. Coabitando junto com estes grupos humanos havia animais da megafauna como: tigres dentes-de-sabre, tatus gigantes e mastodontes.
Os sítios de Mirador e Pedra do Alexandre no Seridó ilustram, com seus registros rupestres, as datas mais antigas de ocupação da região potiguar.

Há no nordeste brasileiro, bem como na região potiguar, três tradições: Itaquatiara, Agreste e Nordeste. A tradição Itaquatiara é retratada sobre rochas que estavam próximas a cursos de água. Continha desenhos, sinais, círculos, quadrados e linhas. A tradição Agreste apresenta marcas de mãos e pés, alem de desenhos antropomorfos e zoomorfos, todos em tamanho grande. A tradição Nordeste, ao contrário, são retratadas em tamanho pequeno, dotadas de enfeites, caracterizando o homem pré-histórico dentro de um contexto social.

COPPENS, Yves. Pré-âmbulos: Os Primeiros passos do Homem. Gradiva, 1990

Os aspectos evolutivos são abordados na origem do Homem atual, onde seus ancestrais são de origem africana, única e tropical. A espécie vai evoluindo devido as dificuldades impostas pelo meio. Comenta-se a evolução paralela entre os hominídeos e os primatas, bem como o cotidiano de ambos e utensílios utilizados (necessitando, deste modo, de conhecimento, reflexão e consciência). O Principio da formação da família dá-se através da sedentarização, onde as relações monogâmicas fazem despontar o desejo de proteger a prole, pois os laços que se teceram então entre mãe e filho constituíram a primeira resposta da seleção natural a estes perigos: o primeiro amor do homem.  As formas de expressão por meio de símbolos são um dos preceitos para o surgimento da escrita.

ALMADA, Sandra. Mídia e educação no Brasil. in: Cadernos do terceiro mundo, n. 166, 1993.

Contexto histórico da chegada da televisão ao Brasil. Conflito de mídia contra as escolas e a leitura. Sugestões para combater a ideologia de massa feita pela televisão. Diferenças entre os paises de 1º e 3º mundo em relação á chegada da televisão. Mostra-se o impacto causado pela TV a população iletrada, choque esse que vem da manipulação de imagens e sons. Critica a escolarização via veículos de mídia, onde se “acena com uma escolarização rápida e fácil”. Aponta a evasão escolar e ressalta a tensão entre escola e sociedade devido à crise que essa sofre. Explicação do maior contingente atingido pela mídia é a de que “a mídia penetra em lugares onde o livro não entra, porque a energia elétrica é ainda mais barata que o livro”. Revela a falta do habito de leitura entre a população. Mostram-se soluções para tentar combater o que à mídia impõe. Critica ao livro didático como guia fundamental a educação. Estimulo a leitura de ficção para habituar o jovem leitor. Falta de incentivo do governo como referência a cultura.

MEGGERS, Betty J. América Pré-Histórica. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. cap. 1

O Contraste entre velho e novo mundo é mostrado, destacando os ambientes diversos e a sua relação com o desenvolvimento cultural pré-histórico.

As dificuldades da arqueologia para a interpretação de dados acontecem devido às informações incompletas, o progresso na pesquisa e até mesmo com a abundância de evidências. Essa dificuldade também aparece na datação da escala de tempo, pois apesar da descoberta do carbono-14, este material não mostra uma data exata, mas sim um período de tempo.

Segundo a autora, “a generalização requer a eliminação de evidências conflitantes”.

As descobertas dos povos pré-históricos modificaram o mundo atual. Os exemplos citados são: a borracha no novo mundo, o chocolate na civilização asteca, milho, fumo e a batata “inglesa”.

Podemos estudar isoladamente a evolução entre o novo e velho mundo, entretanto suas histórias não são completamente independentes devido a falta de clareza quanto aos povos transpacificos terem causado ou não um grande impacto sobre o desenvolvimento cultural do novo mundo.

A Autora termina o capítulo com um aviso quanto as evidências que estão e podem ser eliminadas devido a problemas como a expansão das cidades, construções de casas e estradas, agricultura e barragens.

GIARDINA, Andréa (dir.). O Homem romano. Lisboa: Presença, 1991.

O Autor aborda a origem do termo humanitas, traduzido do grego paidéia e vindo também de outra palavra grega, philanthropia, distinguindo os homens dos bárbaros. Não há consenso entre humanitas ser sinônimo de progresso ou inquietação, mas ela corresponde ao que chamamos de civilização. Os povos greco-romanos não acreditavam que os bárbaros fossem apenas brutos e ignorantes, devido ao comercio sabiam que o mundo era vasto e que não eram os únicos civilizados.

O mundo que os romanos dominavam, oikoumene, era aquele que podiam explorar e vangloriavam-se por domina-lo. Os estóicos consideravam-se cosmopolitas, faziam parte da ordem dos fenômenos naturais em qualquer lugar que estivessem, sendo bárbaro ou não. O termo bárbaro é usado para designar os estrangeiros do império.

A philanthropia “consiste em ter um comportamento amigável com todos os homens e não apenas com os amigos políticos”. Segundo o autor, “ser homem significa renunciar cortesamente à sua própria superioridade”.

No aspecto bélico, os vencidos civilizados eram melhores tratados do que os considerados bárbaros e não tinham sua pena de morte decretada, eram exilados. A guerra era feita apenas se não houvesse mais nenhuma forma de negociação, segundo Cícero. A Roma republicana não se considerava um povo de raça superior.

Durante o período de paz no império de Augusto, acreditou-se em um “ontem bárbaro e um hoje civilizado”. Roma não tinha condições de romanizar os povos conquistados, entretanto estes o faziam espontaneamente. Havia um intercambio cultural entre gregos e romanos, onde adotavam os jogos olímpicos (os romanos) e os gladiadores (os gregos).

O aspecto jurídico mostrava que o direito romano era rigoroso com os mais fracos, não sendo tão “humano”. A aparente tolerância a cultura de outros povos, principalmente o aspecto religioso, era uma falsa impressão.