Há um anime chamado Hikaru no Go, onde o personagem principal (Hikaru) encontra na casa do seu avô um tabuleiro de Go (um jogo chinês). O garoto, que não sabia nada sobre o jogo, vai limpar o objeto e acaba acordando o espírito de um antigo jogador de Go, Fujiwara no Sai. Por ser apaixonado pelo jogo e por desejar realizar uma jogada chamada Kami no Itte (A Jogada de Deus ou Lance Divino), Sai não consegue se desprender do plano físico para o plano espiritual. A história do anime vai contando o desenvolvimento de Hikaru no jogo, as vezes auxiliado por Sai, as vezes sozinho.
Esse breve contexto é só para contar uma historinha semelhante.
O Turco foi o nome de um automato falso que jogava xadrez. Porem na época de sua invenção, por volta de 1770, as pessoas não sabiam que o automato era uma fraude, ou seja, que não era realmente automatizado, mas sim controlada por alguém.
A maquina, operada por um enxadrista habilidoso por dentro, venceu a maioria de suas partidas contra jogadores humanos (Só não iriam ser jogadores extraterrestres, né?), incluindo personalidades como Napoleão Bonaparte e Benjamin Franklin. E as pessoas que presenciavam as exibições públicas de O TURCO ficavam "Ohhhhhhh!". Não é a toa, né? Uma maquina de inteligência artificial ainda hoje surpreende as pessoas, que dirá naquela época. Uma analogia forçada que podemos fazer são as partidas de xadrez entre o computador Deep Blue e Garry Kasparov
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Te Amarei para Sempre (The Time Traveler’s Wife)
Achei que essa história fosse limitada apenas ao livro. Ariane então me disse que existia um filme chamado "TE AMAREI PARA SEMPRE" com a mesma sinopse que descrevi pra ela. Qual não foi minha surpresa quando soube que este foi o título em português escolhido para o filme. Não entendo... por que não usar a mesma tradução do livro, "A Mulher do Viajante do Tempo"? Divago.
A ideia que eu tinha da história era um Doctor Who com romance e sem (tantos) mistérios.
Apesar da sinopse falar sobre condição genética, isso é meio que forçado na história para dar uma justificativa. As vezes é melhor nem falar sobre isso, sabe? Mas mesmo que seja isso que dê a capacidade de viajar, como ficariam os descendentes? Teria isso algo a ver como evolução humana, tipo X-MEN? Reflito.
Sobre a história... O Henry viaja no tempo e conhece o "amor" da vida dele quando ela era criança. Só que ela não é o amor da vida dele, né? Ela é só uma garotinha. Não é adolescente nem nada. É quase um ALICIAMENTO DE MENORES, porque ela quem se apaixona por aquele cara que veio do futuro. Sem mais nem menos, entende? "olá, senhor do futuro, estou apaixonada por você". Bem, paixão não precisa de explicação, mas a forma que a história se desenrolou no filme foi bem rasa pra justificar esse envolvimento. Sim, viagem no tempo é raso.
Como disse anteriormente, Henry é quem é o amor da vida de Clare e não o contrário. Quando ela já está adulta, encontra-o novamente e eles começam um relacionamento. Só que Henry nunca se propôs a isso de verdade. Não é como se ele estivesse procurando por ela durante toda sua vida, mas sim o contrário. Isso porque o Henry do futuro visitou a Clare do passado várias vezes, dizendo alguma das coisas que aconteceriam com o Henry do presente. Mas e daí?
Já como um casal, a história vai mostrando os problemas que as viagens no tempo acarretam. Como controlar onde ir? Como evitar ir? Como fazer uma relação durar quando não se sabe controlar o poder? As vezes o filme lembra um pouco Benjamin Button e Source Code. A história muda de foco: passa a ser sobre a vida de um homem casado que viaja no tempo sem querer.
Bem, pelo menos ele realizou o sonho de toda pessoa que gostaria de ir ao futuro: ganhar na loteria.
Um ponto negativo da história é só mostrar as viagens ao passado. As do futuro nunca são mostradas. Talvez falta de orçamento. Não sei se o livro cita isso.
No geral é um filme bem sessão da tarde. Não tem nada demais. Provavelmente o livro é melhor.
A ideia que eu tinha da história era um Doctor Who com romance e sem (tantos) mistérios.
Henry DeTamble (Eric Bana) conheceu Clare Abshire (Rachel McAdams) quando tinha apenas 6 anos, em um campo perto da casa de seus pais. Logo eles se tornaram grandes amigos, avançando para confidentes e depois amantes. Só que há um problema: o futuro de Clare é o passado de Henry. Ele é um viajante do tempo, devido a uma modificação genética rara que o faz levar a vida sem saber em que época estará. O fato de Henry conhecer o futuro sempre incomodou Clare, mas agora a situação se inverteu. Quando Henry volta no tempo para encontrar Clare aos 6 anos, é ela que, em sua fase adulta, sabe qual será o futuro de seu amado. (Fonte)
Apesar da sinopse falar sobre condição genética, isso é meio que forçado na história para dar uma justificativa. As vezes é melhor nem falar sobre isso, sabe? Mas mesmo que seja isso que dê a capacidade de viajar, como ficariam os descendentes? Teria isso algo a ver como evolução humana, tipo X-MEN? Reflito.
Sobre a história... O Henry viaja no tempo e conhece o "amor" da vida dele quando ela era criança. Só que ela não é o amor da vida dele, né? Ela é só uma garotinha. Não é adolescente nem nada. É quase um ALICIAMENTO DE MENORES, porque ela quem se apaixona por aquele cara que veio do futuro. Sem mais nem menos, entende? "olá, senhor do futuro, estou apaixonada por você". Bem, paixão não precisa de explicação, mas a forma que a história se desenrolou no filme foi bem rasa pra justificar esse envolvimento. Sim, viagem no tempo é raso.
Como disse anteriormente, Henry é quem é o amor da vida de Clare e não o contrário. Quando ela já está adulta, encontra-o novamente e eles começam um relacionamento. Só que Henry nunca se propôs a isso de verdade. Não é como se ele estivesse procurando por ela durante toda sua vida, mas sim o contrário. Isso porque o Henry do futuro visitou a Clare do passado várias vezes, dizendo alguma das coisas que aconteceriam com o Henry do presente. Mas e daí?
Já como um casal, a história vai mostrando os problemas que as viagens no tempo acarretam. Como controlar onde ir? Como evitar ir? Como fazer uma relação durar quando não se sabe controlar o poder? As vezes o filme lembra um pouco Benjamin Button e Source Code. A história muda de foco: passa a ser sobre a vida de um homem casado que viaja no tempo sem querer.
Bem, pelo menos ele realizou o sonho de toda pessoa que gostaria de ir ao futuro: ganhar na loteria.
Um ponto negativo da história é só mostrar as viagens ao passado. As do futuro nunca são mostradas. Talvez falta de orçamento. Não sei se o livro cita isso.
No geral é um filme bem sessão da tarde. Não tem nada demais. Provavelmente o livro é melhor.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Tubarão (Jaws)
Acabei de rever Tubarão. Acho que a única vez que assisti foi quando era pequeno, por volta dos 7 ou 10 anos, sei lá. Lembro de ter sentido medo e tomado vários sustos. A musiquinha instrumental de John Williams favoreceu muito.
Então resolvi rever. Se você ainda não viu... bem, deveria. É um clássico da história do cinema. Foi o campeão das bilheterias da época (1975) e tornou o nome do seu diretor, STEVEN SPIELBERG, conhecido.
Amity é o nome de uma ilhazinha que tem como ponto forte o turismo. Perto do feriado da independência americana, 4 de julho, vários turistas vão em direção ao local, mas um suposto ataque de tubarão deixa a população temerosa.
Brody, o xerife, é responsável por evitar o pânico. Ele deseja que o prefeito, Vaughn, contrate alguém para matar o animal. Só que Vaughn não tá muito a fim de desgastar o potencial turístico do local com um SUPOSTO ataque de tubarão. Brody então resolve se comunicar com um oceanógrafo, Hooper, para auxiliá-lo.
Após outro ataque, os pescadores da cidade se reúnem e vão a caça. E conseguem pegar um animal. Hooper faz a AUTOPSIA do mesmo, mas suas anotações não batem com a descrição com o animal capturado. Ele ainda está por aí e pronto para atacar! Brody e Hooper se juntam a um pescador, Quint, para tentar acabar com o tubarão de uma vez por todas.
Há aquele conflito entre a teoria (Hooper) e a prática (Quint). Um tem todo o conhecimento sobre tubarões, enquanto o outro detém a MALICIA de capturar o MONSTRO. No geral, Quint e Hooper entram em equilíbrio e um passa a respeitar o outro durante a caça.
Em suma: o filme ainda dá sustos. Só que aquela ação ininterrupta que eu pensava ter visto quando pequeno não existe. Foi tudo criação da minha mente. O filme é muito longo, quase 2 horas, sendo a última hora dedicada as idas e vindas na caça do bicho.
Rever o filme despertou uma ideia: SERÁ QUE O TUBARÃO ERA UMA EXPERIÊNCIA ALIENÍGENA? Em duas cenas reparei em um objeto deixando um rastro vermelho no céu. SERÁ? SERÁ? Igor disse que também poderia ser o Cometa Vermelho (Red Comet) do seriado Game of Thrones. QUEM SABE?
Clique na imagem para ampliar.
Então resolvi rever. Se você ainda não viu... bem, deveria. É um clássico da história do cinema. Foi o campeão das bilheterias da época (1975) e tornou o nome do seu diretor, STEVEN SPIELBERG, conhecido.
Amity é o nome de uma ilhazinha que tem como ponto forte o turismo. Perto do feriado da independência americana, 4 de julho, vários turistas vão em direção ao local, mas um suposto ataque de tubarão deixa a população temerosa.
Brody, o xerife, é responsável por evitar o pânico. Ele deseja que o prefeito, Vaughn, contrate alguém para matar o animal. Só que Vaughn não tá muito a fim de desgastar o potencial turístico do local com um SUPOSTO ataque de tubarão. Brody então resolve se comunicar com um oceanógrafo, Hooper, para auxiliá-lo.
Após outro ataque, os pescadores da cidade se reúnem e vão a caça. E conseguem pegar um animal. Hooper faz a AUTOPSIA do mesmo, mas suas anotações não batem com a descrição com o animal capturado. Ele ainda está por aí e pronto para atacar! Brody e Hooper se juntam a um pescador, Quint, para tentar acabar com o tubarão de uma vez por todas.
Há aquele conflito entre a teoria (Hooper) e a prática (Quint). Um tem todo o conhecimento sobre tubarões, enquanto o outro detém a MALICIA de capturar o MONSTRO. No geral, Quint e Hooper entram em equilíbrio e um passa a respeitar o outro durante a caça.
Em suma: o filme ainda dá sustos. Só que aquela ação ininterrupta que eu pensava ter visto quando pequeno não existe. Foi tudo criação da minha mente. O filme é muito longo, quase 2 horas, sendo a última hora dedicada as idas e vindas na caça do bicho.
Rever o filme despertou uma ideia: SERÁ QUE O TUBARÃO ERA UMA EXPERIÊNCIA ALIENÍGENA? Em duas cenas reparei em um objeto deixando um rastro vermelho no céu. SERÁ? SERÁ? Igor disse que também poderia ser o Cometa Vermelho (Red Comet) do seriado Game of Thrones. QUEM SABE?
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Que pena tu boda
Continuação do filme chileno "Que pena tu vida", que por algum motivo obscuro não fiz a resenha por aqui.
No filme anterior (ver paragrafo acima), a temática da história envolvia amizade: um casal de amigos que, no fim, percebia que gostavam um do outro. Tudo isso envolvendo muitas referências a internet (facebook, youtube, twitter, etc).
Em "que pena tu boda", esse casal está namorando já há algum tempo. O tema da vez é casamento. Só que Javier, o homem, não acredita em relacionamentos duradouros. Não acredita na monogamia. E não é por não gostar da namorada, apenas acha impossível não se interessar por outras pessoas ao longo da vida.
A história vai mostrando esses temas. De que a mulher, Ângela, é DOIDA por casar. Que casamento é a cereja no bolo da felicidade conjugal. Não é bem assim, né? Em dado momento da história, logo no início, Ângela acredita estar gravida. Javier pede-a em casamento e o debate continua: ele está querendo casar por AMOR ou pela gravidez?
Outro ponto interessante é a discussão sobre o ideal tradicional de família. Que tem que casar na igreja, que tem que ficar junto até o fim, custe o que custar, etc. Há uma cena muito interessante que mostra a preocupação da mãe de Ângela por Javier querer se casar apenas no civil. Ela tem medo de que o neto, após sua morte, vá para o LIMBO, afinal não iria ser batizado.
A produção tem essa LINGUAGEM JOVEM (aparentemente só jovens usam a internet, né? NÃO), então o filme usa e abusa dessas redes sociais mais famosas para criar situações: os créditos iniciais igual ao Facebook, a troca de mensagens via Twitter, o desejo de adotar crianças porque BRAD e ANGELINA também o fazem, as camisas de Javier com diversas #hashtags, uma sextape caindo em sites pornográficos, as redes sociais como locais denunciadores de TRAIÇÕES, o encerramento no estilo da timeline do Twitter. É bastante detalhista essas menções.
Apesar de todas essas reflexões, não se deixe enganar: a história é uma COMÉDIA. Prometo BASTANTE risadas. Caso vá assisti-lo, recomendo também que veja a parte anterior "Que pena tu vida". Vale a pena.
No fim, a lição que fica é que alguns conflitos só são resolvidas DANDO TEMPO AO TEMPO. Tempo este necessário para que as pessoas reflitam suas atitudes e possam amadurecer. Ou não.
No filme anterior (ver paragrafo acima), a temática da história envolvia amizade: um casal de amigos que, no fim, percebia que gostavam um do outro. Tudo isso envolvendo muitas referências a internet (facebook, youtube, twitter, etc).
Em "que pena tu boda", esse casal está namorando já há algum tempo. O tema da vez é casamento. Só que Javier, o homem, não acredita em relacionamentos duradouros. Não acredita na monogamia. E não é por não gostar da namorada, apenas acha impossível não se interessar por outras pessoas ao longo da vida.
A história vai mostrando esses temas. De que a mulher, Ângela, é DOIDA por casar. Que casamento é a cereja no bolo da felicidade conjugal. Não é bem assim, né? Em dado momento da história, logo no início, Ângela acredita estar gravida. Javier pede-a em casamento e o debate continua: ele está querendo casar por AMOR ou pela gravidez?
Outro ponto interessante é a discussão sobre o ideal tradicional de família. Que tem que casar na igreja, que tem que ficar junto até o fim, custe o que custar, etc. Há uma cena muito interessante que mostra a preocupação da mãe de Ângela por Javier querer se casar apenas no civil. Ela tem medo de que o neto, após sua morte, vá para o LIMBO, afinal não iria ser batizado.
A produção tem essa LINGUAGEM JOVEM (aparentemente só jovens usam a internet, né? NÃO), então o filme usa e abusa dessas redes sociais mais famosas para criar situações: os créditos iniciais igual ao Facebook, a troca de mensagens via Twitter, o desejo de adotar crianças porque BRAD e ANGELINA também o fazem, as camisas de Javier com diversas #hashtags, uma sextape caindo em sites pornográficos, as redes sociais como locais denunciadores de TRAIÇÕES, o encerramento no estilo da timeline do Twitter. É bastante detalhista essas menções.
Apesar de todas essas reflexões, não se deixe enganar: a história é uma COMÉDIA. Prometo BASTANTE risadas. Caso vá assisti-lo, recomendo também que veja a parte anterior "Que pena tu vida". Vale a pena.
No fim, a lição que fica é que alguns conflitos só são resolvidas DANDO TEMPO AO TEMPO. Tempo este necessário para que as pessoas reflitam suas atitudes e possam amadurecer. Ou não.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Jogador nº 1 (Jogador Número 1)
A primeira vez que ouvi falar nesse livro foi através de um podcast, o Matando Robôs Gigantes. Achei a ideia do livro interessante, principalmente pelas referências que percebi a primeira vista, como Matrix (a trilogia de filmes), Sword Art Online (a novel e o anime) e Black Mirror (a série inglesa). Baseado no que foi dito no cast e no meu PRECONCEITO, percebi que o livro seria uma homenagem aos anos 1980, cheio de referências bem reunidas sobre a época. Eu não poderia estar mais certo!
Felizmente, não foi só isso que percebi na leitura.
A história é a seguinte: James Halliday foi um desenvolvedor de jogos. Ele desenvolveu uma plataforma chamada OASIS (um Second Life que deu mais do que certo). Esse MMORPG possui MILHARES de mundos e é free-to-play (igual a League of Legends). Todo mundo joga-o. Halliday morreu e não deixou herdeiros. Sua fortuna é avaliada em bilhões. Quem ficará com toda essa grana? Halliday inseriu no seu game um Easter Egg (Ovo de Páscoa) que envolve decifrar as pistas que o mesmo deixou em um vídeo enviado a todos os jogadores de OASIS após sua morte. Este vídeo contem várias referências a cultura pop dos anos 1980 e será necessário os players interpretarem os sinais ocultos no vídeo de James para decifrar o enigma e herdar toda sua fortuna. É muito dinheiro!
Os chamados easter eggs (ovos da páscoa em inglês) são brincadeiras e surpresas escondidas dentro de páginas da web, jogos e programas. Muitas pessoas passam anos utilizando um mesmo software e não chegam a descobrir algum recurso quase praticamente invisível.
Esta relação se dá ao fato de ovos de páscoa sempre conterem surpresas dentro, sejam chocolates ou brinquedos. (Fonte)
A história do livro é contada pela perspectiva de Wade Watts, codinome Parzival, a primeira pessoa que descobriu a chave para abrir o primeiro portão (de três) referentes aos enigmas deixados por James. É a partir daí que a história começa. O ano é 2044.
"Que história besta", você deve pensar. Pois é. A história não tem nada de inovadora, não vai mudar sua vida ou vai ganhar um nobel de literatura. Contudo, as referências feitas no livro são ótimas. Algumas são implícitas, como o número 42 (Douglas Adams, oi?) do apartamento de Wade, mas a maioria é facilmente perceptível. Músicas (Rush, AD/DC, Duran Duran, New Order), jogos antigos (Adventure, Defender, Joust, Pac-Man, Galaga, Dig Dug, Donkey Kong), filmes (O Feitiço de Áquila, Jogos de Guerra, Academia de Gênios, Vingança dos Nerds, Os Goonies), etc.
Por que achei isso legal? Provavelmente porque conhecia muitas das referências e as que eu não tinha nem ideia do que significava, me INTERESSEI, tive a curiosidade de ir atrás após ler o livro. Quantos filmes você acha que não estou baixando AGORA para dizer "Oh, agora essa parte do livro faz mais sentido ainda!"?
Algumas (poucas) referências que o livro faz:
Autores: Douglas Adams. Kurt Vonnegut. Neal Stephenson. Richard K. Morgan. Stephen King. Orson Scott Card. Terry Pratchett. Terry Brooks. Bester, Bradbury, Haldeman, Heinlein, Tolkien, Vance, Gibson, Gaiman, Sterling, Moorcock, Scalzi e Zelazney.
Filmes: Jogos de Guerra, Os Caça-Fantasmas, Academia de Gênios, Minha Vida é um Desastre ou A Vingança dos Nerds, Guerras nas Estrelas, O Senhor dos Anéis, Matrix, Mad Max, De Volta para o Futuro e Indiana Jones.
Diretores: Cameron, Gilliam, Jackson, Fincher, Kubrick, Lucas, Spielberg, Del, Toro, Tarantino. Kevin Smith, John Hughes
Um ator que poderia fazer o papel de Wade: Clark Duke.
Mas é só isso a história? Um bando de jogadores atrás da fortuna? Por aí. Há também o vilão, uma instituição chamada IOI, que deseja MONETIZAR o jogo. Para isso, convoca alguns dos melhores jogadores para fazer parte da equipe. Esta equipe da IOI será conhecida como Os Seis, pois todos os seus empregados devem usar um LOGIN que comece com o número 6 e possua 6 dígitos. O líder dos Seis chama-se Nolan Sorrento.
Para se tornar um Seis, era preciso assinar um contrato que estipulava, entre outras coisas, que se o contratado encontrasse o Easter Egg de Halli-day, o prêmio se tornaria de inteira propriedade de seu empregador. Em troca, a IOI ofereceria um salário bimestral, alimentação, moradia, plano de saúde e um plano de aposentadoria. A empresa também ofereceria a seu avatar equipamentos, veículos e armas e cobriria todas as taxas de teletrans-porte. Entrar para o grupo dos Seis era muito parecido com entrar para o exército
Sobre os temas abordados no livro.
Em primeiro lugar percebemos como o mundo estava LASCADO.
Você nasceu num momento muito ruim da história. E pelo visto as coisas só vão piorar daqui em diante. A civilização humana está em ‘declínio’. Algumas pessoas até chegaram a dizer que ela está ‘ruindo’.
(...)
Agora que eu tinha 18 anos, podia votar tanto nas eleições do OASIS como nas eleições de governantes dos Estados Unidos. Não me importava em votar nesta, porque não via sen-tido. O grande país no qual eu tinha nascido não era mais como antes. Não importava quem estivesse no comando. Os governantes apenas tapavam o sol com a peneira e todo mundo sabia disso. Além disso, agora que as pess-oas podiam votar de suas casas, pelo OASIS, os únicos eleitos eram astros de TV, celebridades de reality shows ou televangelistas radicais.
(...)
A Grande Recessão estava agora entrando em sua terceira década, e o desemprego ainda batia recordes. Até mesmo os restaurantes e lanchonetes de meu bairro tinham uma lista de espera de dois anos para candidatos.
Nosso planeta tava na merda. Todo mundo pobre, desempregado, sem eira nem beira. É nesse contexto que surge o OASIS. O jogo serve como uma VÁLVULA DE ESCAPE para os problemas "reais".
As linhas de distinção entre a identidade real de uma pessoa e a de seu avatar começaram a se misturar.
Era o despertar de uma nova era, na qual a maioria da raça humana passava todo o tempo livre dentro de um videogame.
Daí a gente percebe que isso não é muito diferente do que vemos hoje, né? Nós aqui, nas redes sociais, blogs, tumblrs, yotubes da vida. Essa discussão entre o espaço real e o virtual é destacada durante todo o livro e não percebi a qual conclusão o autor quis chegar no final. Porque, pra mim, É A MESMA COISA. Se na vida "real" você age diferente com as pessoas baseado no local e contexto, na "virtual" as coisas não mudam. Você, de certa forma, cria sua imagem a partir da que o outro pensa de você. Então esse lance de querer dizer que são duas coisas completamente diferentes... eu não acredito nisso.
Numa época de confusão social e cultural, quando a maior parte da população do mundo desejava fugir da realidade, o OASIS oferecia isso de forma barata, legal, segura e não viciante (comprovado cientificamente)
Há toda essa busca por encontrar o seu lugar no mundo. Por Wade, claro. Meio que me lembra, como já falei em outros posts, a questão do LAR. Onde é o nosso lar? Perguntei isso no filme de John Carter e em Avatar e a resposta parece ser sempre a mesma: o lar é onde nosso coração está.
O pior momento do dia para mim era o período logo depois de acordar, de uma hora, uma hora e pouco, pois eu a passava no mundo real. Era quando eu enfrentava a tediosa tarefa de limpar e exercitar meu corpo físico. Detestava essa parte do dia porque tudo aquilo contradizia minha outra vida. Minha vida real, dentro do OASIS. Meu pequeno apartamento de um cômodo, meu equipamento de imersão e meu reflexo no espelho – todos eles me lembravam de que o mundo no qual eu passava meus dias não era, na verdade, o mundo real
As críticas do autor ao capitalismo, a (falta de) privacidade, ao acesso fácil as armas, solidão, religiosidade e racismo também estão presentes no livro. Vou destacar alguns trechos.
Capitalismo
Quando comprei todas aquelas coisas, senti um orgulho enorme. Mas nos últimos meses, tinha passado a ver tudo aquilo de modo racional: uma geringonça para enganar meus sentidos, permitindo que eu vivesse em um mundo que não existia. Cada componente de minha baia era uma barra na cela na qual eu havia me enclausurado por vontade própria.
(...)
Os devedores nunca conseguiam quitar suas dívidas para serem liberados. Quando eles terminavam de bombardear você com deduções, impostos, moras e juros, você acabava devendo mais a eles a cada mês, e nunca menos.
E a gente traça o paralelo com os bancos e seus juros em cima de juros.
Privacidade
Pelo que parecia, a IOI vinha, ilegalmente, espionando a maioria do tráfego virtual do mundo inteiro na tentativa de localizar e identificar os caça-ovos que eles consideravam uma ameaça.
Armas
Toquei a tela na frente da máquina e analisei o catálogo. Depois de pensar um pouco, comprei um colete à prova de balas e uma pistola Glock 47C, com três pentes de munição. Também comprei uma latinha de gás lacrimogênio e paguei tudo pressionando a palma no escâner de mão. Minha identidade foi confirmada e meus antecedentes criminais, conferidos.
É curioso ver que "oh, ele não tem antecedentes criminais, então pode comprar uma arma" é um raciocínio bastante rasteiro, pra dizer o mínimo.
Solidão
Você sabe que acabou com sua vida quando o mundo todo se fecha e a única pessoa com quem você pode conversar é o seu software de agente de sistema
Religiosidade
A história que você ouviu de que fomos criados por um cara superpoderoso chamado Deus, que vivia no céu, é balela. A história de Deus é, na verdade, um conto de fadas antigo que as pessoas contam umas às outras há milhares de anos. Inventamos tudo. “E a propósito... Não existe Papai Noel nem Coelhinho da Páscoa. É tudo mentira. Desculpe, cara. Enfrente isso."
É engraçado que ao mesmo tempo em que cria o discurso ateísta, o criador do OASIS é uma espécie de deus em seu mundo. Imortal e invencível. Talvez até onipresente, afinal programou o jogo. Curioso, né?
Racismo
Na opinião de Marie, o OASIS era a melhor coisa que já tinha acontecido às mulheres e às pessoas negras. Desde o começo, Marie havia usado um avatar de homem branco para realizar todos os seus negócios on-line, por causa da diferença que fazia no modo com que era tratada e das oportunidades que recebia
E esse lance do racismo me lembrou de um texto do Alex Castro sobre a Rue, personagem de Jogos Vorazes (The Hunger Games). O povo que leu o livro não se TOCOU da cor da pele da menina, como se isso fizesse alguma diferença, e ficaram CHATEADOS por terem escolhido uma negra para interpretá-la. A que ponto chegamos? Pelo menos lá fora (EUA), eles discutem a questão racial. Aqui no Brasil, por ser velado, muita gente acha que isso não exista. Alguns chegam a acusar os outros por perceberem que isso existe. Francamente, né?
Uma menina que poderia fazer Art3mis, o interesse romântico de Wade: Mae Whitman
O autor do livro, Ernest Cline, foi o roteirista do filme Fanboys. Já escrevi sobre aqui no blog. A história de Jogador Nº 1 parece que foi escrita para tornar-se um filme. O que, ao meu ver, seria um dos poucos casos onde uma adaptação tende a ser melhor que a obra original. Espero muito ver nas telonas.
Tenho que dizer: para aproveitar melhor a história, é bom ter um computador com acesso a internet por perto. Para pegar todas as menções. Não entendê-las não afeta a história, mas compreende-las vai torná-la muito mais divertida. E é por isso que gostei tanto do livro: ele DIVERTE.
Recomendo a leitura.
Lista de todas as músicas que "TOCAM" no livro.
Oingo Boingo – Dead Man’s Party
Billy Idol – Dancin’ With Myself
Family Ties – Opening Theme
Schoolhouse Rock – Verb
Duran Duran – Wild Boys
John Williams – Star Wars Soundtrack – The Throne Room End Title
Midnight Oil – Beds Are Burning
Howard Jones – Like To Get To Know You Well
Basil Poledouris – Conan The Barbarian – Anvil Of Crom
Ladyhawke Soundtrack – Main Title
Richard Strauss – Also Sprach Zarathustra
The Beepers – Video Fever
Men Without Hats – The Safety Dance
New Order – Blue Monday 88 Remix
Duran Duran – Union Of The Snake
Billy Idol – Rebel Yell
Cyndi Lauper – Time After Time
LA Style – James Brown Is Dead
Blondie – Atomic
Wham! – Wake Me Up Before You Go-Go
The Plimsouls – A Million Miles Away
Change – John Waite
Peter Gabriel – In Your Eyes
They Might Be Giants -Don’t Let’s Start
Def Leppard – Pour Some Sugar On Me
Bryan Adams – Kids Wanna Rock
Buckner & Garcia – Pacman Fever
Rush – The Temples of Syrinx
AC/DC – Dirty Deeds Done Cheap
Schoolhouse Rock – Three is a Magic Number
Rush – Subdivisions
Monty Python and the Holy Grail – End Music
Pat Benatar – Invincible
DEVO – Girl U Want
Van Halen – Dance the Night Away
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