segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Divagando

Olho para meu blog e vejo que a última atualização foi em 16 de Janeiro com um vídeo de uma formiga levando um peteleco e penso: "poxa, eu pelo menos poderia ter escrito alguma coisa". Sempre penso isso, que deveria ter falado algo a mais. As vezes alguns posts não saem por causa disso: "se for pra escrever um paragrafo, é melhor nem postar". Tanta gente por aí se utilizando de 140 caracteres e eu preocupado com isso. Vai entender, né?

Então resolvi mudar e é pra agora. Alguns pensamentos aleatórios dos últimos tempos. Vamos a eles.

Tem muita gente que, quando em determinados eventos sociais, sente aquela vontade de ir embora mais cedo que o horário padrão, mas que por diversos motivos, geralmente para não desapontar o ANFITRIÃO, acaba sentado numa mesa bebericando um chopp sem álcool e quando sai, de fininho, evita os cumprimentos e o papo do "mas já vai?! tão cedo!".

Sempre me perguntam (mentira, ninguém nunca o fez) se alguma coisa mudou após eu ter apagado o Facebook e a resposta é: sim, meus contatos estão praticamente restritos a minha agenda telefônica, whatsapp e o Steam (esse mal conta). Não me sinto mais compelido a forçar conversas com semi-desconhecidos. Digo isso porque tenho essa ideia de que se a pessoa está adicionada como AMIG@ no meu perfil (do FEICE), então deveria conhecer um pouco dela, correto? Só que é meio inviável porque a) são muitas pessoas b) nem todos podem conversar c) nem todos querem.

O maior problema do whatsapp são aquelas pessoas que utilizam-o em tablets. Essas nunca te respondem quando preciso (lembrando: o mundo gira sim ao seu (meu) redor). Não que eu realmente PRECISE, mas tento espalhar, através de ações, o significado do TOKA KOKA
A noção de que para recebermos algo, temos de dar algo do mesmo valor. O que é tido no anime, como o principio base da alquimia, é por outro lado, uma noção idealista da nossa realidade. A ideia de que temos de amar para ser amados, de respeitar para ser respeitados, e assim por diante. (Fonte)
Ela é uma lei real da alquimia criada por Antoine Lavoisier [LEI DA CONSERVAÇÃO DE MASSAS], mas que tornou-se mesmo conhecida após o sucesso do anime Fullmetal Alchemist (que aborda bem o assunto e foi muito elogiado por isso), onde os dois irmãos protagonistas aprendem no mínimo duas coisas básicas: que tudo na vida depende de esforço e sacrifícios para conquistar o que queremos, e que apesar de teoricamente haver um equilíbrio entre isso, ele pode pender mais pra um lado de acordo com a nossa vontade. (Fonte)
Só que na maioria dos casos, NA VIDA, as pessoas não ligam muito para as coisas com que você se importa (e vice-versa). Tô no caminho errado.

E quando pensava que não iria encontrar nenhuma imagem para ilustrar essa publicação, eis que me deparo com este CAPTCHA:

Curto muito esses captchas ESPIRITUOSOS!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A história da formiga que levou um peteleco

Neolimpíadas



kursch (16:29)
http://pt.wikipedia.org/wiki/100_metros_livres
na natação
a evolução
é enorme

PV (16:29)
tipo, o que serah ke ta acontecendo pra existir essa evolucao?

kursch (16:30)
ITS EVOLUTION, BABY
e um monte de treinamento intensivo
e os maiôs
galera nadava antes so de sunga, hoje cobre o corpo todo praticamente
por causa do atrito
eu vou tentar bater o recorde olimpico
de 1905
eu, gordinho.
se eu bater... ITS EVOLUTION, BABY
tem tambem a ver com a dieta né
a alimentação

PV (16:33)
eashveasieuhasehsaueiuaseasea
eh
mas vai chegar um momento que vai topar, neh
essa evolution baby
eu fico imaginando quando chegar a era dos nano robos
e dos ciborgues
como eh que vai ficar esse lance de olimpiadas

kursch (16:35)
vai ser tipo novas olimpiadas ne
tipo
paraolimpiadas, olimpiadas, neolimpiadas.

PV (16:35)
vai ficar tipo formula 1
quem tiver mais tecnologia ganha
eauhsveiasheiuhasiehasuhesa
eh
soh que tipo
eu digo quando chegar a um nivel em que for "obrigatorio" ser ciborgue
digamos, por exemplo, que inventem uma perna
que oc ara substitui a perna normal
e essa perna nova ela nao cansa, se movimenta a uma taxa de 40km por hora e ela se mexe com energia do corpo do cara
aih tipo
se surgir uma perna dessa
a um rpeco acessivel
a tendencia serah a galera parar de comprar carro
e passar a implantar essas pernas
serah um item essencial do dia a dia
aih tipo
numa realidade dessa
ninguem vai ter perna normal
pq ter perna normal vai implicar em nao poder ir trabalhar, em nao poder fazer um monte de coisas
entao serah meio que obrigatorio ter

kursch (16:38)
ai um hacker vai e
POTOF!
fode as pernas de todos

PV (16:38)
eushaeuahvseiuaseas

kursch (16:38)
e ninguem mais consegue andar
DARIA UM FILMAÇO

PV (16:38)
soh se elas forem lgiadas em rede
UHAEISUVEHOAISHEOASIUSHA EH
EAIUSHEVIOASUHEIASHEASHEIAHUSEAS

kursch (16:39)
tipo um plano de dominação global aos poucos
o cara ia esperar chegar ate 90% da população ter perna bionica
ia lá e fodia geral
e os 10% que nao botaram nada iriam tentar dar um jeito
de salvar o resto
mesmo esses 10% restante tendo uma RIXA com os quase-ciborgues
uma historia de amor e superação.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Por que compro jogos se não os jogo? - Conclusão

Esta série de post (relembre aqui: parte 1, parte 2, parte 3) tinha o intuito de responder a uma questão pessoal: "por que compro jogos se não os jogo?", com foco no jogos distribuídos pelo programa Steam. A medida que conversava com amigos, fui percebendo que este era um problema bastante comum a quase todos eles. Nesse DESFECHO, irei enumerar e comentar algumas das respostas que pensei, bem como expor algumas opiniões que me foram feitas.


Vamos as conclusões.

"Eu vi esse post [o primeiro da série] aparecer [na minha linha do tempo] enquanto tava comprando jogos que eu sei que vou demorar anos pra zerar." (BRITO, Ary)

A primeira tem a ver com o autoconhecimento/autocritica. É saber das suas limitações pessoais que impedem de finalizar um jogo. Essa série de posts foi toda sobre isso.

"Uma das coisas que eu mais gosto no Steam é que eu posso jogar e falar com os amigos facilmente." (RODRIGUES, Bianca)


Esse é um ponto muito forte. A aparência do Steam é muito amigável (user-friendly). A primeira impressão causada pelo programa faz o usuário ter vontade de conhecer melhor a plataforma. Conquistado, ele passa a conhecer melhor as funções do produto. Com isso vem...

"A gente compra pelo prazer mesmo, as vezes nem por querer jogar. É muito bom ver aquela lista da biblioteca CHEIA de jogos. Chega a dar uma felicidade! (BRÜCH, Guilherme)

...essa "necessidade" de acumular as coisas, do fetiche de possuir o produto, de poder estar com ele sempre a mão (ou a um clique do mouse). Uma das razões pessoais que atribuo a isso, no caso dos jogos, é o que chamo de EFEITO PLAYSTATION. O que quero dizer? Na época do Playstation, tanto o 1 como o 2, os jogos piratas estavam facilmente disponíveis na internet ou em qualquer esquina por preços "ridículos": com 10 reais era possível comprar até 3 jogos. E eu comprava ou era presenteado com eles, sem contar os que baixava na internet. Cheguei a ter, talvez, mais de 150 jogos piratas. Se eu tiver finalizado 20, acho que é muito. Provavelmente esses que ZEREI são aqueles considerados "clássicos": Final Fantasy 12, Ico, Shadow of The Colossus, God of War, etc.

(Um parentese: acredito que jogar em videogame ainda traz menos distração do que no computador)

"Acho melhor esperar e comprar meus jogos em promoções, porque pago mais barato para tê-los. Eu quero as coisas só quando não tenho. Quando consigo, elas perdem o valor" (CHINA, Afonso)

Outra razão para o Steam sobressair é, claro, as promoções (consumismo, oi!)! Ora, se CADA jogo fosse R$100,00 ou R$150,00, certamente nem estaria escrevendo isso. Por esse valor temos que ter PLENA CERTEZA de que usufruiremos ao máximo! Por outro lado, a classe média tem condições de arcar com R$30 por mês em 3 ou 4 jogos. Dizem por aí, os GURUS AMOROSOS, que a arte da conquista é muito mais gratificante que a próprio ficada, porque tem todo um desafio envolvido. Neste caso, dizer que ao conseguir o jogo, ele perde o valor, faz todo sentido. Isso casa bem com a próxima resposta que é a seguinte:

"A gente vai crescendo e o dinheiro para jogos sobe enquanto o tempo para jogá-los diminui e talvez até um pouco de paciência de zerar um jogo 100% como antigamente." (GOULART, Thiago)

Compro porque posso. Isso soa meio arrogante, mas é a verdade e não podemos ignorá-la. Nem todo mundo possui dinheiro ou cartão de crédito para realizar as transações. As minhas escolhas se baseiam, através de imagens, trailers e opiniões de amigos, em games que considero que podem me agradar (você nunca vai me ver comprando um jogo de tiro, por exemplo). Apesar de poder comprar, isso não deve ser visto somente como um ato de esbanjamento, mas sim pela óptica de adquirir o que ambiciona com a intenção de jogar.



"Eu ainda adoro zerar jogos, mas nunca zero 100%. Eu jogo a história principal, posso me esforçar para ver algum final alternativo. Mas 100% nunca." (STAMMATO, Alessandro)

Isso não tem NADA A VER COMIGO. Eu tenho essa FIXAÇÃO por querer completar tudo até o fim, receber todas as recompensas, ver todos os possíveis finais, etc. Jogo - quando jogo - o tempo necessário para alcançar todas as conquistas. É como na frase a seguir:

"Eu tenho sempre o sentimento de terminar querendo fazer tudo do jogo, mais como não consigo fazer tudo, eu não termino. Isso se prolonga ate o abandonamento do jogo antes do fim" (CHINA, Afonso)

Apesar desse pensamento estar voltado para quem joga, isso acontece bastante. Sim, há meios de finalizar o jogo procurando os DETONADOS na internet, mas qual a graça disso? O jogo desperta seu instinto investigativo e não há razão para que você use os avanços dos outros como se fossem seus. Simplesmente perde a graça ir atrás das respostas sem nem ao menos tentar. E se você tenta e não consegue, o caminho natural é o esquecimento.




Outro argumento que levanto, também pessoal, é a questão da nostalgia. Boa parte dos jogos que adquiro são do gênero indie, que além de serem "alternativos", ainda possuem muitos traços característicos dos primórdios dos videogames: são em plataforma, personagens pequeninos, medidor de vida, contador de tempo, possibilidade de game over ou continue, etc.

"Não consigo jogar muitos jogos da Steam porque geralmente são games que exigem um certo tempo disponível. Aquele que mais jogo é League of Legends que, quando estou a fim de jogar, entro e jogo por meia hora, mais ou menos. Se eu quiser parar, paro. Não preciso gastar horas para "zerar" (VILLELA, Pedro)

"Acho chato fazer as coisas sozinho, então geralmente os jogos que mais me divertem e consomem as minhas horas são aqueles que jogo com outras pessoas, ou seja, gosto mesmo é de interagir, fazer coisas em grupo, que não te deixam "sozinho" (RIGHI, Diogo) 

Esses dois comentários possuem algo em comum: a vontade de jogar em equipe (multiplayer) e a necessidade que o jogo seja breve. Usamos os jogos hoje como uma forma de socialização, de botar as conversas em dia. Nem sempre podemos sair de casa e ver quem gostamos pessoalmente, então fazemos isso pela internet. Os games preenchem, em certa medida, essa necessidade. A exemplo de League of Legends, outros jogos possibilitam uma partida breve, tais como: Age of Empires, centenas de jogos de tiro (CS, Battlefield, Call of Duty), StarCraft, WarCraft, etc. Até mesmo em MMO, dependendo da forma como se joga, juntar os amigos para completar uma QUEST em World of Warcraft torna o jogo "breve".

Em relação ao tempo, penso que somos uma geração cheia de PROCRASTINADORES, ou seja, de gente que deixa pra fazer tudo de última hora. Talvez não seja uma exclusividade nossa, mas com certeza é uma característica. Fruto da globalização, quem sabe. Muitos devaneios neste paragrafo. O que quero dizer é que protelamos demais nossas tarefas (não só em jogos, mas na vida), deixamos tudo para depois e as vezes nunca fazemos nada. As vezes me pego pensando:

"Poxa, vou demorar tantos minutos para realizar isso. Vai demorar muito mesmo! Melhor deixar pra lá e fazer alguma outra coisa que seja mais rápida".

No fim, acabo não fazendo nem uma coisa nem outra. Já aconteceu com você? Pois é. O que sempre me lembra o verso de uma canção:

"NADA melhor do que não fazer NADA"



E é isso. Encerro abruptamente esta série de posts com várias respostas levantadas, mas com a certeza de que existem tantas outras que sequer cogitei (cogitamos). No momento estas foram, para mim, suficientes e satisfatórias. E como eu não paro de me questionar, aqui vai uma difícil para você pensar:

Quando é que irei jogar esses jogos até o fim?

domingo, 22 de dezembro de 2013

Por que compro jogos se não os jogo? - Parte 3

Nessa terceira parte da série "Por que compro jogos se não os jogos?", vamos falar um pouco sobre o TEMPO. Ou a falta dele. Será que falta mesmo? Antes de começar a leitura, relembre do que já abordamos: de inicio mostramos as vantagens que o Steam oferece para que usemos jogos legalizados ao invés dos piratas e em seguida tratamos da questão da propaganda e do consumismo.


Para começar, o tempo que me refiro é o cronológico, aqueles dos minutos, horas e dias. Aquele do nosso cotidiano.

Vamos lá: queria argumentar que a falta de tempo é um dos motivos para não jogar, mas isso seria uma grande mentira. Como apenas estudo, isso não é um problema. Disponho de boa parte das 24 horas diárias. Mesmo assim ainda precisamos falar do tempo. Por que? Devido a maneira que organizamos ele.

Quem reclama da falta de tempo, trabalha e/ou estuda, realmente tem poucos horários disponíveis para a jogatina. A questão é que o gerenciamento das nossas atividades envolve um processo particular de seleção: certas pessoas priorizam uma ocupação em detrimento de outra. Bater bola, beber cerveja, passear pela cidade, sair com os amigos, com a namorada, dentre outras coisas são mais importantes do que jogar.

No meu caso, qualquer barulhinho no facebook ou whatsapp tira minha concentração do que estiver jogando e já vou dando ALT+TAB (na vida real também) pra ver quem falou. Dependendo do que for, ignoro, mas o mais comum é prestar atenção. Isso já me faz deixar de lado os jogos, mesmo que por um breve momento (nunca é breve, essa é a verdade).

Outro argumento para não jogar os jogos que tenho é que, e essa justificativa é bastante FORTE, outros jogos são melhores (lembrando que, nesse caso, ser melhor é relativo).

No próprio facebook jogo Dragon City, uma mistura de Age of Empires com Pokemon. No Steam, jogo de tempos em tempos o MMO infinito Rusty Hearts; Fora dele há o League of Legends, onde tenho mais de 4000 partidas. É tempo demais!


Já cheguei a acreditar que possuía algum DEFICIT DE ATENÇÃO, FALTA DE FOCO, mas pensando melhor, percebi que minha concentração é bastante direcionada ao que estou fazendo: se é algo que me sinto bem, então vou até o final (independente do que seja). Talvez os jogos não me entretenham tanto quanto acreditei que eles assim o fizessem ou então não dei uma chance merecida a eles, dispensando uma quantidade de horas maior que fariam ter uma opinião mais embasada do jogo (e assim poder desistir dele ou continuar).

No próximo post, o último, teremos a conclusão dessa reflexão e algumas das respostas a pergunta que norteou esta série: por que compro jogos se não os jogo?