Sobre a história dessa "última" parte:
Jason Bourne é uma arma humana criada e perseguida pela CIA. Após sua última aparição, ele decidiu sumir definitivamente e esquecer sua antiga vida de matador. Entretanto, uma matéria em um jornal de Londres especulando sua existência, faz com que ele se torne um alvo outra vez. O projeto Treadstone, que deu origem à Bourne, já não existe mais, porém serviu de base para um novo projeto: o Blackbriar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa. O Blackbriar desenvolve uma nova geração de matadores treinados, o governo acredita que Bourne é uma ameaça e deve ser eliminado imediatamente. Ao mesmo tempo, Bourne vê neles a oportunidade de descobrir quem realmente é e o que fizeram com ele enquanto o Treadstone esteja ativo. Agora, Bourne conta com a ajuda de Nicky Parsons e Pamela Landy para isso.
Quando fizeram este filme, provavelmente pensaram ser o último, logo deveria mostrar ao espectador a origem de Jason. E é exatamente isso durante TODO O FILME. Sequência de ação em cima de sequência de ação, com espaços mínimos para absorver o que estava acontecendo na tela. A única coisa que me veio a cabeça para escrever esta resenha foi no tocante a solidão.
Irônico que, apesar de tantas identidades falsas, Jason Bourne não sabia quem era e o espaço que pertencia. Um verdadeiro homem sem a MEMÓRIA da sua vida (anterior) que subitamente foi resgatado em alto mar (no primeiro filme). Deve ser triste demais.
Essa busca incessante pela ORIGENS é o norte do filme. "Quem me transformou no que eu sou?", "Por que isso aconteceu COMIGO?", "Qual era o objetivo de quem fez isso?" são perguntas respondidas ao longo da história.
É apenas quando BOURNE encontra essas respostas que ele consegue ficar em paz. Só que muitas outras questão são levantadas e essas... bem, essas ficam no ar. O final fica em aberto.
(Outro ponto curioso é o nome do personagem: Jason Bourne. Jason pra mim não significa nada, mas a pronuncia do nome Bourne lembra outra palavra inglesa, Born, na qual a tradução seria "nascido". Mostra o cuidado na escolha do nome do personagem. Afinal é uma nova vida que nasce. E se você forçar bem a barra, dá pra pensar também em Burn, "queimar", que é a tarefa da vida dele, "queimar" pessoas, no sentido de apagá-las, matá-las. Não são todos os autores [o filme é baseado em uma série de livros] que tem esse cuidado na composição).



Nenhum comentário:
Postar um comentário