quinta-feira, 7 de junho de 2012

Hit and Miss (Hit & Miss)

Hit and Miss é um dos novos seriados da temporada inglesa e conta a história de uma mulher, Mia, que também é uma assassina de aluguel. Até ai nada demais.

Certo dia ela recebe uma carta de uma ex-namorada dizendo que está com câncer e... TCHARAM... que Mia é pai do seu filho. O que?! Isso. Mia não nasceu mulher. Ela é uma transexual. E quando ela ainda tentava viver uma vida fingindo ser uma pessoa que não era, teve esse relacionamento.



Refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. Usualmente, os homens e as mulheres transexuais apresentam uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico e desejam fazer uma transição de seu sexo de nascimento para o sexo oposto (sexo-alvo) com alguma ajuda médica (terapia de reatribuição de gênero) para seu corpo. A explicação estereotipada é de "uma mulher presa em um corpo masculino" ou vice-versa, ainda que muitos membros da comunidade transexual, assim como pessoas de fora da comunidade, rejeitem esta formulação.

Mia não sabe o que fazer, mas acaba indo ver a criança, um garoto de 11 anos. O espectador descobre que sua ex-namorada também tinha outros filhos. A garota que morreu tornou Mia tutora dos seus filhos, mas a protagonista não é bem recebida. Não somente pela questão do preconceito, mas também por ser uma pessoa com a qual as crianças nunca conviveram.


A irmã mais velha das crianças, Riley, é que mais se opõe. Quer que Mia apenas assine o papel da assistência social e suma de suas vidas. Age como uma mãe para os irmãos mais novos. Levi, o garoto, é submisso a vontade da irmã e também se opõe a Mia, mas não com a mesma enfase. Há também uma menininha, chamada Leonie, a qual não foi dado tanto destaque no episódio. Ah, tem o filho dela, Ryan.

Daí a trama, ao que parece, vai se desenvolver sobre a vida dupla que Mia leva, o preconceito que ela sofrerá ao longo da série, as questões de gênero, opressão e como ela conseguirá lidar com sua nova família.


Uma coisa que me chamou atenção foi a maquiagem dá Mia. Tem um caráter BASTANTE dúbio. Uma hora você tem certeza que ela é uma mulher, em outras você a vê como um homem. Até fiquei na duvida se a personagem era interpretada por um ator ou atriz. É uma atriz: Chloë Sevigny.

Curti bastante o episódio piloto. Como é uma série londrina, é tiro rápido. 6 episódios e fim da temporada. Prefiro assim, sem tanta enrolação. Recomendo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Internet é democrática, não anárquica (ou conheça algumas figuras da internet que vão contra as regras sociais virtuais)

Muito se vem discutindo acerca de legislações que coíbam a pirataria na internet. Já fecharam o MegaUpload e outros sites do gênero e a CAÇADA não tem data para acabar. Há um senso bastante comum em conceituar a internet como uma terra sem lei, sem dono.

Isso não é bem assim.


Por romper com os paradigmas da sociedade, a Internet AINDA é um espaço novo onde a sociedade atua. É verdade que não há um consenso sobre leis (ou até mesmo leis!) que regulem as relações sociais ocorridas nesse ambiente. Por ser um espaço desterritorializado, fica difícil apontar um culpado. Exemplo: uma empresa com sede no Rio de Janeiro (Brasil) oferece um site para hospedar arquivos. Um garoto em Pequim (China) transfere as MP3 de seu computador este site, de modo a torná-las acessíveis onde quer que esteja. Algumas dessas músicas possuem copyrights. Uma jovem em Miami (Estados Unidos) faz o download de uma dessas músicas protegidas por direitos autorais. Detalhe: o servidor da empresa carioca está localizado em Frankfurt (Alemanha). Os advogados da banda querem iniciar uma ação, mas contra quem? A empresa? A pessoa que hospedou? A que fez o download? Ao local onde estavam hospedadas? TODOS ELES AO MESMO TEMPO? Essa última opção parece ter sido a habitual, mas será a correta?

Isso mostra como não há ainda um consenso e que as empresas estão atirando para todos os lados de modo a reaver o suposto lucro perdido. Não é a toa que a SOPA, PIPA e outros leis estão sendo discutidas nos EUA e suas aprovações podem gerar um EFEITO DOMINÓ ao redor do planeta. Quando há interesses financeiros envolvidos, todo mundo quer a sua fatia.


Vamos sair um pouco desse plano econômico e tentar pensar apenas no social. Lembra do Orkut? Tá, muito velho, mas havia COMUNIDADES por lá. Ok, ok, o Facebook tem os tais GRUPOS, mas isso não é nem de longe tão organizado como eram/são as comunidades. Esqueça essas duas redes sociais e pense nos FORUNS ou nas LISTAS de e-mail. O que todas elas têm em comum? Um líder ou um grupo de liderança.

Cada um desses grupos possui regras singulares para gerenciar o comportamento de seus membros. São, geralmente, proibidos SPAM, ofensas pessoais, divulgação de links que não envolvam a temática da comunidade, flamewar, demonstrações públicas de discriminação, pornografia, religião, política e outros assuntos de teor que possa vir a ser ofensivo.
As pessoas que vão de encontro a estas “leis” são bastante conhecidas e recebem diversas denominações:


Hater: é aquele que odeia e fala mal de tudo. Está em vários grupos para dizer como tal banda é ruim, tal ator é uma farsa... ETC. Hater vem do inglês Hate, cujo significado é Ódio. "Um hater não tem opinião, ele simplesmente é contra o que é certo, ou a favor do que ninguém é".

Troll: é quem inicia um debate usando um argumento completamente errôneo ou falacioso de modo a gerar revolta por parte dos conhecedores do tema. Em outras palavras: aquele que gosta de ver o circo pegar fogo e faz questão de começar o incêndio. Lembram-se daquele print screen de uma comunidade no Orkut de um cara dizia que a indústria hollywoodiana era aproveitadora por querer fazer um livro pegando carona no sucesso do filme SENHOR DOS ANEIS? Vale salientar que o Troll tem a COMPLETA NOÇÃO do que está fazendo. Caso contrário é apenas uma pessoa ingênua. Acredito que haja uma divisão: pode ser um troll “do bem”, fazendo as pessoas verem que seus argumentos são idiotas ou um troll “do mau”, onde age apenas para causar polêmica.


Spammer: é o divulgador de links. Geralmente trata-se de um perfil falso divulgando sites de como aumentar seu pênis, sua libido, sua conta corrente, como ganhar dinheiro, como trazer seu amor em uma hora... Contudo, também pode ser uma pessoa real que faz SPAMS pontuais, seja divulgando seu próprio site, seja pedindo para as pessoas clicarem em determinado link para ajudá-lo a ganhar uma promoção, seja pedindo para repassar uma corrente por ter medo de ficar solteiro para sempre.

"É fake": Acreditam que tudo é fake. Nada é real. O homem não foi a lua, e tudo é uma questão de efeitos especiais. Sempre justificam as informações, principalmente as imagens, com a seguinte trindade: Adobe After Effects, Photoshop e Sony Vegas. Ninguém o leva muito a sério.

Perfis falsos (fake): Diferente do item anterior, os perfis falsos são criados por dois motivos distintos: o primeiro é acessar uma determinada rede social pelo conteúdo que ela contem, mas não necessariamente manter relacionamentos na mesma. Podem também ser usados para stalkear (seguir obsessivamente) determinadas pessoas. O segundo motivo para criar um perfil falso é promover intrigas.

Cheater: esse tipo se encontra mais no âmbito dos jogos. É banido por usar códigos de trapaça de modo a se sobressair em relação aos outros jogadores. É quem estraga a brincadeira.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A ocupação do litoral brasileiro

Dia desses (na verdade foi em 8 de Abril de 2008), escrevi um esboço de um post sobre "a ocupação do litoral brasileiro". Pensava em Natal. Ficava tentando relacionar o que havia em comum entre a chegada dos PORTUGAS em 1500 até os dias atuais.

E o que foi que permaneceu dessa época pra hoje?


Bom, o título já entregou. Vamos partir para o maniqueísmo.

Os gringos, não apenas os portugueses, continuam dominando o litoral potiguar (e não só ele): seus complexos hoteleiros são fundamentais para o aporte de turistas na região. Há também alguns condomínios fechados em que a linguagem predominante não é português.

As riquezas do litoral continuam sendo exploradas, seja comprando Buggys e gerando emprego para os nativos, seja na ideia inovadora de trazer Dromedários da Espanha para a praia de Genipabu. Sem falar dos bares e restaurantes de comidas tipicas (de outros países, claro).


Continuam fazendo a cabeça dos nativos, principalmente no tocante a exibir seus gadgets de última geração. É semelhante com a situação de mostrar um espelho a um índio há 512 anos atrás. Nós ficamos EMBASBACADOS! E enquanto esses objetos tem aos montes em seus países de origem (e são baratos), aqui a coisa muda de figura.

E, por fim, ainda há os descendentes. Muitos permanecem na colônia, enquanto alguns são levados de volta para o REINO.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Algumas notas sobre a compra de produtos exclusivamente virtuais

Cada vez mais as pessoas estão conectadas a internet. Celulares, tablets, computadores, smartphones, note e netbooks, sei lá, mil formas.

Um dos pontos que acho fantástico nisso é a capacidade de comparar preços de centenas de lojas simultaneamente, encontrando e adquirindo aquela peça com o melhor custo/beneficio. Ainda há, claro, aqueles que tem medo de efetuar compras online, mas ainda assim se valem do preço encontrado na internet para pechinchar no "mundo real".


Excetuando os produtos de necessidades básicas, os físicos (geladeiras, fogões, vasos sanitários, etc), nós humanos somos bastante voltados para o entretenimento. Gostamos de TER livros, música (cds/vinis), filmes, séries, jogos de videogame... mas a internet já está modificando os hábitos dos consumidores. Penso que o FETICHE de possuir algum desses objetos está diminuindo, em razão da praticidade e do minimalismo das pessoas, aliado aos suportes tecnológicos que permitem armazenar bibliotecas inteiras num aparelhinho do tamanho de um livro.

Tudo começou com aquele tocador de músicas da MAÇÃ. O pessoal passou a deixar os CDS de lado e escolher, faixa por faixa, o que iria comprar e, consequentemente, o que iria ouvir. Nada de comprar um album por causa de duas ou três canções.

Daí vieram outros rompimentos. No mundo dos games, por exemplo, o STEAM é o principal exemplo. Jogos super baratos que podem ficar armazenados na nuvem ou serem baixados para o seu computador. Geralmente, quanto mais antigo o jogo, mais barato se torna. E ele está lá a sua disposição, apenas esperando o seu LOGIN no aplicativo.

O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas x ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet - daí a alusão à nuvem


No campo das séries de TV e filmes temos o Netflix, que cobra uma mensalidade de R$15,00 por mês e oferece um amplo catalogo de obras que podem ser assistidos quantas vezes quiser.

Em relação a leitura temos como preponderante o site da Amazon, vendendo milhares de e-books e criando o seu próprio e-reader (aparelho para ler os e-books), o KINDLE.


Esses quatro exemplos são fundamentais para mostrar que é possível combater a pirataria através de um preço bacana. Se o valor for convidativo e o tempo escasso, as pessoas estarão dispostas a pagar por um serviço "original" ao invés de burlar a lei.

Mas esse não é meu ponto.

O que eu estava pensando é que com a gradual substituição dos suportes físicos para suportes virtuais, um mercado irá ficar bastante abalado: o dos sebos, dos produtos usados e seminovos.

Não será mais possível trocar com seu amiguinho algum jogo, a não ser que você ofereça sua senha para o mesmo LOGAR em sua conta na nuvem; Os livros vendidos em sebos se tornarão mais escassos, pois não haverá motivos para sua impressão: é mais prático, menos empoeirado e mais organizado catalogá-los em seu tablet. Se você tiver a oportunidade de criar uma biblioteca, HOJE é a sua chance. Os livros comprados em sebos se tornam mais baratos a medida que vão passando de mão em mão. Não será o caso dos e-books; O mesmo caso valerá para a música, filmes e séries.


Era só isso. Uma constatação bem óbvia. Isso se o mundo seguir sem nenhuma grande ruptura tecnológica em relação ao presente ou um acontecer algum desastre apocalíptico e ficarmos sem energia.

sábado, 2 de junho de 2012

Silent Sniper - Battlefield Friends (O Sniper Silencioso - Amigos no Battlefield)


Cara de Cintia e Tweek, que adoram esses jogos de tiro. Você tá lá, de bobeira, agindo como um camper, esperando alguém aparecer e chega aquele seu amigo e põe tudo a perder, atirando pra tudo que é lado e expondo sua localização.

Camper, pra quem não sabe, é aquela pessoa que se fixa em uma determinada área do mapa esperando os outros cometerem um erro para, então, destruí-las.